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7.12.15

Acompanhar com manta e sofá.


















Ao que consta, as madalenas foram inventadas no século XVIII em Commercy, França, por uma criada chamada Madeleine Paulmier, que as fazia para o rei polaco que ali tinha um castelo. Apesar de esta ser a origem mais mencionada, há quem diga que os bolinhos em forma de concha afinal nasceram em Santiago de Compostela, onde uma jovem os servia aos peregrinos (o símbolo dos peregrinos é uma concha de vieira que, de acordo com a tradição, deve acompanhá-los e ser atirada ao mar, no final, como sinal de disponibilidade aos outros da sabedoria adquirida ao longo do caminho).

A receita de hoje é diferente da original mas igualmente reconfortante, pensada para estes dias de outono em que apetece ligar o forno. E porque a massa leva avelã e avelã rima com chocolate, nada melhor que um molho de chocolate e avelã para acompanhar. Depois, é só juntar uma chávena de chá e um bom livro ou um bom filme. Se não puderem dar-se ao luxo deste mimo durante a semana, lembrem-se de que o tempo passa a correr e daqui a nada é sexta outra vez.















MADALENAS DE AZEITE E AVELÃ
30 aprox.

Para as madalenas:

140 g de açúcar
70 g de azeite suave
4 ovos
125 g de farinha
75 g de miolo de avelã moído
1 colher de chá de fermento em pó

Para o molho de chocolate e avelã:

2 colheres de sopa de creme de chocolate e avelã para barrar
2 colheres de sopa de iogurte natural tipo grego

Ligue o forno nos 220º.
Unte com manteiga e polvilhe as forminhas de madalena com farinha (ou use spray desmoldante) .
Bata o açúcar com o azeite.
Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
Envolva a farinha, o fermento e o miolo de avelã moído.
Distribua pelas forminhas (pode usar forminhas de papel, se não tiver formas de madalenas ou se as que tiver não chegarem), e leve a cozer cerca de 10 minutos.
Enquanto estão no forno, prepare o molho de chocolate: numa taça, junte o creme de chocolate e avelã ao iogurte e mexa bem com uma vara de arames. Coloque numa taça e está pronto a servir.

Para uma versão salgada, espreite estas madalenas de bacon e ervas.

Texto e receita publicados no jornal Observador em 30/10/2015. 



13.1.15

Para petiscar sem culpas.






















Se forem como eu, não conseguem estar muito tempo sem mordiscar qualquer coisa.
E se forem como eu, nem sempre o que mordiscam é a opção mais saudável.
Mas há esperança à vista: com receitas como esta - fáceis e rápidas de fazer - petiscar entre as refeições pode deixar de pesar tanto, seja na consciência, seja na balança.

A receita de 'bolachas de sementes' ficou marcada logo da primeira vez que folheei o livro 'Delicioso Piquenique', da querida Isabel Zibaia Rafael,  já lá vão uns meses. Mas só agora me decidi a fazê-las, talvez movida por aquele objectivo recorrente que o início do ano nos traz, o de melhorarmos os nossos hábitos alimentares.

Fiz umas pequenas alterações - a principal foi substituir a erva-doce pelo alecrim - e depois de provadas foram directa e imediatamente para o separador das receitas favoritas, ainda que com um nome um bocadinho diferente, devido à sua textura extra-estaladiça (ao contrário da receita original não usei fermento, porque queria mesmo que ficassem o mais crispy possível).

Obrigada Isabel, pela inspiração!

Atualização: inicialmente tinha escrito bolachas de sementes e rosmaninho, mas o correcto é alecrim.
















CRACKERS DE SEMENTES E ALECRIM
(adaptado daqui)

150 g de farinha de trigo T55
65 g de farinha de espelta branca
1 pitada generosa de sal
60 g de mistura de sementes (linhaça, abóbora, chia, etc.)
10 g de sementes de Nigella (compradas na Tiger, óptima dica do Clavel's Cook)
1 colher de sopa de alecrim seco
3 colheres de sopa de azeite suave
100 ml de água

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Numa taça grande, colocar todos os secos e depois juntar a água e o azeite. Misturar bem e amassar até se conseguir moldar uma bola. Estender a massa com um rolo de cozinha numa superfície enfarinhada, o mais fino que conseguir (é normal que algumas sementes se desprendam, não faz mal).
Com um cortador faça as bolachas, coloque-as num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal e leve ao forno cerca de 20 minutos ou até estarem bem sequinhas e a ficar douradas no rebordo.


