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Aai...





Mais uma receita do curso de cozinha que uma grande amiga frequentou no "Culinária" (Av. Brasil, Foz do Porto - não sei se ainda existe).
Faz um sucesso em casa ou quando queremos levar um mimo vistoso para casa de alguém, como foi o caso. A receita original faz-se com mistura de frutos silvestres, mas desta vez usei só framboesas e gostei ainda mais.

Suspiros de Amor

500 ml de natas
(usei 2 embalagens das novas "natas" Vaqueiro)
300 g de suspiros estaladiços de compra*
400 g de framboesas congeladas (ou mistura de frutos silvestres; eu usei 450 g de framboesas = 1 emb.)
1 colher e meia de sopa (ou um pouco mais!) de açúcar amarelo

Colocar os frutos a descongelar numa taça com
o açúcar amarelo, o que demora cerca de 2 a 3 horas.
Bater as natas num chantilly bem firme
(sem açúcar).
Numa taça de servir, preferencialmente transparente, fazer camadas de natas, frutos e migalhas de suspiros (sugiro que se desfaçam os suspiros com as mãos directamente para a taça).
A última camada deve ser de suspiros, devendo reservar-se alguns inteiros para ficar mais bonito.
Terminar com um fio de sumo largado pelos frutos, por cima dos suspiros.
Levar ao frigorífico antes de servir.


Esta é uma sobremesa que deve ser servida no próprio dia em que é feita, para que os suspiros não tenham tempo de amolecer. Quem preferir, pode montar a sobremesa em copos de vidro e servir individualmente.

*Estes eram da Confeitaria Primar, perto da Igreja das Carmelitas, na baixa do Porto e estavam fresquíssimos, mas os da Padaria Ribeiro, também no Porto, ou até os do hipermercado Continente (mais amarelados), são igualmente uma boa escolha. Há muitas pastelarias a fazer suspiros, mas muitas continuam a vendê-los quando já estão moles, o que não serve para esta receita. No topo da taça coloquei ainda uns mini-suspiros comprados recentemente numa banca de doces tradicionais :-).

Boa como o milho.



A polenta, que em Portugal será o equivalente às 'papas de milho' ou ao 'milho frito', consoante o tipo de confecção, típicos da cozinha madeirense, era algo que queria experimentar há já algum tempo.

O mais correcto seria dizer 'voltar a experimentar', porque já tinha tentado uma vez, com a genuína polenta bergamasca (ao que consta este prato nasceu no norte de Itália, na zona de Bérgamo). Mas o pacote de sêmola de milho* que me foi oferecido por um italiano vero, era para confeccionar polenta de forma tradicional: muito demoradamente... Para ajudar ao desastre, eu estava muito verde em questões de culinária. Escusado será dizer que o resultado foi praticamente intragável.

Entretanto, comecei a ver nas revistas e nos livros que vou coleccionando várias receitas feitas com polenta instantânea. Comprado um pacote da marca Tipiak há uns tempos, surgiu este fim-de-semana a oportunidade que esperava para testá-lo. Fi-lo com a ajuda da edição nº 6 da Blue Cooking (Setembro de 2006), que inclui imensas receitas com polenta, desde as polentas cremosas - o aspecto é tipo puré de batata - à polenta grelhada ou frita.

Polenta com cogumelos balsâmicos

Para 8, à vontade...

Para a polenta:
3 chávenas de água
1 chávena de polenta
(usei polenta instantânea da Tipiak)
1 colher de sopa de manteiga
1/2 chávena de queijo parmesão ralado
Sal


Seguir as instruções da embalagem
ou levar ao lume uma panela com a água e um pouco de sal*. Quando levantar fervura, reduzir o lume e juntar lentamente a polenta mexendo sempre.
Deixar cozer aí uns 5 minutos ou até a polenta começar a descolar das bordas. Retirar do lume e juntar a manteiga e o queijo envolvendo bem.
Verter a polenta para um tabuleiro ou assadeira, alisando e uniformizando a altura com uma espátula ou as costas de uma colher. Deixar arrefecer e solidificar pelo menos 40 minutos
(pode fazer-se de véspera e guardar no frigorífico).

