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O lanche está pronto!




Daqui a nada começam as aulas e quem precisa de preparar lancheiras para os mais pequenos sabe que às vezes não é fácil agradar-lhes, preocupados que estamos em oferecer-lhes o mais saudável, tentando fugir dos 'pães de longa duração' e de outras opções menos nutritivas e mais calóricas.
Por isso, quando vi esta sugestão na última revista Bimby, fiquei com imensa vontade de a testar para ver se daqui a alguns dias a podia incluir no lanche dos meus piratas.

Ao contrário do costume, fiquei contente quando a semana passada me sobrou um pouco de massa de pizza: o pretexto ideal para fazer pela primeira vez estes 'lanches mistos', que passaram no teste com distinção.

Se os vossos pequenos gostam de queijo e/ou de fiambre, também irão aprová-los!

Fi-los à noite e no dia seguinte ainda estavam frescos.
Em todo o caso, prensados na torradeira também ficaram muito bons.

A massa que usei foi a do livro base da Bimby, mas imagino que se possa usar qualquer massa caseira de pizza. Seguem as quantidades da receita original.

Bom regresso às aulas!



Merendas com massa de pizza
(Revista Bimby - Setembro 2011)

Na Bimby:
1 receita de massa de pizza feita na Bimby
8 fatias de queijo
8 fatias de fiambre
2 gemas de ovo batidas para pincelar


Fazer a massa de pizza segundo a receita do livro base.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Dividir a massa em duas partes iguais. Estender metade da massa numa superfície enfarinhada e cortar rectângulos com cerca de 10X20 cm.
Colocar uma fatia de queijo e uma de fiambre em cada um e dobrá-los em três partes iguais.
Colocá-los num tabuleiro anti-aderente (costumo usar estes do Ikea) ou forrado com papel vegetal.
Repetir com a restante massa.
Pincelar com gema de ovo e levar ao forno cerca de 30 minutos.


Sem Bimby:
Cerca de 700 g de massa caseira de pizza
8 fatias de queijo
8 fatias de fiambre
2 gemas de ovo batidas para pincelar


Depois de levedada, dividir a massa em duas partes iguais.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Estender metade da massa numa superfície enfarinhada e cortar rectângulos com cerca de 10X20 cm.
Colocar uma fatia de queijo e uma de fiambre em cada um e dobrá-los em três partes iguais.
Colocá-los num tabuleiro anti-aderente (costumo usar estes do Ikea) ou forrado com papel vegetal.
Repetir com a restante massa.
Pincelar com gema de ovo e levar ao forno cerca de 30 minutos.


Sobras que não sobram.




Este foi um dos pratos experimentados de improviso - e repetidos! - estas férias: empadão de arroz e alheira.

Muito simples e rápido de preparar, como se querem as refeições desses dias, sobretudo quando há crianças por perto sempre a puxarem-nos para irmos brincar com elas.
Ou quando a preguiça se junta à necessidade de gastar o arroz que sobrou da refeição anterior...

A versão apresentada nas fotos não incluiu espinafres, por falta deles, mas da vez seguinte, juntei-os salteados à alheira, e este empadão ganhou ainda mais vida.

Gostámos tanto, que vou fazê-lo mais vezes!



Empadão de Arroz e Alheira
Para 2 adultos e 2 crianças com pouca fome, porque o mais importante, sobretudo para as duas últimas, era fazer a digestão rapidamente...

2 chávenas almoçadeiras bem cheias de arroz branco já cozinhado
2 chávenas almoçadeiras bem cheias de espinafres frescos
1 alheira
4 ovos
1 dente de alho
1 fio de azeite
Sal qb
1 raminho de salsa


Pré-aquecer o forno nos 200º.
Untar um recipiente de forno com manteiga.
Saltear ligeiramente os espinafres num fio de azeite com 1 dente de alho picado e um pouco de sal. Escorrê-los bem.
Abrir a pele da alheira, através de um corte a todo o comprimento, e retirar o recheio para um prato, desfazendo-o com a ajuda de um garfo. Descartar a pele.
Fazer uma camada com metade do arroz.
Espalhar o recheio da alheira por cima e de seguida espalhar os espinafres salteados.
Fazer uma nova camada de arroz.
Bater os ovos, juntar-lhes a salsa picada e verter por cima do arroz, tentando que cubram todo o empadão e escorram para o seu interior.
Levar ao forno até ficar dourado, cerca de 20 minutos.
Acompanhar com uma salada de tomate, por exemplo.

O bolo dos 17 anos da I.






Tal como prometido, o primeiro post após três deliciosas semanas de férias (acho que já não estava tanto tempo fora de casa desde o tempo de estudante!), é dedicado ao bolo de aniversário da minha sobrinha I., cuja mesa de sobremesas podem ver aqui.

Desde o início que pensei em fazer o bolo de noz, uma escolha que costuma agradar bastante e que nunca cheguei a publicar no Lume Brando.

Depois, achei que se fizesse duas receitas diferentes e as alternasse em camadas, o efeito visual seria mais interessante, a mistura de texturas e sabores tornaria o bolo ainda mais rico e o desejo de conseguir um bolo alto facilmente se realizaria... ou nem por isso: o bolo amanteigado ficou mal cozido e sem tempo para repetir, usei apenas a metade bem cozida, daí só haver uma camada amarela.

As receitas dos bolos e do creme de ovo são do chef Luís Francisco, da escola Segredos & Cozinha, e só por elas já valeu a pena fazer este curso de pastelaria.

