9.6.16
Um pequeno-almoço em forma de tarte [e um giveaway!]
Antes de passarmos à receita, quero fazer-vos duas perguntas.
A primeira é: gostam desta forma de tarte retangular?
É d'A Metalúrgica Bakeware, uma fábrica no norte do país com 120 anos de existência, cuja qualidade e variedade em formas e tabuleiros de pastelaria leva o nome de Portugal a todo o mundo.
E agora a segunda pergunta: gostavam de ter uma forma assim?
Pois bem, em conjunto com A Metalúrgica, tenho uma forma igual para vos oferecer!
Para participarem neste giveaway, basta:
- Fazer like na página de facebook do Lume Brando (no caso de ainda não serem fãs)
- Fazer like na página de facebook de A Metalúrgica Bakeware (no caso de ainda não serem fãs)
- Preencher e submeter este formulário:
Depois, se forem o feliz contemplado com esta oferta, vão poder fazer esta tarte (e muitas outras!).
Esta é um verdadeiro pequeno-almoço: flocos de cereais, iogurte, fruta e mel.
Perfeita para um brunch entre amigos. As frutas podem variar, os cereais de pequeno-almoço também, os iogurtes podem ser ao vosso gosto e até o adoçante pode não ser o mel. Mas eu, que era tão avessa ao mel (o que eu costumo ter em casa é-me oferecido e apesar da excelente qualidade, tem um sabor demasiado forte que eu tolero apenas em pratos salgados), estou rendida ao mel de rosmaninho biológico, e acho que combina muito bem com a fruta e o iogurte.
O único senão desta tarte: para manter a crocância dos flocos de cereais, não os trituro em demasia e por isso a tarte nunca fica muito perfeita ao desenformar (para além disso, uso azeite, que não une tão bem a base como a manteiga). Se preferirem, podem usar uma receita tradicional de base de cheesecake.
Aproveito para informar que A Metalúrgica Bakeware tem loja online, mas este fim-de-semana (11 e 12 de junho), estará de portas abertas para o 4º Open Day - um evento com muitos descontos e oportunidades a não perder. Saibam tudo aqui.
TARTE DE CEREAIS, IOGURTE E FRUTA
150 g de flocos de cereais com chocolate
25-30 g de azeite virgem extra suave
2 iogurtes naturais tipo grego
1 colher de sopa de mel + algum mel para servir
1/2 colher de café de extrato de baunilha
Frutos vermelhos ou outras frutas a gosto
Folhinhas de hortelã para decorar
Num robot de cozinha, triture os flocos com o azeite.
Forre com esta mistura a base da tarteira, pressionando bem com as mãos.
Leve ao frigorífico durante cerca de 1 hora.
Coloque os iogurtes numa taça, junte o mel e a baunilha e mexa bem.
Faça a camada de iogurte* e espalhe por cima as frutas.
Decore com as folhinhas de hortelã e regue com mais um pouco de mel antes de servir.
*Eu juntei ainda um pouco de mascarpone que tinha no frigorífico a precisar de ser usado, mas não é de todo essencial.
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7.12.15
Acompanhar com manta e sofá.
Ao que consta, as madalenas foram inventadas no século XVIII em Commercy, França, por uma criada chamada Madeleine Paulmier, que as fazia para o rei polaco que ali tinha um castelo. Apesar de esta ser a origem mais mencionada, há quem diga que os bolinhos em forma de concha afinal nasceram em Santiago de Compostela, onde uma jovem os servia aos peregrinos (o símbolo dos peregrinos é uma concha de vieira que, de acordo com a tradição, deve acompanhá-los e ser atirada ao mar, no final, como sinal de disponibilidade aos outros da sabedoria adquirida ao longo do caminho).
A receita de hoje é diferente da original mas igualmente reconfortante, pensada para estes dias de outono em que apetece ligar o forno. E porque a massa leva avelã e avelã rima com chocolate, nada melhor que um molho de chocolate e avelã para acompanhar. Depois, é só juntar uma chávena de chá e um bom livro ou um bom filme. Se não puderem dar-se ao luxo deste mimo durante a semana, lembrem-se de que o tempo passa a correr e daqui a nada é sexta outra vez.
MADALENAS DE AZEITE E AVELÃ
30 aprox.
Para as madalenas:
140 g de açúcar
70 g de azeite suave
4 ovos
125 g de farinha
75 g de miolo de avelã moído
1 colher de chá de fermento em pó
70 g de azeite suave
4 ovos
125 g de farinha
75 g de miolo de avelã moído
1 colher de chá de fermento em pó
Para o molho de chocolate e avelã:
2 colheres de sopa de creme de chocolate e avelã para barrar
2 colheres de sopa de iogurte natural tipo grego
2 colheres de sopa de iogurte natural tipo grego
Ligue o forno nos 220º.
Unte com manteiga e polvilhe as forminhas de madalena com farinha (ou use spray desmoldante) .
Bata o açúcar com o azeite.
Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
Envolva a farinha, o fermento e o miolo de avelã moído.