Depois de arrefecida e solidificada, cortar em quadrados (com 7 ou 8 cm de lado), pincelá-los com azeite e levar a grelhar numa frigideira anti-aderente.

*Não esquecer que o queijo e a manteiga já são salgados...

Para os cogumelos:
1 emb. de cogumelos frescos (Paris, Portobello, Shitake...)
50 g de bacon
2 a 3 dentes de alho
1 colher de chá de mel
1 colher de chá de vinho do Porto
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Sal
Azeite
Salsa


Limpar os cogumelos (costumo usar uma folha de papel de cozinha)
e fatiá-los.
Levar ao lume uma frigideira com um fundo de azeite e o alho picado. Deixar cozinhar um minuto, juntar o bacon e depois os cogumelos. Passados alguns minutos juntar o mel, o vinagre e o vinho do Porto, temperar de sal e deixar apurar e reduzir os líquidos.
Dividir os cogumelos pelos quadrados de polenta grelhados e polvilhar com salsa picada
.

Esta polenta foi feita para entrada, mas pode servir de acompanhamento de variadíssimos pratos principais. Da próxima vez, talvez use caldo (de aves ou de legumes) em vez da água, para que fique ainda mais saborosa.

*Daquilo que consegui apurar, a polenta faz-se sempre com sêmola de milho, isto é, uma farinha de milho moída de forma incompleta e por isso mais grossa. A instantânea faz-se com sêmola de milho pré-cozido.

Um livro, uma receita #8






Quem costuma vir a este blog sabe que adoro limão. E todas as frutas cítricas: lima, toranja, laranja...
Experimentar esta tarte de lima e limão estava por isso nos meus planos desde que tenho este livro, já lá vão alguns anos.

Por vários motivos, que não vale a pena estar agora a listar, não cozinho tanto como gostaria, daí a minha produção culinária seguir um ritmo bastante brando e demorar muito a testar receitas que já tenho debaixo de olho há muito.

Feliz e finalmente, um destes fins-de-semana pude experimentar a dita cuja.
Só não pude seguir as indicações para a base de massa quebrada, porque quando dei conta eram precisas duas horas para ela descansar e não tinha esse tempo todo!
Mas o recheio é muito bom, ácido como eu gosto, uma espécie de 'lemon-lime curd', que em vez da manteiga leva natas. Só tenho pena que a minha tarte não tenha ficado tão perfeitinha como a do Jamie...

Quanto ao livro, trata-se do primeiro publicado pelo famoso chefe inglês, e que resultou de um programa com o mesmo nome que apresentava na BBC. Para os fãs deste cozinheiro intrépido, há uma boa notícia: o seu novo livro - Jamie's America - está prestes a ser lançado e até já podem ser encomendados exemplares autografados, aqui.

Tarte de Lima e Limão

Para a base (eu fiz a receita básica de massa quebrada da Bimby, mas esta deve ser bem melhor!):

125 g manteiga
100 g açúcar em pó
uma pitada de sal
250 g farinha
2 gemas
2 colheres de sopa de leite frio ou água fria


Nota: esta é uma massa de tarte básica, que entra em várias receitas do Jamie, nomeadamente neste livro; estas quantidades dão para 1 base de tarte com cerca de 30 cm de diâmetro. Pode ser feita à mão ou num robot de cozinha.

Bater a manteiga com o açúcar e o sal e depois juntar a farinha e as gemas. Quando a massa estiver tipo migalhas, juntar a água ou o leite frio. Amassar um pouco e formar uma bola de massa. Polvilhar com um pouco de farinha por todo e dar-lhe a forma de um rolo gordo. Não trabalhar a massa demasiado: evita que fique elástica e garante que fica estaladiça depois de cozida. Envolver em película aderente e levar ao congelador* cerca de 1 hora (a receita original indica o dobro dos ingredientes - p/ 2 tartes; para metade da quantidade talvez não seja necessário tanto tempo no frio).