16.1.14

Magyarok*





















*Húngaros em húngaro, segundo o tradutor do Google.
E ainda de acordo com esta aplicação, "finom keksz" é o correspondente a "bolachas deliciosas": a melhor expressão para descrever as estrelas deste post.

24.12.13

Ho Ho Ho!





E de repente, já é véspera de Natal.
Apesar do tempo para o blog andar fugido, não queria deixar de vir desejar a todos um Feliz Natal.
E para isso trago uma receita de bolachinhas de cacau deliciosas. Doces, crocantes, de sabor intenso, como espero que sejam as vossas Festas e o vosso 2014.

2.5.13

Falar ao coração. // Heart talk.




























No próximo domingo, vamos dizer coisas bonitas às mães da nossa vida?
E se juntássemos às palavras algo doce e feito por nós?
Aqui fica a ideia que criei para a 3ª edição da revista Paper and Cotton, onde encontram várias sugestões giras de arts&crafts.
Façam aqui o download gratuito da revista e vejam o passo a passo destas bolachinhas faladoras.

Feliz Dia da Mãe!

//

Next Sunday, let's tell our mother beautiful things.
What if we combined the words with something sweet and homemade?
Here is the idea I created for the 3rd edition of Paper and Cotton magazine, which includes other cool arts & crafts suggestions.
Click here to download the magazine for free, where you can see the step by step of these 'talking cookies'.

Happy Mother's Day!



3.4.13

A bolacha que cozeu duas vezes // The twice baked cookie.









































Já tinha visto biscotti em livros, blogs, revistas... o seu aspecto rústico e os elogios que costumam acompanhá-los, há muito que tinham garantido a estes biscoitos de origem italiana um lugar de destaque na minha lista de receitas a experimentar.

Depois de ver a sugestão na edição de Março da Jamie Magazine, achei que não podia adiar mais: para além de ajudarem a pôr um travão na gulodice da Páscoa, a versão da revista, retirada do livro de John Whaite, o vencedor de 2012 do concurso "Great British Bake Off", parecia-me especialmente simples e fácil de fazer.

E porque se chamam biscotti? Porque são cozidos duas vezes (bis=2x, cotti=cozidos) para ficarem mais secos, crocantes e durarem mais. E ainda que aquilo a que chamamos normalmente 'biscoitos' não tenha de ir necessariamente ao forno por duas vezes, a verdade é que usamos esse termo para bolachas mais duras e menos doces. O termo vem do latim 'biscoctu' e já no tempo dos Descobrimentos esta técnica era utilizada para garantir a alimentação dos marinheiros.

Originais da Toscânia, os biscotti são também conhecidos por cantuccini.
Presume-se que no início os frutos secos usados fossem os pinhões e a amêndoa, mas hoje várias combinações são possíveis e a imaginação (ou o que tivermos na despensa) é o limite: a receita que segui, por exemplo, pedia alperces secos e pistachios mas, como não tinha, substituí por passas e amêndoas.

Ficaram muito bons e gostei sobretudo de comê-los a acompanhar o café.
Em Itália são normalmente servidos à sobremesa a acompanhar um copo de vin santo, onde inclusivamente se pode molhar o biscoito...

//


I've seen biscotti recipes in books, magazines, blogs... and they were on my 'to-try recipes' list for a long time.
After seeing this suggestion in the March issue of Jamie Magazine, I knew the time had come: apart from helping to put a brake on Easter excessive sugar, this version (from 2012's Great British Bake Off winner John Whaite) seemed to be particularly simple and easy to do.

Why are they called biscotti? Because they are baked twice (bis = 2x, cotti = baked/cooked) in order to be very dry, crispy and 'longer lasting'. In Portugal, what we usually call 'biscoitos' does not necessarily have to go to the oven twice, but the truth is that we use the term for tougher and less sweet cookies. The word comes from the Latin 'biscoctu' and by the time of Portuguese 'Descobrimentos', this technique was already used to ensure the survival of seamen.

