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Coisas que não me importava de ter na minha cozinha #1

Lume Brando's wishlist





Ontem celebrou-se o Dia do Blog e tinha pensado que era a data ideal para lançar esta nova rubrica, mas não consegui terminar o post a tempo. Não faz mal, aqui estão elas: "As coisas que não me importava de ter na minha cozinha". Coisas que espero poder partilhar convosco semanalmente, para que as segundas-feiras (sobretudo as minhas!) fiquem mais leves e inspiradas.

Devido a um desafio recente relacionado com a criação de conteúdos online ligados à moda, tenho ido muitas vezes ao Polyvore. O Polyvore é uma rede social através da qual podemos escolher e partilhar os nossos produtos preferidos de moda, beleza ou decoração. A principal característica é que todas as imagens disponíveis no Polyvore, ou que podemos 'levar' para o nosso perfil do Polyvore, são de artigos à venda online. Podemos pesquisar por tipo de peça, por cor, por preço, etc., e em poucos segundos temos uma listagem enorme de imagens/ produtos que correspondem à nossa pesquisa, com o respetivo link para onde os podemos adquirir (sim, é uma rede social com objectivos bem consumistas, mas que não precisa de ser usada para comprar, pode servir apenas como fonte de inspiração, à semelhança do Pinterest). Mas o mais interessante, aquilo que me deixou realmente surpreendida, é que podermos construir colagens, ou seja, criar conjuntos de peças como o da imagem acima, na própria aplicação, muito facilmente e de forma personalizada, e partilhá-las não só no Polyvore, como no blog e noutras redes sociais. Estão a ver aqueles looks dos blogs de moda, organizados por cor ou tema, cheios de peças a combinar? Muitos deles são feitos assim, com a vantagem de que quem estiver interessado em alguma das peças mostradas, pode ir diretamente ao site onde está à venda.

Fiquei tão maravilhada com esta possibilidade - achei mesmo uma ideia genial - que decidi criar esta rubrica aqui no blog, para vos ir mostrando objectos que vou descobrindo e gostando. Não quer dizer que recorra sempre ao Polyvore (podemos fazer estes sets ou mood boards em muitas outras aplicações), mas de facto ali é tão fácil, que se torna um vício!

Para a lista de desejos de hoje (e não, não tenciono comprar nenhuma destas peças, só as achei bonitas e merecedoras de serem agrupadas e partilhadas; já vos disse que tenho uma casa de banho convertida em armazém de loiça? Estou proibida, por mim própria, de comprar mais props), segui o verde menta e o dourado, duas das minhas cores favoritas. Gosto especialmente da cafeteira 'italiana': um verdadeiro clássico onde o twist dourado faz a diferença. Também gosto muito dos pratos em madeira e da caneca que parece de esmalte (muito na moda), mas não é! E há imenso tempo que sonho com um faqueiro dourado (fico sempre a olhar e a suspirar pelos da Zara Home). E vocês? Que coisas não se importavam de ter na vossa cozinha?

Boa semana!


Maracujás no regresso a casa.





Depois de três semanas fora de casa com a família, praticamente sem cozinhar, confesso que já estava com saudades de ligar o forno.
Há muito que não tirávamos três semanas de férias e soube-nos muito bem. Andámos sempre pelo norte do país, como já é costume. Uma semana no Minho litoral, com escapadelas à Galiza, e duas semanas no campo, onde os miúdos ganham espaço e tempo para fazer o que mais gostam: andar descalços, pedalar, dar saltos para a piscina e comer gelados!
De volta à civilização, encontrei um frigorífico vazio mas, para compensar, tinha à minha espera um saco cheio de maracujás vindos do quintal dos meus pais.

