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O pão que o diabo não amassou.






Nem o diabo, nem eu...
Finalmente consegui experimentar o Artisan Bread, que parece ser uma versão ainda mais fácil de fazer do que o No-knead bread - "o pão que não é amassado".

De facto, é impressionante a rapidez e a simplicidade com que se faz a massa.
Não fossem as horas de repouso e era mesmo uma receita perfeita.
Mas quanto a isto não há milagres e o facto da massa durar cerca de 15 dias no frigorífico (sempre pronta a usar depois de 30 minutos de descanso, no mínimo, à temperatura ambiente) é outro dos grandes argumentos a seu favor.
Por isso, e para quem ainda não experimentou, esqueçam a massa feita na Bimby ou o pão feito na máquina: dá menos trabalho fazer este e as possibilidades de sabores são infinitas.

Antes de meter as mãos na massa, espreitei aqui e aqui, e vi alguns vídeos no Youtube.

Após uma primeira experiência com a receita básica, ou seja, só com um tipo de farinha (usei T65), resolvi fazer mais uma dose, desta vez misturando um pouco de farinha integral. Depois, foi só ver o que andava no frigorífico e nas prateleiras cá de casa para enriquecer a receita. Gostei sobretudo da mistura de tomate seco e orégãos, mas o pão com passas e sementes de sésamo e de linhaça também ficou bom e ambos deram umas óptimas sanduíches.

Artisan Bread - a minha versão 'integral':

700 g farinha T65
300 g farinha integral
1 pacotinho de fermento de padeiro em pó
(usei Fermipan)
750 ml de água morna*
1 colher de sopa (cheia) de sal
Farinha de milho para polvilhar o tabuleiro de ir ao forno (opcional)
Água quente para levar ao forno durante a cozedura

*Quando fiz a receita só com farinha T65 usei 700 ml de água, mas com a farinha integral precisei de juntar mais um pouco.

Num recipiente grande com tampa, tipo Tupperware, juntar todos os ingredientes, mexendo com uma colher de pau. Vai obter-se uma massa mole e húmida. Colocar a tampa mas não fechar totalmente para que os gases da fermentação se possam libertar, e reservar à temperatura ambiente durante duas horas.
Após este tempo, a massa está pronta ser moldada, com a ajuda de um pouco de farinha na massa e nas nossas mãos
.
É nesta fase que se juntam os ingredientes extra como sementes, passas, ervas aromáticas, frutos secos, etc.,
ou então o recipiente segue para o frigorífico, já bem tapado, para utilização futura.

Quando quisermos usar uma porção de massa
(não esquecer que pães mais pequenos cozem mais depressa), o ideal é polvilhá-la com um pouco de farinha e enfarinhar as mãos, puxando a quantidade de massa desejada (os autores da receita usam uma tesoura para cortá-la, mas eu consegui separá-la bem com as mãos).
Voltar a colocar o resto da massa no frigorífico.
Moldar em forma de bola, ou então - se for para colocar novos ingredientes, estender a massa até obter um rectângulo grosseiro, polvilhar com os ingredientes desejados e voltar a fechar, enrolando os lados da massa para dentro até obter uma bola.
Colocar o pão num tabuleiro anti-aderente ou sobre papel vegetal num tabuleiro normal - os autores sugerem que a superfície onde se pousa o pão para ir ao forno esteja polvilhada com farinha de milho - pincelar com água e polvilhar com sementes, fazer uns cortes no cimo com uma faca de serrilha e deixar repousar cerca de 40 minutos (se levar outros ingredientes que não somente a massa base, como foi o meu caso, o ideal é descansar ainda mais tempo, cerca de 1 hora).
Pré-aquecer o forno nos 180º. Colocar na grade de baixo do forno um tabuleiro com água muito quente (o vapor e a humidade vão conferir ao pão uma textura estaladiça), polvilhar o pão com um pouco de farinha e levar o pão a cozer durante cerca de 30 a 40 minutos (depende muito de forno para forno).

Agora que já experimentei, fiquei ainda com mais vontade de comprar os livros do Artisan Bread, que mostram a infinidade de variações que se pode fazer a partir da receita e do método básicos. Dos salgados aos doces...

As férias, o blog e a preguiça.









Estas férias, passadas no Alentejo, na zona da Comporta, não fui refém da máquina fotográfica para o blog. Não tirei fotos a comida (apesar de ter comido muitíssimo bem!), nem a ementas, nem a restaurantes. Porque queria estar descontraída, dedicada só aos meus rapazes. E por preguiça, que as férias também são feitas disso.

Claro que agora estou um bocadinho arrependida, sobretudo quando me lembro do delicioso e suculento peixe grelhado do restaurante Dinis (Pescadores), na praia do Carvalhal, nas massinhas de cherne e de garoupa do Dona Bia, ou nos jantares em Álcacer do Sal, no "A Descoberta" e no "Retiro Sadino", onde adorei ver o pão servido no taleigo (saquinho de pano).

Mas nem tudo ficou sem registo. Deixo aqui algumas memórias desses dias, com destaque para o cais palafítico da Carrasqueira, cuja densidade de estacas irregulares e frágeis passadiços de madeira, criam um cenário único e surpreendente.

Perguntar não ofende.

Que raio de programa é aquele da Nigella que está a passar na SIC Mulher?!

É assustador de tão fraco que é. Nos dois que vi, nem a parte das receitas chegou para aliviar o constrangimento.

E é com esta crítica televisiva que o Lume Brando se despede para ir de férias. Lá para meados de Junho, o fogão volta acender-se.