Being originally from Tuscany, biscotti are also known as cantuccini.
It is assumed that at the beginning, the traditional nuts were almond and pine nuts, but today many combinations are possible and imagination (or what we have in the pantry) is the limit: the recipe I followed, for example, called for dried apricots and pistachios but, as I had none of these ingredients at home, I used raisins and almonds.

The biscotti tasted very good and I enjoyed especially having them with coffee. 
In Italy they are usually served as a dessert with a glass of vin santo, where the cookie can be drunked...








































Biscotti de passas e amêndoa
(adaptado da Jamie Magazine nº 37, Março 2013)

125 g de farinha sem fermento
75 g de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
Raspa de 1 laranja
50 g de uvas-passa ou sultanas
80 g de miolo de amêndoa com pele
1/2 haste de rosmaninho
1 ovo
1 colher de sopa de leite

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Cortar grosseiramente as uvas-passa e as amêndoas e colocar numa taça grande.
Juntar a farinha, o açúcar, a raspa da laranja, o fermento e o rosmaninho bem picado.
Misturar bem.
Noutra taça ou recipiente pequeno, bater ligeiramente o ovo com o leite e juntar aos secos.
Mexer bem com as mãos e amassar até conseguir formar-se um rolo com cerca de 22 cm de comprimento (na receita não diz para achatar o rolo ligeiramente, mas da próxima vez vou fazê-lo, para os biscotti ficarem com um aspecto mais característico).
Levar ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal cerca de 25 minutos ou até ficar bem dourado.
Retirar, esperar alguns minutos para não nos queimarmos e colocar sobre uma tábua. Com uma boa faca de serrilha, cortar às fatias (eu achei que as minhas ficaram muito altas, o ideal é terem cerca de 1 cm de largura). Pousar as fatias no tabuleiro, reduzir a temperatura do forno para os 130º e levar de novo a cozer por mais 10/15 minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de servir.

//

Raisins & Almonds Biscotti 
(adapted from Jamie Magazine # 37, March 2013)

125 g plain flour
75 g sugar
1/2 teaspoon baking powder
Zest of 1 orange
50 g raisins
80 g of almond kernels (with skin)
1/2 sprig of rosemary
1 egg
1 tablespoon milk

Preheat the oven to 180 º.
Cut roughly the raisins and almonds and place in a large bowl.
Add the flour, sugar, orange zest, baking powder and finely chopped rosemary.
Mix well.
In another small bowl or container, lightly beat the egg with the milk and add to the dry ingredients.
Mix well and knead with your hands until you can form into a roll about 22 cm long (the recipe says not to flatten the roll slightly, but next time I'll do it, to get the biscotti with a more characteristic form).
Bake on a tray lined with parchment paper about 25 minutes or until golden brown.
Remove from oven, wait a few minutes and put on a chopping board. With a sharp serrated knife, slice into 1 cm thick pieces (I found that mine were too thick). Place the slices on the tray again, reduce the oven temperature to 130º, and let bake for 10/15 minutes.
Remove from oven and allow to cool before serving.

12.12.12

Viena e uma receita para o Natal.


 



































































Uma viagem de trabalho do G. a Viena, há umas semanas atrás, transformou-se numas miniférias a dois.
A altura não podia ter sido melhor, com a cidade já envolta numa alegre e colorida atmosfera natalícia.

Deu para perceber que esta é uma época muito importante para os austríacos, na sua maioria católicos. Nas ruas do centro não faltam iluminações, as coroas de advento vendem-se em todo o lado e os mercados de natal surpreendem-nos a cada esquina. Estes são uma espécie de feiras de artesanato, onde se destacam as bancas que vendem bolas e outros enfeites de natal - lindos mas caríssimos - e as bancas que servem os famosos punsch e glühwein, as bebidas quentes que ajudam os grupos de amigos e as famílias que se juntam nas praças ao fim da tarde, a afastar o frio.

