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Um erro feliz.




Estes suspiros deviam ser macarons.

Acontece que, distraída como sou, só quando estava a pô-los no forno vi que a amêndoa ralada (ingrediente obrigatório nos macarons), continuava sossegada dentro da Bimby.

Ups! Como fui fazer isto? Continuo e deixo-os no forno para ver no que dá? Ou vai já tudo para o lixo e começo de novo?
Optei pela primeira* e acabaram por sair uns suspiros de chocolate divinais!

Eu, que nunca tinha feito suspiros nem pavlovas na vida, tinha conseguido fazer suspiros de chocolate deliciosos: uma camada fina crocante por fora e uma textura húmida e chewy por dentro.
Fiquei tão feliz!

Mas uma vez que ficaram muito baixinhos, porque não torná-los nuns falsos macarons?
Recheei-os com ganache de chocolate, seguindo a sugestão do Martha Stewart's Baking Handbook, e ficaram ainda mais gulosos.

Os suspiros podem ser muito traiçoeiros. Será que vou conseguir fazê-los de novo?



"Falsos Macarons"
(Adaptado da receita de macarons de chocolate do Martha Stewart's Baking Handbook)

Para os suspiros:
1 1/4 de chávena** de açúcar em pó
1/4 de chávena** de açúcar normal
2 colheres de sopa de cacau em pó
3 claras L à temperatura ambiente
(75 a 80 g de claras)
1 pitada de sal

Para o recheio:
75 ml de natas gordas (para bater)
100 g de chocolate de culinária

Pré-aquecer o forno nos 150º.
Forrar dois tabuleiros com papel vegetal.
Peneirar o açúcar em pó e o cacau em pó para uma taça.
Bater as claras em castelo: quando começarem a fazer espuma juntar a pitada de sal e de seguida, aos poucos, sem parar de bater, juntar 1/4 de chávena de açúcar. Bater até as claras ficarem opacas e com picos macios.
Envolver aos poucos, suavemente, a mistura de açúcar e cacau nas claras.
Colocar o preparado num saco pasteleiro com bico largo liso e fazer os suspiros no tabuleiro, tentando que saiam todos com o mesmo tamanho (a tia Martha aconselha a fazer marcas com a ajuda de um cortante de bolachas redondos que se passa por farinha, mas comigo não resultou).
Levar ao forno cerca de 25 minutos, rodando e trocando os tabuleiros a meio da cozedura.

Entretanto preparar a ganache: levar as natas num tachinho ao lume.
Picar o chocolate grosseiramente ou parti-lo em pequenos pedaços.
Quando as natas levantarem fervura, juntar o chocolate e mexer bem, até estar derretido e o creme estar brilhante e uniforme. Passar para outro recipiente e deixar arrefecer à temperatura ambiente.
Quando suspiros e recheio estiverem frios, passar um pouco de recheio na base de um suspiro e colar outro suspiro, igualmente pela base.
Repetir até se esgotarem os ingredientes.
Levar ao frigorífico entre 20 a 30 minutos antes de servir.


*Em parte segui a segunda opção também, ou seja, mais tarde tentei seguir a receita sem enganos, já com a farinha de amêndoa, mas... digamos que ainda não foi desta que consegui fazer os verdadeiros macarons...

**Chávena de 240 ml de capacidade (a minha chávena medidora é de 250 ml e o que costumo fazer é não a encher completamente...)

Voilá, la galette!




Há muito que me apaixonei pelas galettes, esta espécie de tarte rústica de fruta, de origem francesa.

Mas até hoje a paixão era platónica, as minhas demonstrações de carinho não passavam de uns suspiros sempre que via uma receita e uma foto apelativa desta sobremesa, e de um silencioso "tenho de experimentar, tenho mesmo de experimentar".

Hoje foi o dia.

E se muitas vezes o amor à primeira vista não se confirma numa segunda e mais intensa aproximação, este não foi o caso.

Adorei a textura e o sabor da massa, ainda que a sua quantidade generosa de manteiga não deixe que se abuse nas fatias.
A fruta carameliza levemente e a sua acidez combina muito bem com o crocante açucarado da massa.

Para além disso, ficou tão bonita! Valeu a pena o tempo de refrigeração e de forno.
Sim, porque esta receita, tal como os grandes amores, precisa de tempo...