Distribua pelas forminhas (pode usar forminhas de papel, se não tiver formas de madalenas ou se as que tiver não chegarem), e leve a cozer cerca de 10 minutos.
Enquanto estão no forno, prepare o molho de chocolate: numa taça, junte o creme de chocolate e avelã ao iogurte e mexa bem com uma vara de arames. Coloque numa taça e está pronto a servir.
Unte com manteiga e polvilhe as forminhas de madalena com farinha (ou use spray desmoldante) .
Bata o açúcar com o azeite.
Junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição.
Envolva a farinha, o fermento e o miolo de avelã moído.
Distribua pelas forminhas (pode usar forminhas de papel, se não tiver formas de madalenas ou se as que tiver não chegarem), e leve a cozer cerca de 10 minutos.
Enquanto estão no forno, prepare o molho de chocolate: numa taça, junte o creme de chocolate e avelã ao iogurte e mexa bem com uma vara de arames. Coloque numa taça e está pronto a servir.
Para uma versão salgada, espreite estas madalenas de bacon e ervas.
Texto e receita publicados no jornal Observador em 30/10/2015.
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9.11.15
Pão, paz e preguiça.


Gostava de fazer mais vezes pão. Não tenho máquina de fazer pão e acho que não seria isso que me faria fazer mais vezes.
Talvez se fosse mais organizada, talvez se fosse mais metódica e disciplinada, talvez se não fosse tão preguiçosa, talvez se comprar pão não fosse tão fácil.
Um destes domingos impus-me essa missão: fazer pão para estrear a minha cocotte oval da Le Creuset.
Há muito que lia sobre as vantagens de cozer pão numa panela de barro ou ferro fundido com tampa. Há muito que estava curiosa e com vontade de fazer esse teste e a panela bonita serviu na perfeição o propósito.
Confere: cozer o pão na panela tapada faz com que se crie uma espécie de forno mais pequeno, a humidade não se escapa e o pão fica com uma deliciosa e bonita côdea estaladiça.
Adoro pão com coisas: sementes, frutos secos, passas. Decidi-me por isso por um pão rico, que é bom acabado de cozer, mas também fica delicioso torrado, com o crocante das nozes e o doce das sultanas a contrastar com a manteiga salgada.
Este post não é uma fábula, mas recorro à moral de Esopo para lhe dar um final feliz: "um pedaço de pão comido em paz, é melhor do que um banquete comido com ansiedade."
Boa semana!
170 g de farinha T65
40 g de farinha integral
40 g de farinha de centeio
5 g de fermento de padeiro seco
1 boa pitada de sal
140 ml de água morna
25 ml de azeite
15 ml de xarope de agave (ou mel, se gostar)
50 g de sultanas
30 g de nozes picadas grosseiramente
Numa taça grande, coloque as farinhas, o sal e o fermento. Faça uma cova no meio e junte a água, o azeite e o xarope de agave (ou mel). Aos poucos e com as mãos, vá levando os secos dos lados da taça para o meio e amasse até obter uma mistura moldável. Se estiver pegajoso, junte mais um pouco de farinha.
Adicione as nozes e as sultanas e amasse para que fiquem bem espalhadas.
Passe para uma superfície de trabalho enfarinhada e amasse uns 10 minutos, até a massa estar bem macia e faça o teste do indicador: pressione com suavidade a massa e se esta voltar ao sítio rapidamente, está pronta para levedar. Coloque a massa de novo na taça, com um pouco de farinha no fundo, tape com um pano de cozinha limpo e deixe repousar num local ameno (eu costumo embrulhar a taça numa manta polar) cerca de 1 hora ou até ter dobrado de volume. Retire da taça, amasse-a suavemente, dê-lhe a forma pretendida e deixe de novo a levedar na taça ou noutro recipiente aproporiado, polvilhado com farinha, até ficar novamente com o dobro do volume.
Entretanto aqueça o forno nos 200º. Quando este estiver quente, coloque a panela, para esta aquecer e estar já quente quando lá colocar o pão.
Retire a panela do forno (com cuidado, está quente!) e salpique-a de farinha. Coloque lá dentro a massa do pão e faça alguns cortes na superfície deste. Polvilhe com farinha, tape a panela e deixe cozer cerca de 25 minutos. Abra a panela, bata no pão para ver se ouve o som oco que indicia que está cozido e se achar que não está tão tostado como gosta, deixe cozer mais alguns minutos destapado.
Outros pães no blog:
Pão de Espelta e Sementes
A minha versão do Artisan Bread
Pão de Hambúrguer
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16.9.15
Pequeno-almoço reforçado para uma viagem até ao Brasil.

Acho que já disse aqui que a minha refeição favorita é o pequeno-almoço. Mas não preciso de muito para ficar satisfeita e acabo sempre por fazer uma primeira refeição bastante básica.
No entanto, sei que o pequeno-almoço deveria ser a refeição mais completa do dia.
