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21.9.16

Outono, não venhas com pressa.


















Receber todas as semanas um cabaz de frutas e legumes de agricultores locais, para além de uma opção económica e saudável (não são biológicos, mas pelo menos não viajaram quilómetros nem estiveram dias guardados em frigoríficos até chegarem à minha cozinha), é um desafio.
Um desafio porque nunca sabemos exatamente o que nos vai chegar. Há alguns ingredientes clássicos e que raramente falham, como as cebolas e as cenouras, mas depois a seleção nunca é igual e vai variando ao sabor das estações, do tempo e da terra.
Esta receita serviu para aproveitar as primeiras beringelas do ano e, provavelmente, os últimos tomates frescos. Sinais de que o outono está a chegar (não venhas com muita pressa, outono, afinal a primavera e o verão também chegaram atrasados).

Com os tomates, fiz molho. Uma dose generosa, que deu para fazer um arroz e para animar peixe estufado. O que sobrou, juntei a beringelas grelhadas neste gratinado. Uma espécie de melanzane parmigiana, mas mais simples e… sem parmesão.

Receita e texto publicados no Observador a 16/09/2015.



















GRATINADO DE BERINGELA

Para 4 pessoas como entrada, ou para 2 como refeição principal

2 beringelas
2 chávenas de molho de tomate (de preferência caseiro)
1,5 chávenas de queijo cheddar ralado (ou mozzarella)
1 dúzia de tomates cereja (opcional)
Algumas folhas de manjericão
Óregãos secos
Sal

Lave as beringelas, corte-as às rodelas e coloque-as num passador salpicadas com sal (este procedimento irá retirar algum travo amargo que as beringelas possam ter; se tiver tempo, deixe-as ficar assim cerca de 1 hora).
Ligue o forno nos 200º.
Grelhe as rodelas de beringela, sem gordura, numa frigideira ou grelhador antiaderente.
Deixe cozinhá-las até ficarem douradas e amolecidas.
Disponha-as num prato de forno, espalhe o molho de tomate e os tomates-cereja e salpique com algumas folhas de manjericão.
Cubra com o queijo e polvilhe com os óregãos.
Leve a gratinar durante cerca de 12 minutos ou até o queijo ficar derretido e o molho estiver a borbulhar.
Sirva com pão e uma salada verde.

PS: o livro está avançar a toda a velocidade e o mais certo é que em finais de outubro ou início de novembro, já o possam folhear. Escusado será dizer que estou tão nervosa quanto entusiasmada!


1.9.16

Começar setembro a petiscar.
















Setembro chegou, mas depois de um inverno tão prolongado como este último, acho que ninguém quer ouvir falar de outono.
O tempo parece estar do nosso lado e espero que assim continue nos próximos dias, pois seria sinónimo de um regresso às aulas menos contrariado. Cá em casa não temos crianças com saudades da escola (ainda estou a decidir se isso é bom ou mau), no mais velho há até alguma rejeição. Mas com sol tudo parece mais fácil e enquanto não muda a hora sempre dá para esticar um pouco o tempo de brincadeira, por isso S. Pedro, I'm counting on you!

E é para aproveitarmos o verão até à última gota de cerveja gelada (ou de limonada, para quem preferir), que trago a minha receita de guacamole, provavelmente igual ou parecida a tantas outras. Afinal, guacamole é uma mistura de abacate, tomate e cebola, e é nas ervas e nos temperos que esta receita de origem mexicana normalmente varia. Os cominhos, por exemplo, nem sempre aparecem, mas provei um guacamole com cominhos em casa de um primo, gostei muito e por isso agora uso também (só uma pequena pitada).

Esta é a versão que levei ao Fresquinho, um evento do Festival oito24 em que tive o prazer de participar e de já falei aqui. É uma receita perfeita para o fim de semana que aí vem, até porque daqui a algum tempo os (bons) tomates desaparecem das prateleiras. 

Nas fotos aparecem aperitivos de milho de compra, mas no showcooking servi-os com pão de milho. Aconselho mesmo a experimentarem: torrem fatias de broa de milho, por exemplo, e sirvam-nas como acompanhamento do guacamole: delicioso e bastante mais saudável.

Ah, só por curiosidade, consta que o nome guacamole é uma evolução da palavra original, de um dialeto azteca, que juntava as palavras antigas 'ahucatl' (abacate - aguacate em espanhol) e 'molli' (molho).















GUACAMOLE

1 abacate maduro
2 tomates-chucha maduros ou 1 tomate coração de boi médio-grande maduro ou o equivalente em tomates-cereja
1 cebola média finamente picada
2 colheres de sopa de coentros frescos picados
Sumo de lima ou limão
Azeite qb
Sal marinho qb
Pimenta preta moída na hora qb
Cominhos em pó qb

Descascar e descaroçar o abacate. Regar com sumo de limão (ou lima) e picá-lo finamente sobre uma tábua de cozinha (deve ficar uma espécie de puré grosseiro), passando-o depois para uma taça.
Picar a cebola e o tomate finamente e juntar ao abacate. Mexer bem e juntar um fio de azeite, uma pitada de sal e pimenta preta, um pouquinho de cominhos em pó e mais sumo de limão ou lima, se for caso disso. Juntar por fim os coentros picados. Envolver tudo muito bem, provar e retificar os temperos e passar para a taça de servir.
Acompanhar com aperitivos de milho ('tortilhas') ou fatias de pão de milho torrado.

Receita atualizada em 6/9/2016.