Há uns meses, desabafei no facebook que tinha tentado fazer curd de maracujá com polpa de maracujá de lata e que, mesmo seguindo duas receitas diferentes, não tinha ficado satisfeita com nenhuma. Foram várias as pessoas que me animaram e me incentivaram a experimentar com maracujá fresco, que ia sentir a diferença e que de certeza iria gostar. Algumas até me deixaram a receita, como foi o caso da Luísa, do blog No Mundo da Luisa. Mas a sua receita levava um pouco de amido de milho e eu meti na cabeça que tinha de encontrar uma receita, boa, mas mais simples ainda. Como adoro lemon curd e a minha receita - que está aqui - é óptima e não leva amido de milho, queria uma receita de curd de maracujá idêntica (agora devem estar a perguntar-se porque não segui a minha receita de lemon curd, substituindo o sumo de limão pela polpa de maracujá, certo? Pois, experimentei, mas não resultou).

Mas tenho boas notícias: acho que encontrei a receita de curd de maracujá perfeita! Os maracujás frescos fazem, de facto, toda a diferença. É certo que tive de adaptá-la ligeiramente e incluir... limão. Sumo de 1/2 limão para lhe dar aquele ácido que faz dos curds um manjar dos deuses. Usei-o num bolo de iogurte que descobri no mesmo blog, mas talvez a cobertura de chocolate branco seja too much for me. Bastava-me regar cada fatia com uma dose generosa de curd. Em todo o caso, quem provou, adorou e elogiou!

Um pequeno aviso: se não gostam de sentir as sementes, passem a polpa por um coador tanto para o bolo como para o curd. Eu não me importo e acho que ambos ficam mais bonitos e ricos com as sementes.




















BOLO DE MARACUJÁ E LIMÃO COM CURD DE MARACUJÁ E CHOCOLATE BRANCO
Adaptado do blog Simply Delicious

Para o curd de maracujá:

Cerca de 1 chávena* de polpa de maracujá
2 ovos L
2 gemas de ovos L
Sumo de 1/2 limão
140 g de açúcar
90 g de manteiga partida em cubos (usei Vaqueiro)

*250 ml de capacidade

Juntar todos os ingredientes num tacho ou recipiente próprio e levar ao lume em banho-maria (ter atenção para que a água do recipiente de baixo não toque no recipiente que tem os ingredientes). Mexer continuamente, até a manteiga derreter (no início vai parecer uma mistela esquisita, com a manteiga a parecer que não vai unir-se ao resto do preparado, mas não desistam: quando ficar bem quente, vai ficar uniforme). Quando a manteiga já estiver praticamente derretida, pode usar o batedor de varas e bater energicamente até engrossar (pode ser necessário aumentar um pouco o lume). Quando sentir que está bem cremoso e opaco, pode retirar do lume e verter para um frasco. Deixe arrefecer antes de usar. Aguenta cerca de 2 semanas no frigorífico.

Para o bolo:

250 g de farinha sem fermento
2 colheres de chá fermento em pó
1 pitada de sal
250 g de iogurte natural tipo grego (2 embalagens)
190 g de açúcar
4 ovos L
110 ml de azeite extra virgem suave ou óleo vegetal (usei Vaqueiro líquida)
Polpa de 3 maracujás
Raspa de 1 limão

Pré-aqueça o forno nos 180º. Unte e forre o fundo de uma forma de bolo inglês grande com papel vegetal e unte este também. Numa taça, junte a farinha, o fermento (de preferência peneirados), o açúcar e o sal. Noutra, junte os restantes ingredientes e bata bem. Junte aos poucos os ingredientes líquidos aos secos e mexa só até estarem bem misturados. Verta na forma e leve ao forno cerca de 40-50 minutos ou até um palito sair seco do interior do bolo. Retire, desenforme e deixe arrefecer.