Após este tempo de refrigeração, partir a massa em fatias finas (cerca de 5 mm de espessura) e forrar a tarteira com estes pedaços de massa, pressionando com os dedos para uni-los, "como se fosse um puzzle", para usar as palavras do Jamie. Pressionar bem a massa no fundo e nos lados da tarteira para que a altura fique uniforme e retirar os excessos de massa do rebordo. Levar novamente ao congelador* mais 1 hora (imagino que se possa aplicar a teoria de cima e assim, se fizermos apenas uma dose, talvez possamos poupar algum tempo aqui!).

Antes de colocar o recheio, pré-cozer a massa durante 12 minutos a 180º. Como o recheio é bastante húmido, o naked chef recomenda que se pincele a massa com ovo batido antes de levá-la ao forno de modo a "impermeabilizá-la", evitando que amoleça. Jamie diz ainda que, se se retirar a tarteira directamente do congelador* para o forno, não há necessidade de cozer a massa com pesos ou feijões ou arroz, por exemplo (usados para evitar que empole).

Após esta pré-cozedura, a massa está pronta a receber o recheio.

Para o recheio:

340 g de açúcar fino
8 ovos grandes
(de preferência biológicos ou de galinhas criadas no campo)
350 ml de natas gordas
200 ml de sumo de lima
100 ml de sumo de limão
Raspas de 4 limas
(opcional)

Numa taça, bater os ovos com o açúcar. Quando estiverem bem misturados, juntar em fio as natas, os sumos e as raspas de lima. Verter sobre a base de massa pré-cozida e levar ao forno. (O Jamie sugere que se faça isto com a tarteira já no forno, para não corrermos o risco de entornarmos o creme, mas se o forno não tiver grades deslizantes ou porta tipo gaveta, não é muito fácil).
Cozer durante 40-45 minutos a 180º ou até o recheio ficar relativamente firme. Depois de arrefecer uma hora, o recheio terá atingido a consistência ideal: firme, mas macio e suave. Não servir antes deste tempo, pois o recheio pode 'desmoronar-se' ao partir-se a tarte.

Quem gostar pode polvilhar com açúcar em pó. Jamie sugere que se coma acompanhada de framboesas ou morangos frescos: algo simples, para não ofuscar o protagonismo da tarte!

*Inicialmente, quando publiquei o post, escrevi "frigorífico", mas depois fui confirmar e o Jamie diz que a massa deve refrigerar no freezer (congelador). Peço desculpa pelo lapso de tradução.

It's picnic time #2



Esta foi uma das primeiras receitas Bimby que experimentei.
Já há muito que queria preparar uns wraps e depois de ter visto esta sugestão na revista oferecida com a máquina (Momentos de Partilha - Maio 2009), achei que era uma 'multa' interessante para levar para um piquenique.
Quem não tem Bimby, não se preocupe! Pode comprar wraps já prontos, até porque ainda dá trabalho estender a massa e passar os wraps pela frigideira.*
Quanto ao recheio, é muito fácil de fazer.

Wraps de Atum

Sem Bimby:

16 wraps (ou tortilhas) de compra


+

1 cebola média
1 dente de alho
1 cenoura média
1 rodela de pimento verde
(c/ cerca 1 cm largura)
1 rodela de pimento vermelho (c/ cerca de 1 cm de largura)
3 pés de salsa
30 g azeite
(cerca de 2 colheres de sopa)
1/2 colher de chá de sal
4 latas de atum
1 lata pequena de milho


Picar a cebola, o alho, os pimentos e a salsa, e ralar a cenoura. Levar um tacho ao lume com o azeite e começar por refogar a cebola, o alho, a cenoura, os pimentos e o sal. Juntar depois o atum e a salsa, deixando cozinhar mais alguns minutos, mexendo e envolvendo tudo. Retirar do lume e deixar arrefecer. Depois de frio, envolver o milho. Seguir as instruções dos wraps para aquecê-los e amolecê-los ligeiramente e recheá-los com o preparado de atum. Corte-os ao meio, se preferir.
Estão prontos a servir ou a embalar para levar para o piquenique!