Galette de Ameixas e Framboesas
(adaptado da revista Everyday Food de Setembro 2009)

Farinha: 2,5 chávenas* + 2 colheres de sopa + alguma para estender a massa
230 g de manteiga sem sal fria
(usei com sal)
Açúcar: 3 colheres de sopa + 2 colheres de sopa + 1 colher de chá
1 colher de chá de sal
(não usei)
1/2 chávena de água fria
1/4 de chávena de amêndoa laminada tostada
5 ameixas frescas
(usei de casca muito escura e polpa branca firme, não sei o nome da variedade)
200 g de framboesas frescas
1 a 2 colheres de sopa de natas para pincelar
(usei leite)

Na Bimby ou noutro robot de cozinha, juntar as 2,5 chávenas de farinha com a manteiga, uma colher de chá de açúcar e outra de sal (se usar manteiga sem sal). Usar a velocidade 5 ou pulsar até ficar com o aspecto de migalhas grossas.
Juntar 1/4 de chávena de água fria e voltar à velocidade 5 ou a pulsar uns segundos até a massa quando apertada com os dedos se unir. Se estiver demasiado seca, juntar aos poucos a restante água e usar de novo o robot de cozinha.
Retirar a massa, formar uma bola, achatá-la em disco, envolver em película aderente e levar ao frigorífico durante 1 hora.
Entretanto, levar ao lume numa frigideira anti-aderente a amêndoa, a tostar um pouco.
Deixar arrefecer e triturá-la no robot de cozinha juntamente com 3 colheres de sopa de açúcar e 2 colheres de sopa de farinha. Reservar.
Lavar e enxugar as ameixas e as framboesas.
Cortar as ameixas ao meio, retirar o caroço e fatiar cada metade, mantendo no entanto as fatias unidas num dos lados.
Ligar o forno nos 180º.
Retirar a massa do frigorífico, estendê-la numa superfície enfarinhada, dando-lhe uma forma arredondada (não precisa de ser uma forma perfeita, o aspecto rústico desta sobremesa é o que lhe dá graça), e transferi-la para um tabuleiro forrado com papel vegetal.
Espalhar a mistura de amêndoa, farinha e açúcar por toda a massa.
Dispor a fruta por cima, deixando uma margem larga a toda a volta.
Dobrar essa margem de massa por cima da fruta.
Voltar a refrigerar cerca de 20 minutos
Pincelar a massa com natas (eu usei leite para não abrir um pacote de natas de propósito), e polvilhar por todo com o açúcar restante (2 colheres de sopa).
Levar ao forno durante cerca de 1 hora e 20 minutos, ou até a massa estar bem dourada e a fruta com aspecto borbulhante.

Para cozer mais rápido, pode ligar-se a ventilação do forno, mesmo assim, a massa deverá demorar cerca de uma hora a ficar bem dourada.

*250 ml de capacidade

A entrada mais fácil do mundo. Ou quase.



De vez em quando, gosto de fazer um jantar especial cá em casa, mesmo que sejamos só nós os quatro.
Com direito a entrada, prato principal e sobremesa catita.
Esta foi a entrada algo improvisada num dos mais recentes.
Queria algo muito simples e rápido de fazer, mas que marcasse com alguma personalidade o início da refeição.
E daí surgiu este folhado de alheira, que é mesmo apenas isso: massa folhada e alheira.
Para acompanhar, salteei espinafres num fio de azeite com alho picado, mas qualquer legume verde fica bem.



Folhado de alheira simples

1 alheira
4 quadrados de massa folhada com cerca de 10 cm de lado

Leite ou gema de ovo para pincelar

Pré-aquecer o forno nos 200º.
Abrir a pele da alheira com a ajuda de uma faca, ao comprimento, e dividir o recheio pelos quadrados de massa folhada (as carnes da alheira já são cozinhadas, por isso não há necessidade de a cozinhar previamente).
Dobrar as pontas do quadrado para dentro, fazendo uma espécie de trouxa, pincelar a massa com leite ou gema de ovo e levar ao forno num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal durante cerca de 20/25 minutos.

Entretanto também já experimentei a versão "familiar", com uma placa de massa folhada redonda, onde coloquei todo o recheio da alheira misturado com os espinafres salteados. Fiz um rolo, levei ao forno e servi às fatias com uma salada de alface, rúcula e tomate-cereja. Fez sucesso!

Um adeus com sabor a canela.



Aqui por casa, não foi só a minha rotina que nos últimos tempos ficou diferente.

Com a alteração da minha situação profissional, por opção própria, outras mudanças foram decididas e uma delas foi uma nova escola para os piolhos.

Esta semana começou a sua nova vida, numa escolinha tão perto de casa que até podemos ir a pé! Um verdadeiro luxo, que sabe ainda melhor agora que o Verão resolveu despedir-se em grande.

E foi também para uma despedida que estes bolinhos de canela foram feitos.
Um miminho dos meus rapazes para a equipa do colégio onde durante quatro anos foram muito felizes.

Que as mudanças saibam sempre a coisas boas.



Biscoitos de Canela

(receita aprendida aqui)

1 ovo
125 g de manteiga ou margarina
100 g de açúcar
300 g de farinha
Canela em pó


Pré-aquecer o forno nos 180º.
Misturar todos os ingredientes numa taça até se obter uma massa homogénea e moldável.
Noutra taça pequena ou prato de sopa, colocar duas a três colheres de sopa bem cheias de canela em pó.
Fazer bolinhas, passar cada uma delas pela canela e colocar num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal (eu gosto de achatá-las um pouco, pressionando com o dedo indicador).
Levar ao forno cerca de 20/25 minutos.