Para a calda, recheio e cobertura do bolo:

Sumo de 1 limão + 2 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
200 g de chocolate branco + 2 colheres bem cheias de curd de maracujá

Leve ao lume o sumo de limão com o açúcar até este ficar bem derretido, um minuto ou dois.
Quando o bolo estiver morno ou frio, parta-o a meio com uma faca de serrilha, pique a metade de baixo do bolo com um palito e regue com metade da calda. Barre com uma camada generosa de curd de maracujá. Cubra com a outra metade do bolo, pique esta e regue com a restante calda.
Leve a derreter o chocolate branco em banho-maria e quando este estiver bem fluído, junte-lhe o curd de maracujá. Mexa bem e cubra o bolo. Deixe a cobertura solidificar antes de servir (bem frio fica muito bom). Se for guloso, como eu, sirva cada fatia com uma colherada extra de curd de maracujá.



Gulodices fresquinhas. E mais saudáveis do que parecem.


















Parece que o Verão, finalmente, perdeu a timidez e já podemos falar de gelados, bebidas frescas, sopas frias e banhos no mar, sem constrangimentos e sem nostalgia por verões mais extrovertidos. Será?

Espargos fingidos.


















No cabaz semanal da Prove têm vindo doses generosas de feijão verde.
Costumo dar-lhe apenas duas utilizações: sopa, ou então cozido, como acompanhamento, temperado com azeite, vinagre e alho picado (normalmente corto as vagens em pedaços pequenos, na diagonal, e cozo a vapor, no cesto metálico do Ikea).

Happy mornings.




Os meus rapazes adoram panquecas. Faço poucas vezes, mas sempre que lhes digo que há panquecas para o pequeno-almoço, os seus olhos brilham e vão para a mesa muito entusiasmados.
Eu gosto de comê-las com doce ou compota, eles preferem algo mais achocolatado, ou mesmo sem nada.

Plim, plam, plum.







As ameixas continuam a chegar e de várias origens generosas. Enquanto não me resolvo a fazer compota com elas, vou escoando-as com a ajuda de outras receitas doces.

Bolo da Época.




As ameixas do quintal dos meus pais começaram a chegar.
Não estão tão doces nem tão grandes como em anos anteriores (tempo doido, queres dizer alguma coisas sobre isto?) mas, mesmo assim, comem-se bem ao natural.
Só que o cesto vinha carregado e decidi usar algumas num bolo.

Adoro bolos com fruta, em especial os 'upside down cakes' (bolo invertido? não sei se em português existe algum equivalente para designar este tipo de bolo, em que a fruta é colocada em primeiro lugar na forma, antes da massa), porque ficam sempre bonitos e vistosos, sem necessidade de decoração (acabei por polvilhar este com açúcar em pó, mas não se revelou muito boa ideia, pois a humidade da fruta absorveu imediatamente o açúcar).

Um bolo perfeito para o lanche, num destes dias em que apesar do calendário dizer Verão, o chá que mais apetece não é o gelado.

Para outro bolo invertido de fruta, espreitem esta receita com kiwi e chocolate.














BOLO INVERTIDO DE AMEIXAS

Cerca de 20 ameixas pequenas
170 g + 2 colheres de sopa de açúcar amarelo
90 g de Vaqueiro líquida
4 ovos
1 limão
180 g de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó

Pré-aqueça o forno nos 180º. Unte uma forma redonda com ou sem buraco e unte-a muito bem com manteiga, polvilhando-a depois com farinha. Descasque, descaroce e fatie as ameixas, colocando-as numa taça juntamente com 2 colheres de sopa de açúcar amarelo. Obtenha a raspa do limão e reserve, juntando depois um fio de sumo de limão às ameixas.

Numa taça, bata o açúcar com a margarina. Junte os ovos, um a um.
Adicione a raspa de limão. Envolva a farinha e o fermento em pó.
Forre o fundo da forma com as ameixas e o suco entretanto criado.
Verta na forma a massa e leve ao forno cerca de 40 minutos ou até estar bem dourado e um palito sair seco do interior do bolo. Deixe arrefecer um pouco e desenforme com cuidado.