Já não nos lembrávamos de andar tanto a pé. A cidade é bem maior do que imaginávamos e, apesar da excelente rede de transportes públicos, caminhar pareceu-nos a melhor maneira de ficar a conhecê-la.
O resultado, para além dos músculos cansados e da alma cheia de mundo, foram centenas de fotografias, que só agora consegui seleccionar.

Algumas ajudam a ilustrar o meu toptwelve desta visita a Viena:

1. Os mercados de natal e o ambiente mágico que neles se vive, com destaque para o da Rathaus;
2. Os cafés e o café (gostei especialmente do Kleines Café, com uma atmosfera muito informal e intimista e onde, só agora descobri, foi filmada uma cena do filme 'Antes do Amanhecer', com o Ethan Hawke e a Julie Delpy);
3. A missa de domingo na Capela Imperial do Palácio Hofburg, com um grupo de canto gregoriano, os Pequenos Cantores de Viena e um organista da Filarmónica de Viena;
4. A divertida visita guiada ao edifício da Ópera (acho que tivemos sorte com o guia);
5. Os mercados, especialmente o Naschmarkt;
6. A subida à cúpula da Karlskirche, onde se podem apreciar os frescos a muito pouca distância e ainda ter uma panorâmica sobre a cidade (ainda que seja aos quadradinhos, devido à rede de segurança);
7. O Museum Quartier, com vários museus, lojas e um ambiente cosmopolita fresco e moderno que contrasta com as clássicas atracções da cidade;
8. Os Palácios Schloss Schönbrunn e Belvedere, sobretudo pela forma como foram implantados, com espaço à volta e vista sobre a cidade (num dos Palácios Belvedere pode ver-se o beijo mais famoso do mundo, de Gustav Klimt e no Schönbrunn há esquilos simpáticos);
9. A simpatia dos austríacos, que fisicamente são mais parecidos connosco do aquilo que eu poderia imaginar;
10. As lojas Blaulicht e Kokon, onde me senti uma criança numa grande loja de brinquedos, com vontade de comprar tudo, mas onde comprei apenas duas singelas colheres de café e uma pequena rena prateada;
11. As castanhas que se vendem na rua, enormes e doces, que não sujam as mãos pois são assadas em fogareiros a gás;
12. O jantar inesperado no Zweitbester, um restaurante industrial chic que encontrámos por acaso e onde comemos muito bem sem pagar muito - o meu risotto de castanha estava delicioso e o peixe, de rio, que o G. escolheu, também.

E agora a receita. Inspirada nesta viagem.
Na segunda visita que fiz ao Naschmarkt, descobri uma banquinha liderada por dois rapazes novos que vendiam doces com aspecto caseiro. Os que mais me chamaram a atenção foram umas rodelas rústicas de chocolate cobertas com amêndoa caramelizada, o tamanho era pouco maior do que uma bolacha maria. Havia em todas as versões: chocolate preto, branco e de leite. Perguntei quanto custavam e disseram-me que era ao peso. Pegaram numa, como exemplo, e colocaram na balança, informando-me de que aquela passava dos 3 Euros. Sorri de olhos arregalados, agradeci, mas não comprei, decidida a tentar fazê-las eu, assim que voltasse.

Aqui estão elas: uma espécie de florentinas simplificadas, quem nem de forno precisam e que podem transformar-se num mimo de natal, com imensas variações.
Desta vez fiz só com chocolate preto e amêndoa, mas já estou a magicar usar pistáchios, sultanas e casca de laranja cristalizada...







'Pseudoflorentinas' de chocolate e amêndoa

Para cerca de 10

200 g de chocolate de culinária
50 g de miolo de amêndoa laminado (ou aos palitos)
1/2 colher de sopa de manteiga ou margarina
1 a 2 colheres de sopa de açúcar amarelo

Numa sertã, colocar o açúcar e a manteiga. Deixar derreter a manteiga, mexer bem e juntar a amêndoa.
Deixar cozinhar em lume médio, até a amêndoa começar a caramelizar e ganhar uma cor bonita, mexendo sempre com cuidado, para não partir as láminas de amêndoa e ficarem douradas por todo.
Retirar do lume e deixar arrefecer sobre uma folha de papel vegetal.
Levar o chocolate a derreter em banho-maria, tendo atenção para que a água do tacho não toque no recipiente do chocolate.
Quando o chocolate estiver bem derretido, verter colheradas sobre papel vegetal (usei uma colher de sopa, para círculos com cerca de  6 cm.
Espalhar por cima a amêndoa já arrefecida.
Se sobrar chocolate, passar uns fios sobre as bolachas para 'prender' melhor a amêndoa.
Deixar secar bem.
Destacar do papel vegetal com cuidado, embrulhar e oferecer!