Aos poucos, estou a tentar introduzir mais proteínas e mais fruta. Estas panquecas ajudam a cumprir essa missão, ao oferecerem os nutrientes dos ovos e da banana.
E onde fui buscar esta receita tão simples, tão fácil e tão boa?
Ao Na Minha Panela, um blog de cozinha brasileiro, cheio de receitas deliciosas, da autoria do simpático casal Camilla e Rafa. Há uns tempos, a Camilla convidou-me a estar presente mensalmente no seu blog, partilhando uma receita do Lume Brando. Fiquei muito honrada com o convite (que aceitei, claro) e curiosa por experimentar muitas das suas receitas. Estas panquecas chamaram-me a atenção por não levarem farinha. Sim, é só mesmo banana e ovos, ou quase!
Fiz uns pequeninos ajustes à receita (usei menos canela, por exemplo), mas no essencial é a receita original, que podem conferir aqui. Obrigada Camilla.
PS: Façam as panquecas pequenas, para serem mais fáceis de virar!
PANQUECAS DE BANANA
Para cerca 10-12 panquecas pequenas
2 bananas da Madeira
2 ovos
10 g de avelã moída
2 colheres de chá de açúcar amarelo
1 colher de café rasa de canela
1 colher de chá de fermento em pó
Mel, banana e raspas de chocolate preto para servir
Eu usei a Bimby: triturei a avelã e depois juntei os restantes ingredientes e bati tudo alguns segundos na velocidade 5. Em alternativa, pode esmagar a banana, colocar numa taça, juntar os restantes ingredientes e misturar tudo muito bem.
Aqueça muito bem uma frigideira antiaderente (deve ter uma superfície perfeita, sem riscos; usei uma boa frigideira e não precisei de usar gordura). Coloque uma colherada pequena de massa. Quando começar a querer descolar à volta, vire-a com a ajuda de uma espátula, deixe cozinhar mais um minuto ou dois (do segundo lado vai cozinhar mais depressa) e retire.
Repita com a restante massa.
Sirva com mel ou maple syrup, rodelas de banana ou outra fruta a gosto e... se for guloso como eu, termine com raspas de chocolate!
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5.3.15
Hoje há queques para o lanche.
Quem tem filhos em idade escolar e precisa de lhes preparar lanches todos os dias, sabe que não é fácil quebrar-lhes a rotina. Os meus habituaram-se de tal forma ao pão com queijo ou fiambre + iogurte (a fruta fica para o pequeno-almoço e para o final das refeições), que sempre que lhes aceno com algo um bocadinho diferente torcem o nariz. Mas de vez em quando experimento receitas para ver se são do seu agrado, até porque nesta fase parecem estar sempre com fome! Fazem três lanches por dia, dois deles à tarde, e mesmo assim chegam à hora do jantar cheios de apetite e a fazer a mesma e invariável pergunta: "mãe, o que é o jantar?". Mesmo conhecendo a minha resposta mais frequente, que tantas vezes ouvi da minha mãe: "o jantar são línguas de perguntador." Rimo-nos e pronto: mesmo que o prato não seja um dos favoritos, já não reclamam tanto. Acho que tenho muita sorte com os meus piratas.
Estes queques não são para mandar na lancheira todos os dias, claro que não. São um mimo para de vez em quando e espero que venham a fazer parte das suas (boas) recordações de infância. Pelo menos, ficaram aprovados à primeira fornada. A receita é do livro 'Mãos à obra', da autora de um blog que sigo de forma fiel, o Saídos da Concha. A Constança Cabral, aka Concha, é uma inspiração para mim e suspirava pelo seu livro desde que saiu. No meu aniversário, um grupo de amigas atendeu aos meus desejos e, como vêem, já comecei a arregaçar as mangas ;)
QUEQUES
(receita deste livro)
Fiz metade da receita original e rendeu-me 17 queques.
As quantidades que usei e os procedimentos que segui são os que coloco aqui.
250 g de açúcar
150 g de manteiga amolecida
6 ovos à temp. ambiente
150 ml de leite morno
250 g de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
Pré-aqueça o forno nos 180º.
Prepare as formas para queques, forrando-as com forminhas de papel ou cortando quadrados de papel vegetal (ficam bonitos com o papel vegetal, mas é bem mais prático usar formas de papel; concluí que a forma mais fácil de forrar as cavidades com o papel vegetal é amachucá-lo primeiro).
Bata bem o açúcar com a manteiga, até obter um creme esbranquiçado. Junte os ovos, um a um e continue a bater. Adicione o leite, mexa bem e por fim envolva a farinha e o fermento. Distribua pelas formas e leve a cozer cerca de 15 minutos (usei a função ventoinha, uma vez que coloquei dois tabuleiros no forno ao mesmo tempo e acho que assim o calor se distribui mais facilmente, mas o melhor é fazer o testo do palito, quando começarem a ficar dourados: se sair limpo, estão prontos. Retire das formas e coloque-os a arrefecer sobre uma grade.