Com a canela, não é fácil ver quando os biscoitos estão prontos, mas à partida este tempo é suficiente para os cozer. Quando saem do forno devem ceder ainda um pouco quando pressionados, mas depois de arrefecidos ficam crocantes por fora e igualmente óptimos por dentro.

Camadas de felicidade.



Este ainda não é o bolo de camadas perfeito.
Mas aos poucos, hei-de lá chegar.

Estar por casa, mesmo com os dois piolhos ainda sem escola e a solicitarem a atenção da mãe o tempo todo (há já algum tempo que não há sestas por aqui), tem destas coisas boas: ter um irmão a fazer anos e poder fazer-lhe um bolo no próprio dia. E isso deixa-me muito feliz.

Saber que agora estou mais disponível para a família e que posso, por isso, dedicar-me a estes e a outros mimos, dá-me um enorme conforto.

Uma fase privilegiada da minha vida, que vou querer saborear, camada por camada...




Bolo de chocolate com natas e frutos silvestres

Para o bolo
(receita do livro "Tesouro das Cozinheiras")

125 g de manteiga ou margarina
250 g de açúcar
125 g de chocolate de culinária
(usei 200 g e aconselho!)
125 g de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
5 ovos
(separados)

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Bater muito bem, preferencialmente com a batedeira eléctrica, a manteiga com o açúcar.
Juntar as gemas, incorporando-as bem.
Derreter o chocolate, partido em pedaços, com uma colher de sopa de água ou de leite no microondas (1 minuto, potência máxima), mexer bem e juntar ao preparado anterior.
Adicionar a farinha e o fermento e, por fim, envolver as claras batidas em castelo.
Dividir o preparado por duas formas de 20 cm de diâmetro (ou usar apenas uma e depois de arrefecido, cortar o bolo em dois).
Cozer cerca de 30 minutos, ou até um palito sair seco do centro dos bolos.
Nota: assim que o(s) bolo(s) ganhar(em) uma crosta, tapar com papel de alumínio para não queimar.

Para o molho de chocolate*
(com que pincelei todo o bolo; receita do chef Luís Francisco)

500 ml de calda de açúcar a 32º
100 g de cacau (ou um pouco menos, se for cacau forte, de boa qualidade)
1 colher de sopa de manteiga ou margarina

Para fazer a calda, levar ao lume 500 g de açúcar e 250 ml de água, um pau de canela e uma casquinha de limão.
Não mexer: quando levantar fervura forte, contar 3 minutos. Retirar do lume e descartar a casca de limão e o pau de canela (este pode ser reutilizado, depois de passado por água e seco)
Juntar o cacau peneirado e levar novamente ao lume.
Deixar ferver novamente e juntar a manteiga. Mexer bem e retirar do lume.
Coar e guardar em frascos herméticos se não for usar de imediato. Depois de arrefecido, guardar no frigorífico*.

Para o recheio e cobertura

200 g de natas para bater
1 colher de sopa de açúcar (ou a gosto)
1/2 embalagem de frutos vermelhos congelados (se puder substituir por morangos ou outra fruta vermelha fresca, melhor!)
Açúcar em pó e cacau para polvilhar

Deixar descongelar os frutos com alguma antecedência.
Bater as natas em chantilly (as natas devem estar muito frias; a meio do processo, juntar umas gotinhas de limão, para que elas espessem mais.

Para montar o bolo

Pincelar os dois bolos (ou as duas metades) com o molho de chocolate, incluindo os topos.
Espalhar metade das natas por cima do primeiro bolo, "colar" o outro bolo e cobrir com as restantes natas.
Dispor no centro os frutos vermelhos e polvilhar com o cacau e/ou açúcar em pó.

*Costumo ter sempre um frasco com este molho no frigorífico. É delicioso, muito simples de fazer e aguenta várias semanas, se não meses, no frigorífico. É um óptimo topping para gelados e crepes. Quando quiser usar, retire o frasco do frigorífico e aqueça a porção de molho necessária, coando-a para retirar eventuais cristais de açúcar. Está pronto a usar!

Bis!




Um bolo especial para um amigo músico. Quem me conhece, talvez pelo título chegue lá.
Obrigada E. por confiares tanta responsabilidade nas minhas mãos!

Por dentro, a receita era esta e dizem que ficou muito bom (e eu acredito porque tive de aparar o bolo e pude prová-lo). Fiz duas doses em duas formas de 20 cm de diâmetro, uni os dois bolos com chocolate e barrei-o todo com chocolate antes de aplicar a pasta de açúcar.

Bom fim-de-semana para todos!