Já perdi a conta às vezes que fiz o bolo de noz com o recheio e a cobertura sugeridas na altura pelo chef: uma mistura divinal de creme de ovo e natas, de que darei conta noutro post.

Fica prometido ;-)

Bolo de Festa

(Bolo de noz + Bolo amanteigado com recheio de creme de ovo - receitas daqui)

Bolo de Noz

6 ovos
240 g de açúcar
130 g de farinha sem fermento
40 g de miolo de noz moído
100 g de óleo
20 g de fermento em pó
(1 colher de sopa cheia)

Pré-aquecer o forno nos 170º. Untar bem com manteiga ou margarina uma forma redonda com cerca de 22 cm de diâmetro ou quadrada de dimensões equivalentes (neste caso usei uma redonda de 20 cm) e polvilhá-la de farinha. Numa taça, juntar todos os ingredientes pela ordem apresentada. Mexer até estar tudo misturado e deixar de se sentir o açúcar (não é preciso bater com força, basta ligar tudo muito bem). Verter para a forma e levar ao forno cerca de 40 minutos. Confirmar com um palito a cozedura antes de retirá-lo do forno. Se a forma for de silicone, deixar arrefecer antes de desenformar.

Bolo amanteigado

6 ovos
240 g de açúcar
170 g de farinha sem fermento
100 g de manteiga
20 g de fermento em pó


Pré-aquecer o forno nos 170º. Untar bem com manteiga ou margarina uma forma redonda com cerca de 22 cm de diâmetro ou quadrada de dimensões equivalentes (neste caso usei uma redonda de 20 cm) e polvilhá-la de farinha. Numa taça, juntar todos os ingredientes pela ordem apresentada. Mexer até estar tudo misturado e deixar de se sentir o açúcar (não é preciso bater com força, basta ligar tudo muito bem). Verter para a forma e levar ao forno cerca de 40 minutos. Confirmar com um palito a cozedura antes de retirá-lo do forno. Se a forma for de silicone, deixar arrefecer antes de desenformar.

Creme de Ovo

12 gemas + 1 ovo inteiro
500 g de açúcar
250 ml de água
1 pau de canela
1 pedaço de casca de limão
Licor a gosto
(tipo Beirão, Triple Sec - eu não uso)

Fazer uma calda com o açúcar, a água, a canela e o limão (e o licor, se for caso disso): levar tudo ao lume, mexer só no início para envolver bem o açúcar na água e deixar até ferver. Quando começar a ferver bem, bolhas grandes por todo, CONTAR 3 MINUTOS. Retirar do lume e juntar esta calda às gemas+ovo (que devem ser previamente mexidos, idealmente numa taça de metal). Esta adição deve ser aos poucos, em fio, mexendo sempre. COAR e verter esta mistura de novo na panela e levar ao lume até engrossar, sem deixar ferver. Guardar em frascos de vidro que fechem bem. Usar depois de arrefecido.

O creme de ovo que sobrar conserva-se bem no frigorífico durante várias semanas e pode ser usado numa infinidade de coisas: fazer natas do céu, cobrir bolos e rechear pastéis, juntar a gelado de nata ou baunilha e muito mais.

Para montar e decorar o bolo, espere que os bolos arrefeçam completamente. Corte-os ao meio e intercale as metades de bolo de noz e bolo amanteigado, barrando-as com o creme de ovo. Barre o bolo com o restante creme de ovo e decore a gosto com pasta de açúcar. Em alternativa, pode polvilhar o bolo com nozes picadas.

Missão cumprida.




Depois de ter tropeçado no site e no blog da Amy Atlas, fiquei obcecada – sim, julgo que este é o termo mais apropriado – por mesas de festa: as dessert tables ou candy tables.

Algumas das criações que tenho visto nesse e noutros sites viciantes atingem níveis de sofisticação e detalhe que eu nunca pensei poder existir.
O fio condutor desses cenários de sonho tanto pode ser uma cor ou um estilo, como um tema mais específico, e o resultado do trabalho das table stylists mais talentosas que tenho encontrado – de que a Amy Atlas é o expoente máximo – são absolutamente memoráveis.

Antes de ter descoberto esta tendência, a minha paixão por pratos de pé e outra loiça bonita já se tinha manifestado e aos poucos fui enchendo os meus armários, por isso, achei que não precisava de fazer um grande investimento para montar uma mesa de doces diferente na festa dos 17 anos da minha sobrinha I.

Esse foi, pois, o desafio: ver até que ponto conseguia fazer uma mesa mais cuidada e visualmente apelativa, inspirada nas mesas que me têm encantado, não só da Amy, como por exemplo as da portuguesa Susana, do blog citrusandorange.

A cor que deu o mote à decoração é a preferida da I. e já tinha marcado presença no bolo que fiz para o dia do seu aniversário, publicado aqui.

Não é uma cor fácil de trabalhar! Imagino que os rosa, os amarelos e os laranja, por exemplo, sejam mais fáceis, na medida em que existe mais oferta de acessórios, tecidos e papéis nessa gama de cores.
Mesmo assim, consegui encontrar alguns apontamentos à cor - incluindo gomas, que a I., os irmãos e os primos adoram – e julgo que o resultado ficou bem catita, sobretudo tendo em conta que foi a minha primeira!







Para além da produção da mesa, coube-me fazer o bolo de aniversário, os brigadeiros, as bolachas lollipop e os cupcakes.
Uma missão trabalhosa, mas que valeu a pena. Venha a próxima!

PS.: O Lume Brando vai de férias. Para o regresso, prometo a receita do bolo de aniversário, que foi muito elogiado: camadas de bolo de noz, bolo amanteigado e creme de ovo...