P.S.: Esqueci-me de contar aqui no blog que estou a colaborar com o jornal Observador! De quinze em quinze dias é publicada uma receita nova saída da cozinha do Lume Brando. Vejam aqui a mais recente: minitartes de limão e framboesa.
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27.11.14
Caracol, caracol, onde está o sol?

Há muito que queria fazer cinnamon rolls, também conhecidos por cinnamon buns ou cinnamon swirls.
Mas vocês sabem que entre mim e o tempo de repouso e de levedura das massas existe, digamos que, uma certa incompatibilidade.
[Quero mudar isso. Quero ganhar vontade e criar as oportunidades para fazer as massas - de pão, de brioche, etc - como manda a lei, com direito a todas as horas de que precisam para crescer e ficarem maravilhosas. Se não conseguir inverter isto antes, fica como desejo para 2015, que o fim do ano está aí não tarda nada.]
Como me apetecia muito fazê-los mas não tinha tempo para a receita tradicional, procurei uma versão simplificada e encontrei esta. Confesso que comi a foto com os olhos e acreditei que iriam ficar muito parecidos com os tradicionais (que eu nunca fiz, mas tenho ideia de serem muito parecidos com os que vendem no IKEA).
Pois, mas se há receitas que pedem para a massa repousar umas três horas, deve ser por alguma coisa. Não que estes não tenham ficado bons, pelo contrário, ficaram óptimos. Só que a massa não tem nada a ver com o que eu estava à espera. Ficou mais parecido com uma massa quebrada, com o crocante da massa a contrastar com o recheio húmido de manteiga, açúcar mascavado e canela, o que acabou por ser um delicioso bónus, para quem estava triste por não ter conseguido aquela massa mais fofa, tipo croissant.
Combinaram muito bem com o café (tomado sem açúcar, que os caracóis são bem doces), mas imagino que também fiquem muito bem com um chá.
Se por estes dias frios e cinzentos apetecer um miminho mas o tempo para a cozinha não for muito, sigam estes caracóis de passo bem rápido. Até porque podem variar o recheio: chocolate ou Nutella não iam ficar nada mal ;)
CARACÓIS DE CANELA RÁPIDOS
(ligeiramente adaptado daqui)
Para a massa:
2 chávenas* de farinha sem fermento T55
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa cheia de fermento em pó
1 pitada de sal fino
1/4 de chávena de manteiga ou margarina (usei Vaqueiro)
3/4 de chávena de leite (usei magro)
Para o recheio:
1/3 de chávena de manteiga ou margarina (usei um pouco menos e Vaqueiro)
1 chávena mal cheia de açúcar mascavado
1 colher de sopa de canela em pó (ou a gosto)
*chávena = 250 ml de capacidade
Ligue o forno nos 180º. Forre uma ou duas formas rectangulares ou quadradas (eu usei uma grande e uma mais pequena) com papel vegetal, unte com manteiga e polvilhe com farinha (ou use spray desmoldante). Numa taça grande, junte os ingredientes secos, misture bem com um garfo e junte a Vaqueiro em pedaços. Misture com as mãos até ficar em migalhas grossas e junte o leite aos poucos. Amasse e junte mais leite ou mais farinha até ter uma massa que se descola e se amassa sem dificuldade. Transfira para uma superfície de trabalho enfarinhada e amasse durante um ou dois minutos. Estenda com o rolo dando-lhe um formato rectangular. Barre a massa com Vaqueiro (usei as mãos) e espalhe por cima o açúcar misturado previamente com a canela em pó. Enrole (se enrolar pela parte mais comprida, vai obter mais caracóis, se enrolar pela parte mais curta, vai obter menos caracóis mas com mais camadas, mais largos). Com uma faca, parta em fatias com cerca de 2 cm de altura. Coloque os caracóis nas formas, bem separados entre si porque vão crescer bastante para os lados. Leve ao forno entre 15 a 20 minutos.
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8.7.13
Bater o calor. // Beat the heat.

Este post vai ter pouca linhas, porque este calor bloqueia não só quem escreve, mas também quem lê.
Serve só para sugerir um batido que pode funcionar como uma brisa refrescante nestes dias de canícula.
A anona não é um fruto muito comum nas nossas cozinhas, até porque tem de ser importado*, mas está referenciado como um dos melhores aliados na alimentação preventiva da doença cancerígena e durante o seu tratamento.
Criei este batido quando andava a pesquisar e a testar receitas para este workshop, e foi uma agradável e fresca surpresa!
*Fãs atentas do LB no facebook comentaram que há anonas nos Açores e na Madeira! As que eu tenho comprado são importadas, pelo menos foi o que me disseram na frutaria. Nem sempre há e são caras. É uma pena que a 'nossa' anona não esteja mais divulgada. Se fizermos uma pesquisa rápida na net, as primeiras referências vão para as anonas do Brasil e de outras zonas de climas tropicais.
//
This post will have just a few lines, because the high temperatures block not only the writer, but also those who read. Serves only to suggest a smoothie that can function as a refreshing breeze in these heat wave days.