23.10.12

Got milk?


























































"Got milk?" é há vários anos o headline das campanhas de incentivo ao consumo de leite de vaca nos Estados Unidos. Os anúncios mais conhecidos são aqueles em que os famosos aparecem com um bigode branco, supostamente de quem acabou de beber leite com sofreguidão e prazer, mas foi de outra campanha que me lembrei quando comi a primeira destas bolachas.

Nesses anúncios, o protagonista era uma bolacha com pepitas de chocolate, uma fatia de brownie escuro e húmido ou uma sanduíche recheada com manteiga de amendoim, acompanhados da célebre frase. E a verdade é que se demorássemos o olhar na imagem e na pergunta, produzia-se um certo desconforto. Sentia-se, de facto, a falta do leite, como se não pudessem existir um sem o outro, como se não fosse possível comer com prazer aquela guloseima sem o leite a acompanhar.

Pelo menos para mim, que gosto de leite e dele simples, a campanha funcionava. E por isso digo que estas podiam ser as bolachas dos anúncios. Ainda que sejam boas de qualquer maneira - crocantes e com um sabor que faz lembrar umas bombásticas do IKEA, não com pepitas mas com um dos lados banhados em chocolate - acompanhadas de um copo de leite bem frio sabem ainda melhor...







































Bolachas com pepitas de chocolate
(deste livro de Nigella Lawson )

150 g de manteiga sem sal
125 g de açúcar mascavado
100 g de açúcar 'normal'
2 colheres de chá de extracto de baunilha (usei 1)
1 ovo frio
1 gema fria
300 g de farinha
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
325 g de pepitas ou pedacinhos de chocolate de culinária (usei 150 g em pedacinhos)

Pré-aquecer o forno nos 180º e forrar dois tabuleiros com papel vegetal.
Derreter a manteiga e deixar arrefecer um pouco.
Colocar todo o açúcar numa taça e juntar-lhe a manteiga, misturando bem.
Juntar a baunilha, o ovo e a gema (saídos directamente do frigorífico).
Adicionar a farinha e o bicarbonato de sódio, mexer bem, e por fim envolver as pepitas ou os pedacinhos de chocolate.
Se a massa ficar como a minha, bastante consistente, vai poder fazer bolinhas com as mãos. Molde-as, do tamanho um pouco maiores que brigadeiros, e coloque-as num dos tabuleiros com papel vegetal, bem separadas entre si, pois vão alargar e achatar. Também pode usar uma colher de gelados pequena.
Levar a restante massa ao frigorífico enquanto o primeiro tabuleiro coze, o que deve demorar à volta de 20/25 minutos. Pouco antes de retirar o primeiro tabuleiro do forno, fazer mais bolinhas, colocando-as no segundo tabuleiro, e assim sucessivamente, reservando sempre a massa que sobra entre cada tabuleiro no frigorífico.
Cinco minutos após as bolachas terem saído do forno, colocá-las a arrefecer sobre uma grade.
Guardar em recipientes herméticos.

Notas:

- A receita original fala em 14 bolachas, mas deve ser gralha: rendeu-me 50 de tamanho médio (e no livro não parecem ser exageradamente grandes);
- Desta vez segui a receita à risca e não coloquei dois tabuleiros no forno de cada vez, mas para a próxima irei fazê-lo, para poupar tempo e energia;
- Nas fotos do livro, vê-se que Nigella usa a batedeira para misturar os ingredientes da massa; eu usei uma colher de pau e foi pacífico;
- Vai parecer impossível que as bolas (feitas à mão ou com a colher de gelado) se transformem em bolachas quase planas, mas vá espreitando o forno e verá a magia acontecer.