ABOUT                       RECIPES                       LIFE                       WORK                       FACEBOOK                       PINTEREST



Longa vida ao Verão.



Muito trabalho + duas crianças numa fase em que precisam de muita atenção = dias e dias sem pôr as mãos aqui no blog.

Temo que esta realidade não se vá alterar tão cedo, mas como esta salada é muito, muito simples, ganhei coragem para fazer o post e vir dizer olá. Estava na Blue Cooking de Agosto/Setembro de 2009 e as quantidades que indico são as que eu usei.

Resultou muito fresca e crunchy, e serviu para acompanhar um suculento robalo comprado poucas horas antes na lota de Angeiras, num destes últimos fins-de-semana em que o sol ainda soube a Verão...



Salada de cenoura e gengibre


3 cenouras pequenas
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de sementes de papoila


Lavar, secar e descascar as cenouras. Cortá-las em palitos finos com cerca de 5 cm de comprimento para uma taça ou saladeira (ainda pensei ralá-la, mas o crocante iria desaparecer). Juntar o gengibre e o azeite e envolver bem. Levar ao frigorífico cerca de 20 minutos antes de servir para que o aroma e o sabor do gengibre se libertem e a cenoura os possa absorver. Antes de servir, polvilhar com as sementes de papoila e mexer para que se espalhem por toda a salada.

Mousse de limão instantânea.



Instantânea, mas não de pacote!
Mas antes de passarmos à receita - da autoria da Pipoka do blog Three Fat Ladies, queria prometer para breve a etiqueta 'Limão' aqui no blog, porque é mesmo um dos meus ingredientes favoritos e já cá constam quase uma dúzia de receitas em que ele é o rei.

Lemon curd, por exemplo, é um autêntico vício, que tento contrariar devido ao seu valor calórico.

Nos primórdios deste blog, já falei desta minha obsessão pelo limão aqui e até já tinha publicado uma receita de lemon curd, aqui. Com o tempo, fui experimentando outras e, tal como a Pipoka, cheguei à fórmula que me enche as medidas.

Na sexta-feira à noite, olhei para a fruteira cheia de limões e pensei "é hoje que mato as saudades" e fiz uma dose de lemon curd sem pensar numa utilização concreta. Se não servisse para algo especial (comer com scones, usar como cobertura de cupcakes ou de um bolo...) seria comido à colherada.

Acontece que no dia seguinte apeteceu-me fazer uma sobremesa para o jantar, ainda que já fosse... hora de jantar!
E então fez-se luz: lembrei-me que tinha visto esta receita e que era muito prática. Consultei rapidamente o Three Fat Ladies e confirmei a sua simplicidade.
Acho que nunca tinha feito uma sobremesa tão depressa e tão boa! Obrigada Pipoka.



Mousse de 'lemon curd'
Para 4/5

Cerca de 230 g de lemon curd*
200 ml de natas para bater
Raspas de chocolate ou raspas de lima para decorar


Bater as natas, que devem estar bem frias.
Juntar a estas o lemon curd, envolvendo com cuidado.
Passar para uma taça grande ou para tacinhas individuais e decorar com raspas de lima antes de servir. Como não tinha limas em casa, decorei com raspas de chocolate preto e branco.


*Esta é a receita que faço agora, depois de várias experiências; gosto do lemon curd bem forte e não muito doce, o ideal é ajustarem as quantidades de açúcar e sumo de limão ao vosso gosto:

Lemon curd
(para cerca de 350 ml)

100 ml de sumo de limão
1 colher de sopa de raspa de limão
3 ovos
150 g de açúcar
60 g de manteiga à temperatura ambiente


Levar ao lume, em banho-maria, os ovos bem misturados com o açúcar e o sumo de limão.
Mexer sempre, para não ganhar grumos, até engrossar: é rápido cerca de 10 minutos.
Retirar do lume e incorporar a manteiga em pedaços e a raspa de limão.
Mexer bem, até a manteiga ficar derretida e fundida no creme.
Passar para frascos esterilizados, tapar, deixar arrefecer e refrigerar.
Dizem que se conserva cerca de 15 dias no frigorífico, mas eu nunca deixo durar mais do que uma semana.


Se desejarem usar lemon curd de compra, aconselho este. É caro mas é muito bom e encontra-se à venda em lojas gourmet.

A minha cozinha e o queijo de cabra...



... são cada vez mais inseparáveis. Seja fresco ou curado, chèvre ou atabafado, há sempre queijo de cabra no meu frigorífico.
Gosto do seu sabor relativamente forte, que tão bem combina com vinagres adocicados, como o de framboesa ou de mel.
Bastam algumas ervas aromáticas e um pouco de queijo de cabra para fazer um folhado delicioso, para não falar das entradas que o casam com compota de frutos vermelhos, por exemplo.