The soursop is a rare fruit in our portuguese kitchens, it has to be imported*, but is listed as one of the best allies in a cancer preventive diet and during its treatment.
I created this milkshake when I was researching and testing the recipes for this workshop, and it was a pleasant and fresh surprise!
* Fans of LB on facebook commented that there are soursops in Azores and Madeira! The ones I've bought were imported, at least that's what they said to me in the shop. They aren't easy to find and a bit expensive. It's a pitty that 'our' soursop isn't well-known. If we do a quick search on the net, the first references go for soursops from Brazil and other tropical areas.
Batido fresco de anona
Para 2 copos médios
150 g de
anona descascada e limpa de pevides
150 ml de
bebida de soja
Fio de limão
para a anona não oxidar
Açúcar
amarelo a gosto
Canela em pó qb
Cubos de gelo - cerca de 12
Juntar todos
os ingredientes, incluindo o gelo, num processador de alimentos e triturar até
ficar um líquido espesso, uniforme e macio.
Servir de imediato com uma
palhinha.
//
About 2 medium glasses
150g peeled and seeded soursop
150 ml soymilk
A few lemon juice drops
Brown sugar to taste
Cinnamon to taste
Ice cubes - about 12
Add all ingredients, including ice, in a food processor and blend until you get a uniform and soft mixture. Serve immediately with a straw.
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13.6.13
Crepes da época. // Crepes of the season.

Uma boa receita de crepes, fiável e versátil, é aquele básico que deve constar em qualquer caderno de receitas.
Se ainda não têm a vossa, esta é uma aposta segura.
Não sei onde fui buscá-la, talvez a uma edição antiga da Teleculinária.
Falo da massa dos crepes, porque os recheios, esses, são o que a vontade ditar ou o que houver no frigorífico e/ou congelador. Imaginem estes crepes com gelado, por exemplo, e um topping de chocolate por cima!
Há anos que sigo esta receita e como não leva açúcar, tanto uso para crepes doces como salgados.
No evento "Uma Cozinha pela Vida", a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, de que falei aqui, esta foi uma das sugestões que apresentei, com algumas alterações à fórmula original: azeite em vez de manteiga e leite de soja em vez de leite de vaca.
Ambas as versões fazem crepes muito saborosos. E acompanhados de uma compota rápida de frutos vermelhos, agora que estamos no tempo deles... yummy!
//
I don't know where I found it, maybe in an old edition of Teleculinária magazine.
I'm talking about the batter of the crepes, because the filling will be choosen by your desire or by what is in the fridge or freezer (imagine these crepes with ice cream, for example, and a drizzle of chocolate topping!)
I'm following this recipe for years and as it does not take sugar I use it both for sweet and savory crepes.
At the solidarity event "Uma cozinha pela vida", in favor of the Portuguese League Against Cancer, that I've mentioned here, this was one of the suggestions I presented, with some changes to the original formula: olive oil instead of butter and soy milk instead of cow milk.
Both versions make very tasty crepes. Together with a quick compote of red fruit, now that we are in its season ... yummy!
Crepes com frutos vermelhos
+- 12 crepes
340 ml de bebida de soja (ou leite de vaca)
2 ovos L
50 g de azeite (ou manteiga derretida)
100 g farinha
sem fermento
Sal ou Bonsalt qb
500 g frutos
vermelhos (morangos, framboesas e mirtilos, por exemplo)
1 limão
2 colheres de
sopa de açúcar amarelo
Água qb
Azeite ou manteiga para
untar a frigideira
Numa
frigideira, colocar o açúcar e a água, deixar dissolver o açúcar e juntar os
frutos vermelhos regados com um fio de limão. Quando começarem a caramelizar e
a ficarem desfeitos, já com algum molho, retirar e reservar (demora apenas dois ou três minutos).
Colocar a
farinha numa tigela, juntar os ovos e mexer bem com uma vara de arames. Juntar o
leite ou a bebida de soja, mexendo sempre. Juntar o azeite e temperar de sal ou Bonsalt,
mexendo bem.
Untar uma
frigideira anti-aderente com azeite, deixar aquecer bem e com uma concha
pequena colocar uma porção de massa de cada vez na frigideira. Espalhar a massa
por toda a superfície e deixar cozinhar dos dois lados até ficar bem sequinha e
dourada. Passar para um prato, colocar um pouco da mistura dos frutos vermelhos
no centro, dobrar 2x e colocar mais um pouco de frutos por cima. Terminar com
raspa de limão (opcional) e servir de imediato.
Nota: se o primeiro crepe se desfizer, não desanime, normalmente acontece-me isso e os seguintes saem perfeitos!
//
Crepes with red fruit
+ - 12 crepes
340 ml of soy milk (or cow milk)
2 eggs L
50 g olive oil (or melted butter)
100 g plain flour
Salt or Bonsalt to taste
500 g red fruit (strawberries, raspberries, blueberries ...)