Com Bimby:

Para a massa dos wraps:
500 g de farinha tipo 65
100 g de banha
2 c. chá de sal
250 g de água


Coloque no copo a farinha, a banha, o sal e misture 10 seg/vel 7.
Adicione a água e programe 10 seg/Vel 7. De seguida programe 1 min/vel Espiga.
Retire, cubra com película aderente e deixe descansar 30 minutos.


Após este tempo e depois de ter preparado o recheio, divida a massa em 16 bolas com cerca de 50 g cada. Numa superfície enfarinhada e com a ajuda de um rolo, estenda cada bola num círculo. Coloque um wrap de cada vez numa frigideira anti-aderente aquecida até dourar dos dois lados. Espalme as bolhas de ar com uma escumadeira e vá empilhando os wraps, mantendo-os quentes. Quando estiverem todos prontos, recheie-os com o preparado de atum descrito a seguir. Corte-os ao meio, se preferir. Estão prontos a servir ou a embalar para levar para o piquenique!


Para o recheio: os mesmos ingredientes enumerados na versão 'sem Bimby'

Coloque no copo a cebola, o alho, a cenoura, os pimentos, a salsa, o azeite e pique 8 seg/vel 4.
Com a espátula baixe o que ficou na parede do copo. Refogue 5 min/varoma/vel 1.
Adicione o sal, o atum bem escorrido e programe 3 min./100º/vel inversa/vel colher. Retire para uma taça e deixe arrefecer. Depois de frio envolva o milho.


*Quem não tem Bimby, pode sempre tentar fazer a massa com a ajuda de um robot de cozinha convencional ou mesmo à mão. Eu é que não arrisco dizer passos nem procedimentos, pois a minha experiência ainda não dá para tal...

(Obrigada I. pela foto!)

Férias. Já fui e já vim.



A internet em baixo nos minutos que antecederam a partida para as férias não me deixou publicar uma última receita, nem me permitiu dizer um até já. Sorry.

Entretanto voltei e decidi recomeçar com uma boa sugestão para aproveitar a fruta madura que por esta altura há nos quintais e nas fruteiras.

Este crumble foi feito nas férias, de cabeça, pois achava que não tinha nenhuma receita de crumble nos livros de cozinha que levei comigo.
Mas enganei-me, dias mais tarde, descobri uma receita no livro da Bimby*!

Mas verdade seja dita, não há muita ciência na confecção de um crumble de frutos: farinha, manteiga, açúcar e fruta são os ingredientes essenciais. A canela ou outras especiarias e o sumo de limão para a fruta não oxidar, por exemplo, são pormenores que enriquecem esta sobremesa ou lanche bem fácil de fazer, mas a sua inexistência não impede que nos deliciemos com ela.

Crumble de pêra e pêssego

200 g farinha
150 g açúcar em pó
(ou normal)
175 g manteiga
3 pêras grandes maduras
4 pêssegos maduros
Sumo de limão

Descascar e cortar a fruta em pedaços, espalhá-los num prato de forno e regá-los com sumo de limão. Numa tigela grande juntar os restantes ingredientes e misturá-los com a mão até ficar tipo migalhas. Espalhar esta mistura por cima da fruta e levar ao forno pré-aquecido nos 180º durante cerca de 40 minutos ou até a crosta ficar bem dourada e o sumo dos frutos estiver a borbulhar.

Quanto mais sumarentos forem os frutos, melhor fica o crumble, digo eu.
Para os mais gulosos, uma bola de gelado de baunilha serve de acompanhamento perfeito.

*Com dois miúdos pequenos, a ida a restaurantes revela-se muitas vezes uma extenuante e embaraçosa missão. Por isso, por não gostarmos muito de comida comprada, por gostar de cozinhar e por termos uma Bimby a precisar de ser explorada, decidimos que nestas férias iríamos fazer todas as refeições nas casas onde estávamos. Foi cansativo mas valeu a pena. A Bimby revelou-se uma ajudante fiel e eficaz. Sopa, arroz, estufados, o refogado para o soufflé, a massa da pizza e o respectivo molho de tomate... Tudo se revelou mais fácil e mais rápido de fazer com a Bimby. Para não falar do sorvete de manga e dos fantásticos granizados de espumante e morangos saboreados todos os dias ao fim da tarde. Um luxo.