Isto tudo para dizer que quando vi esta sugestão na revista Good Food de Setembro, concluí de imediato que não podia demorar a fazê-la. Assim, quando esta semana me ofereceram beringelas, foi fácil decidir a primeira coisa a fazer com elas: esta ratatouille no forno, que ficou muito boa, e que levou muito poucos ajustes em relação à receita original.

Nós comêmo-la como prato principal de uma refeição leve, acompanhada apenas de pão, mas poderia ter-lhe juntado esparguete ou outra pasta, para um prato mais substancial.



Ratatouille no forno com queijo de cabra
Para 2 como prato principal

1 beringela*
1 curgete
1/2 pimento vermelho
1 cebola roxa
1 colher de sopa de azeite
100 de queijo de cabra
(um que se funda relativamente bem é o ideal)
Sal e pimenta preta acabada de moer qb
6 colheres de sopa de tomate pelado em lata, aos pedaços
6 folhinhas de manjericão


Pré-aquecer o forno nos 200º.
Descascar a cebola, lavar e secar os legumes, e de seguida parti-los em pequenos pedaços idênticos para que assem por igual.
Espalhá-los numa assadeira, juntar o azeite, o sal e a pimenta, envolver bem e levar ao forno cerca de 20 ou 25 minutos.
Ao fim deste tempo, retirar do forno e juntar o tomate pelado, envolvendo-o bem nos restante legumes e espalhar as folhinhas de manjericão cortadas grosseiramente.
Levar ao forno mais 10 ou 15 minutos.


*A receita não falava em colocar a beringela, depois de arranjada e polvilhada com sal, a escorrer numa rede para retirar o seu travo amargo, como se vê referido em muitos casos; eu também não o fiz e achei que ficou óptimo. Só tive pena que o queijo não derretesse mais, como eu queria e a receita pedia: usei um queijo curado atabafado, que se manteve bastante firme durante toda a cozedura...

Um livro, uma receita #19





Já falei aqui desta colecção de livros muito apetitosa, que comecei a fazer na Feira do Livro do Porto deste ano. Na altura comprei três, mas entretanto já tenho cinco...

Também já tinha partilhado aqui, como gosto do par 'laranja e chocolate'. Esta mousse estava por isso marcada desde que folheei o livro pela primeira vez.

Muito simples, perfeita para quem gosta de sabor forte a chocolate e não é nenhum exagero calórico: se por um lado leva natas (e imagino que possam ser light ou até de soja, apesar do livro não especificar e eu ter usado das 'normais'), por outro não leva açúcar nem manteiga.

Para a próxima, vou experimentar com o licor de laranja Grand Marnier, que a receita sugere. Deve ficar ainda mais potente!

Mousse de chocolate e laranja*

Para 4 (ou mais, dependendo das tacinhas)

175 g chocolate culinária em pedaços
100 ml de natas
Raspa de 1 laranja

2 colheres de sopa de licor Grand Marnier (não usei)
3 ovos separados
cacau em pó para polvilhar


Derreter o chocolate com as natas em banho-maria, mexendo até ficar bem dissolvido. Deixar arrefecer por cinco minutos e juntar a raspa de laranja e o licor.
Adicionar as gemas uma de cada vez.
Bater as claras em castelo e envolver com cuidado na mistura de chocolate.
Distribuir pelas tacinhas ou ramekins
(deu-me para cinco) e levar ao frigorífico durante 2 horas. Polvilhar com cacau em pó antes de servir (para a próxima vou tentar ainda outra finalização, talvez algo crocante e caramelizado para pôr por cima...)

*Esta não é a receita principal desta página do livro, mas antes uma variação que a autora sugere.

"A salada mais sexy do mundo"




Não sou eu que digo, é o Jamie.
Mas assino por baixo, e o G. também.
Confesso que não sou (ou melhor, não era) grande fã de figos.
Mais por falta de hábito, do que por não gostar.
Em casa dos meus pais houve sempre imensas árvores de fruto férteis, mas nunca uma figueira. Só me lembro de comer figos quando íamos de férias para o Algarve, há uns bons 20 anos, e tenho a ideia de que os roubávamos das árvores, em terrenos meio abandonados ou à face da estrada...

O ano passado cheguei a comprar uma caixinha e fiz uma entrada no forno com presunto e queijo haloumi, mas acho que isso foi antes de ter retomado a actividade aqui no blog e nem sequer fotografei.