1 lemon
2 tablespoon brown sugar
Water qb
Olive oil or butter to grease the pan
In a pan, put the sugar and water, let dissolve the sugar and add the red fruit drizzled with lemon juice. When they begin to caramelize and become soft, already with some sauce, remove and reserve (it only takes two or three minutes).
Place the flour in a bowl, add the eggs and whisk well. Add milk or soy milk, stirring constantly. Add olive oil and season with salt (or Bonsalt), stirring well.
Grease a non-stick frying pan with olive oil, let it heat well and with a small ladle put a portion of batter at a time into the pan. Spread the batter all over the pan's surface and cook on both sides until dry and gold. Move to a plate, put a little of the red fruit mix in the center, fold 2x and put a little more fruit on top. Finish with lemon zest (optional) and serve immediately.
Note: if the first crepe is 'ruined' do not be discouraged, this usually happens to me and the following ones come out perfect!
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29.5.13
Um crumble diferente para um evento especial.
Os últimos dias (e a bem dizer as últimas semanas) têm sido bastante intensos por aqui.
Preparar workshops, dar workshops (e dar entrevistas...), desafios inesperados e algumas encomendas pelo meio.
O blog tem andado por isso parado, mas hoje tinha mesmo de vos trazer um post em modo de reportagem e uma receita especial.
Realizou-se no sábado passado o evento de que vos falei a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. "Uma cozinha pela vida" inseriu-se na iniciativa da Liga "Um dia pela Vida" e foi magistralmente delineado pela Mª João do Clavel's Cook, que convidou o Lume Brando para parceiro desta aventura.
Foi uma honra para mim participar e foi muito reconfortante chegar ao fim cansada, mas sentir toda a plateia entusiasmada e satisfeita.
A palestra do Dr. Bruno Maia, nutricionista e médico (que gentilmente se juntou a esta causa e que no dia aceitou de forma divertida ser nosso ajudante de cozinha) foi muito, muito interessante e reteve a atenção dos participantes, que puderam fazer perguntas e esclarecer diversas dúvidas.
A cooking lesson da Mª João foi deliciosa e pro como ela é, encantou todos os presentes: dos cogumelos à limonada de bagas goji, passando pelos brócolos salteados com amendoins, só se ouvia "Mmmmm.... que bom"!
Depois dos salgados, chegou a hora dos doces com pouco açúcar: crepes que levam azeite com frutos vermelhos, crumble natura e batido de anona (este último não pôde ser provado em todo o seu esplendor, pois as únicas anonas que consegui encontrar já se encontravam num estado algo duvidoso, o que foi uma pena, porque o batido com anona fresca e madura fica mesmo agradável e saboroso).
O crumble natura, adaptado de uma receita que vi no fantástico In the mood for food, fez imenso sucesso e é por isso a primeira receita de sábado a ter lugar aqui no blog.
Quero agradecer uma vez mais à Mª João por esta oportunidade, que para além de me ter permitido apoiar uma causa tão importante, obrigou-me a pesquisar e a aprender mais sobre hábitos alimentares saudáveis. Obrigada também a todos os que se quiseram juntar e contribuíram para o sucesso do evento: aos queridos participantes, à galeria 604 R/C, que cedeu o seu fantástico espaço, à Bonsalt, que forneceu o sal sem sódio especialmente indicado para hipertensos e ofereceu embalagens aos participantes, à Floresta Viva, que contribuiu com deliciosos cogumelos biológicos shitake, à Sabor da Fruta, que forneceu quase todos os legumes e frutas e, finalmente, à DeBorla, que ofereceu à Liga todos os utensílios de cozinha que utilizámos. Um agradecimento especial à Marta e ao Marlon Ayres pela cobertura fotográfica e audiovisual, que irá ajudar a perpetuar na nossa memória este evento tão especial, para não falar que sem as suas imagens este post não seria a mesma coisa.
Para ler o relato da Mª João Clavel sobre o evento é aqui.
E agora, toca a preparar os workshops para o Cozinha de Blogs!
PS: excepcionalmente, este post não foi traduzido para inglês.
Crumble Natura
(adaptado daqui)
Para cerca de 6 taças pequenas
10 peças de
fruta não muito grandes (ex.: pêssegos e bananas)
75 g de nozes
75 g de amêndoas com pele
Cerca de 15 tâmaras secas s/ caroço
Canela em pó qb
2 colheres de sopa de mel ou a gosto
Sumo de 1 laranja pequena
2 iogurtes tipo grego naturais sem açúcar
Chocolate preto para decorar
Levar a tostar as amêndoas numa frigideira anti-aderente.
Cerca de 15 tâmaras secas s/ caroço
Canela em pó qb
2 colheres de sopa de mel ou a gosto
Sumo de 1 laranja pequena
2 iogurtes tipo grego naturais sem açúcar
Chocolate preto para decorar
Levar a tostar as amêndoas numa frigideira anti-aderente.
Num processador de cozinha, colocar as amêndoas tostadas e arrefecidas, as nozes e as tâmaras
descaroçadas e triturar em pedaços grossos (não triturar demasiado), até ficar com o aspecto de um crumble.
Passar
para uma taça, juntar a canela e o mel.
Lavar, descascar
e cortar a fruta em pequenos pedaços.
Regar com o sumo de laranja.
Triturar metade da fruta até ficar em puré e dividir pelas taças.
Colocar por cima fruta em pedaços e
cobrir com o crumble. Servir com uma colherada de iogurte e raspas de chocolate preto.
28.4.13
Pão para quem não tem tempo. // Bread for those in a hurry.

Falo sobretudo das horas necessárias para a massa levedar e crescer.
Pode ser que não saiba organizar muito bem o meu tempo, mas a verdade é que quase sempre que penso em fazer pão, adio a decisão logo a seguir, porque concluo que não vou poder cumprir os timings da receita.
E à noite, depois dos rapazes na cama e da cozinha arrumada, a visão de ter uma missão destas pela frente acaba por ficar turva pelo sono (ou por uma série de pequenas tarefas que não consegui realizar durante o dia).
Por isso, ainda que continue a alimentar a esperança de que haverá uma altura em que terei tempo para fazer regularmente pão "a sério", sempre que vejo uma receita que propõe atalhos ou passa à frente as fases demoradas, entusiasmo-me.
Foi o que aconteceu com este pão de espelta, que encontrei na revista Love Baking - Bread.
O resultado é um pão húmido, com sabor relativamente intenso devido à farinha de espelta (uma subespécie de trigo, com menos glúten e mais nutrientes) e uma textura rica graças às sementes e às passas.
No dia seguinte, então, estava delicioso!
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Baking our own bread can be both exciting and magical, as frustrating and discouraging.
I'm talking about the hours required for the dough to rest and rise.
I may not know how to organize myself very well, but the truth is that almost every time I think about baking bread, I shelve the decision soon after, because I conclude that I won't be able to meet the required timings.
At night, after putting my boys to bed and cleaning the kitchen, the vision of having that mission ahead becomes blurred by sleepiness (or a series of small tasks that I could not accomplish during the day).
So, while I keep dreaming of a time when I'll be able to make 'real bread' in a regular basis, whenever I see a recipe that proposes shortcuts or overtakes lengthy steps, I want to try it as soon as possible.
That's what happened with this spelt loaf, which I found in Love Baking Magazine - Bread.
The result is a moist bread, with a relatively intense flavor due to the spelt flour (a subspecies of wheat, with less gluten and more nutrients), and a rich texture thanks to the seeds and the raisins.
The following day, it was even more delicious!

Pão de espelta e sementes
(Love Baking Magazine - Bread, Spring 2013)
475 g de farinha de espelta integral
1 colher de chá de fermento em pó (para bolos)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
50 g de sultanas ou passas
150 g de mistura de sementes (ex.: girassol, abóbora e linhaça)
1 colher de chá de melaço de cana
550 ml de água tépida
Pré-aquecer o forno nos 180º.
Forrar uma forma de bolo inglês com papel vegetal e untar este.
Numa taça grande, colocar e misturar bem os ingredientes secos.
Dissolver o melaço na água tépida.
Juntar esta mistura aos ingredientes secos e mexer bem.
Verter para a forma e levar a cozer cerca de 1 hora ou até estar crescido e bem dourado (eu fiz o teste do palito e ao fim de uma hora este saiu seco).
Deixar arrefecer bem antes de servir às fatias.
Envolva o que sobrar em película aderente: manter-se-á fresco durante alguns dias.
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Spelt loaf
(Love Baking Magazine - Bread, Spring 2013)
475 g wholegrain spelt flour
1 tsp baking powder
1 tsp bicarbonate of soda
1 tsp sea salt
50 g raisins
150 g mixed seeds (eg sunflower, pumpkin, flaxseed)
1 tsp blackstrap molasses
550 ml tepid water
Preheat the oven to 180º/350ºF.
Prepare a loaf pan, lining with parchment paper and greasing it.
Mix all the dry ingredients together in a large bowl.
Mix together the molasses and tepid water until blended.
Add to the dry ingredients and combine together.
Pour into the loaf pan and bake for 1 hour or until well risen.
Allow to cool, then serve in thick slices.
Wrap leftovers in cling film: it will keep fresh for a few days.
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3.4.13
A bolacha que cozeu duas vezes // The twice baked cookie.
Já tinha visto biscotti em livros, blogs, revistas... o seu aspecto rústico e os elogios que costumam acompanhá-los, há muito que tinham garantido a estes biscoitos de origem italiana um lugar de destaque na minha lista de receitas a experimentar.
Depois de ver a sugestão na edição de Março da Jamie Magazine, achei que não podia adiar mais: para além de ajudarem a pôr um travão na gulodice da Páscoa, a versão da revista, retirada do livro de John Whaite, o vencedor de 2012 do concurso "Great British Bake Off", parecia-me especialmente simples e fácil de fazer.