Mas tenho visto tantas receitas nas revistas e nos blogs, que acabei por ficar contagiada por essa figomania, mesmo antes de fazer alguma coisa com eles.
Por isso ontem, quando me ofereceram figos caseiros, nem pestanejei e aceitei de imediato (obrigada M. e I.!)

Hoje, quando cheguei a casa, e apesar de ter o jantar pronto, decidi fazer uma entrada. Sabia que o Jamie tinha várias receitas com figos nos seus livros e fui abrindo-os até encontrar esta, sugestivamente intitulada de "A Salada Mais Sexy e Fácil do Mundo", inserida no livro 'Dias Felizes com Jamie Oliver'.

Apenas o queijo fugiu à receita original: usei fresco de cabra em vez de mozzarella, não por opção mas por ser o que tinha e, sinceramente, acho que não se perdeu nada, pelo contrário, uma vez que o mozzarella quase não tem sabor.

Ficou mesmo boa. Muito rápida de fazer, suculenta, com vários níveis de textura e sabor que casaram na perfeição. A repetir.

Salada de figos, queijo e presunto

Para 2

6 figos maduros
3 fatias finas de bom presunto
1 queijinho fresco de cabra ou o equivalente em mozzarella fresca
Meia dúzia de folhinhas de manjericão fresco


Molho:
3 colheres de sopa de azeite
Meia colher de sopa de mel
1,5 colheres de sopa de sumo de limão
Sal e pimenta preta acabada de moer


Fazer um corte em cruz nos figos, da parte mais estreita para a parte mais bojuda, sem ir até ao fundo.
Abri-los, empurrando por fora, com os dedos, a base do figo para cima, expondo o interior.
Colocá-los num prato. Espalhar, nomeadamente por entre as reentrâncias dos figos, pedaços de presunto e queijo.
Misturar os ingredientes do molho numa taça, mexer bem e verter por cima da salada. Aromatizar com as folhas de manjericão, partidas grosseiramente.
Acompanhar com pão, que pode servir para molhar no líquido delicioso que sobra no final...

A quatro mãos.



Durante a semana, é raro eu cozinhar.
A não ser fazer a salada ou um acompanhamento de legumes, finalizar um ou outro prato ou aquecer a sagrada sopa.

Saio de casa antes das 8h30, chego a casa já tarde, quantas vezes por volta das 20h. Se ainda tinha de me pôr ao fogão, não era tão cedo que conseguia deitar os piolhos. Já assim, sabe Deus...

Vale-me a desenrascada C., que tenta reproduzir de forma mais ou menos fiel os meus pedidos. Normalmente simples, que para sairmos da linha, bastam os almoços de domingo em casa dos meus pais ou dos meus sogros e as muitas festas de aniversário que marcam os nossos fins-de-semana.

Estes camarões resultaram, e bem, dessa parceria.
À C. sugeri apenas três ingredientes: camarões, vinho branco e pimentos em conserva*.

Quando cheguei, enquanto as crias inundavam literalmente a casa de banho, cozi esparguete, aqueci os camarões, juntei tudo e salpiquei com salsa. Ficou muito bom.

Aqui fica a receita, com base na descrição da C. Quanto às quantidades, é uma questão de se guiarem pelo vosso gosto e de as adaptarem ao número de comensais.

Massa com camarão e pimento vermelho

Camarões crus sem casca
Cebola
Alho
Azeite
Vinho branco
Pimento vermelho em conserva
(de preferência do Lidl)
Esparguete
Salsa


Numa sertã com um fundo de azeite, deixar fritar um pouco a cebola e o alho picados. Juntar o pimento também picado ou partido em pedacinhos pequenos, deixar apurar um minuto ou dois e juntar o vinho branco. Deixar evaporar um pouco e juntar os camarões, mexendo de vez em quando, cozinhando até estarem vermelhinhos mas al dente.
(eu aqui talvez tivesse feito ao contrário, primeiro os camarões e só depois os pimentos e o vinho branco, mas o que é facto é que resultou bem). Misturar com a massa previamente cozida e polvilhar com salsa picada antes de servir.

*Pimentos vermelhos assados em conserva à venda no Lidl: a minha descoberta deste Verão. Uma prima minha falou-me neles, que tinham um sabor que mais nenhuns tinham. Ainda que eu não tivesse termo de comparação, pois nunca tinha usado destes pimentos, tipo 'morrone', resolvi comprar. E fiquei fã. Não é para abusar, é um enlatado (em frasco), mas é um óptimo truque para vários pratos: almôndegas, bolonhesa, peixe, frango ou coelho estufado... basta um pedacinho para dar ao prato um sabor especial. E como já é condimentado, o prato pode não precisar de mais sal, por exemplo. Vale a pena experimentar.