E porque se chamam biscotti? Porque são cozidos duas vezes (bis=2x, cotti=cozidos) para ficarem mais secos, crocantes e durarem mais. E ainda que aquilo a que chamamos normalmente 'biscoitos' não tenha de ir necessariamente ao forno por duas vezes, a verdade é que usamos esse termo para bolachas mais duras e menos doces. O termo vem do latim 'biscoctu' e já no tempo dos Descobrimentos esta técnica era utilizada para garantir a alimentação dos marinheiros.
Originais da Toscânia, os biscotti são também conhecidos por cantuccini.
Presume-se que no início os frutos secos usados fossem os pinhões e a amêndoa, mas hoje várias combinações são possíveis e a imaginação (ou o que tivermos na despensa) é o limite: a receita que segui, por exemplo, pedia alperces secos e pistachios mas, como não tinha, substituí por passas e amêndoas.
Ficaram muito bons e gostei sobretudo de comê-los a acompanhar o café.
Em Itália são normalmente servidos à sobremesa a acompanhar um copo de vin santo, onde inclusivamente se pode molhar o biscoito...
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I've seen biscotti recipes in books, magazines, blogs... and they were on my 'to-try recipes' list for a long time.
After seeing this suggestion in the March issue of Jamie Magazine, I knew the time had come: apart from helping to put a brake on Easter excessive sugar, this version (from 2012's Great British Bake Off winner John Whaite) seemed to be particularly simple and easy to do.
Why are they called biscotti? Because they are baked twice (bis = 2x, cotti = baked/cooked) in order to be very dry, crispy and 'longer lasting'. In Portugal, what we usually call 'biscoitos' does not necessarily have to go to the oven twice, but the truth is that we use the term for tougher and less sweet cookies. The word comes from the Latin 'biscoctu' and by the time of Portuguese 'Descobrimentos', this technique was already used to ensure the survival of seamen.
Being originally from Tuscany, biscotti are also known as cantuccini.
It is assumed that at the beginning, the traditional nuts were almond and pine nuts, but today many combinations are possible and imagination (or what we have in the pantry) is the limit: the recipe I followed, for example, called for dried apricots and pistachios but, as I had none of these ingredients at home, I used raisins and almonds.
The biscotti tasted very good and I enjoyed especially having them with coffee.
In Italy they are usually served as a dessert with a glass of vin santo, where the cookie can be drunked...
Biscotti de passas e amêndoa
(adaptado da Jamie Magazine nº 37, Março 2013)
125 g de farinha sem fermento
75 g de açúcar
1/2 colher de chá de fermento em pó
Raspa de 1 laranja
50 g de uvas-passa ou sultanas
80 g de miolo de amêndoa com pele
1/2 haste de rosmaninho
1 ovo
1 colher de sopa de leite
Pré-aquecer o forno nos 180º.
Cortar grosseiramente as uvas-passa e as amêndoas e colocar numa taça grande.
Juntar a farinha, o açúcar, a raspa da laranja, o fermento e o rosmaninho bem picado.
Misturar bem.
Noutra taça ou recipiente pequeno, bater ligeiramente o ovo com o leite e juntar aos secos.
Mexer bem com as mãos e amassar até conseguir formar-se um rolo com cerca de 22 cm de comprimento (na receita não diz para achatar o rolo ligeiramente, mas da próxima vez vou fazê-lo, para os biscotti ficarem com um aspecto mais característico).
Levar ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal cerca de 25 minutos ou até ficar bem dourado.
Retirar, esperar alguns minutos para não nos queimarmos e colocar sobre uma tábua. Com uma boa faca de serrilha, cortar às fatias (eu achei que as minhas ficaram muito altas, o ideal é terem cerca de 1 cm de largura). Pousar as fatias no tabuleiro, reduzir a temperatura do forno para os 130º e levar de novo a cozer por mais 10/15 minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de servir.
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Raisins & Almonds Biscotti
(adapted from Jamie Magazine # 37, March 2013)
125 g plain flour
75 g sugar
1/2 teaspoon baking powder
Zest of 1 orange
50 g raisins
80 g of almond kernels (with skin)
1/2 sprig of rosemary
1 egg
1 tablespoon milk
Preheat the oven to 180 º.
Cut roughly the raisins and almonds and place in a large bowl.
Add the flour, sugar, orange zest, baking powder and finely chopped rosemary.
Mix well.
In another small bowl or container, lightly beat the egg with the milk and add to the dry ingredients.
Mix well and knead with your hands until you can form into a roll about 22 cm long (the recipe says not to flatten the roll slightly, but next time I'll do it, to get the biscotti with a more characteristic form).
Bake on a tray lined with parchment paper about 25 minutes or until golden brown.
Remove from oven, wait a few minutes and put on a chopping board. With a sharp serrated knife, slice into 1 cm thick pieces (I found that mine were too thick). Place the slices on the tray again, reduce the oven temperature to 130º, and let bake for 10/15 minutes.
Remove from oven and allow to cool before serving.
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