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6.11.13

A primeira vez que cozinhei ruibarbo. // My first experience with rhubarb.


Se a vida te der ruibarbo faz... compota de ruibarbo.
Não! Faz tarte de ruibarbo. Ou melhor, crumble de ruibarbo. Não, não, não! Faz antes bolo de ruibarbo.


1.11.13

Uma salada fria de Outono // Autumn cold salad.


Eu sei, seu sei que ultimamente tem apetecido coisas mais quentes, mas na verdade esta salada é tão boa, que até por estes dias sabe bem. Na verdade, é uma salada para todo o ano, desde que se encontrem laranjas sumarentas à venda. Se possível das algarvias, o que nesta época não é difícil de encontrar (pelo menos nas frutarias, nas feiras e nos mercados; nos hipermercados é outra história, infelizmente).

25.10.13

An apple a day keeps the doctor away.


Maçãs e forno são uma boa combinação para aligeirar o tom cinzento dos últimos dias.
Esta semana recebi de um primo uma caixa enorme de maçãs deliciosas, vindas de Trás-os-Montes e, inevitavelmente, à minha cabeça só chegavam receitas de forno.

22.10.13

Bibidi Bobidi Bu!

Há dias em a cozinha é um conto de fadas.
Na história que hoje vos trago as palavras mágicas são açúcar, canela, laranja, limão e cardamomo.
E plim! Eis que uma abóbora se transformou em doce.

5.9.13

Pérolas vermelhas de Verão. // Summer red pearls.





























Adoro tomate-cereja.
E se me vier parar às mãos de forma generosa, directamente de um quintal caseiro, fico ainda mais feliz (quem não fica?)

Um tabuleiro cheio de bolinhas, autênticas pérolas encarnadas que se adaptam a um sem-número de utilizações, chegou até mim no início desta semana. Se comê-las ao natural, acompanhadas de queijo mozzarella fresco e manjericão, por exemplo, já é uma salada que conforta, quando as levamos ao forno, o sabor intensifica-se de forma surpreendente.

Quando asso peixe e tenho tomates-cereja, junto sempre alguns ao assado, mas é sempre um apontamento, nunca tinha assado um tabuleiro só de tomates-cereja. Mas digo-vos, vale bem a pena ligar o forno para, menos de uma hora depois, sentir estes berlindes luzidios mornos explodirem-nos na boca.

O queijo feta, a rúcula e a cebola roxa pareceram-me companheiros verdadeiramente à altura, mas sintam-se livres para testar combinações (estou agora a lembrar-me que uns croutons, por exemplo, teriam ficado aqui muito bem).

Fora o tempo de forno, esta é uma salada que se prepara em três tempos.
Depois de misturar os ingredientes principais, é só temperar com um fio de azeite, raspa de limão, algumas folhas de manjericão... e deixar a magia acontecer.

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I love cherry tomatoes.
And if they come into my hands generously and directly from a backyard, I'm even happier (who isn't?)

A tray full of these little balls, real red pearls ready to suit a multitude of uses, came to me earlier this week. If eating it raw, with fresh mozzarella and basil, for example, is comforting, when we bake it, its flavor reaches a complete new level.

When I bake fish and have cherry tomatoes in the fridge, I always roast a few, but it's always a detail, I've never baked a tray of cherry tomatoes before. But I tell you, it's well worth turning on the oven in order to, less than an hour later, feel these gleaming marbles blowing in one's mouth.

Feta cheese, arugula and red onion seemed to me to be the perfect friends for these roasted cherry tomatoes, but feel free to test combinations (now I'm thinking that croutons would have been a great choice too).

Without counting the oven time, this is a salad that is prepared in the twinkling of an eye.
After mixing the main ingredients, just season with a little olive oil, lemon zest, some basil leaves ... and let the magic happen.








































Salada de tomate-cereja assado, feta, rúcula e cebola roxa

Tomates-cereja (cerca de 10 por pessoa)
Azeite
Mistura de 'Sal com Ervas do Mediterrâneo' da Margão
Orégãos secos
Queijo feta
Rúcula
Cebola roxa
Raspa de limão
Folhinhas de manjericão fresco

Ligar o forno nos 200º.
Lavar, secar e espalhar os tomatinhos num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Regar com um bom fio de azeite e polvilhar generosamente com a mistura "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo", da Margão (adoro esta mistura).
Salpicar com um pouco de orégãos, envolver bem e levar ao forno cerca de 25/30 minutos ou até os tomates terem largado algum sumo e começarem a ficar murchos.
Retirar e esperar que fiquem mornos para montar a salada.
Assim que estiverem mornos, retirá-los para o prato de servir com uma escumadeira.
Juntar a rúcula, a cebola roxa em fatias finas e o queijo feta aos cubinhos.
Regar com mais um fio de azeite e um pouco do molho da assadura (guarde o que sobrar para usar num molho, calda ou num prato de massa) e envolver com cuidado, para que os tomates não percam mais sumo.
Terminar com raspa de limão e folhinhas de manjericão.
Servir de imediato.

Já a focaccia, que fiz pela primeira vez esta semana e onde também usei os tomates-cereja, seguindo uma sugestão deixada na página do LB no facebook, já demora mais tempo! Mas também terá direito a post :)

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Roasted cherry tomatoes salad, with feta, arugula and red onion

Cherry tomatoes (about 10 per person)
Olive oil
Mixture of 'Sal com Ervas do Mediterrâneo', from Margão
Oregano
Feta cheese
Arugula
Red onion
Lemon zest
Sprigs of fresh basil

Preheat the oven to 200 º.
Wash, dry and spread the cherry tomatoes in a non-stick baking tray or a tray lined with parchment paper.
Drizzle with a good splash of olive oil and sprinkle generously with "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo" (a seasoning mixture from Margão, which I love and use a lot)
Sprinkle with dried oregano, coat well and bake about 25/30 minutes or until the tomatoes have dropped some juice and start becoming deflated.
Remove and wait until they are warm to assemble the salad.
Once the tomatoes are warm, remove them to a serving plate with a slotted spoon.
Add the arugula, thinly sliced red onion and diced feta cheese.
Season with a little olive oil and a bit of the remaining baking liquid (save the leftovers to use in a sauce, gravy or a pasta dish), and give the whole lot a gentle toss, so that the tomatoes don't lose any more juice.
Finish with lemon zest and basil leaves.
Serve immediately.

I also used some of the cherry tomatoes in a focaccia, but this is a recipe that takes longer! It will be in the next post :)


19.8.13

Combinação perfeita. // Perfect match.



 

















































Fiz este bolo recentemente, para levar para um piquenique.
Fez bastante sucesso, mas como rendeu bastante sobraram algumas fatias e deu para perceber que é um bolo que aguenta vários dias, ficando cada vez mais húmido e delicioso.
Os sabores são uma homenagem ao Verão e fazem parte dos meus favoritos para esta altura do ano: frutos vermelhos, limão, coco...

Para lhe darem um toque mais tropical podem substituir o limão por lima (era, aliás, o que constava na receita original), e imagino que fique igualmente bom com outras frutas sumarentas.
O importante, é mesmo fazê-lo de véspera.

E depois de duas semanas de férias felizes, o regresso ao blog e à cozinha vai ser suave e irregular, pois os piratas continuam por casa...

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I made this cake recently, to take to a picnic.
It was a big hit but I came home with a few slices and I've found this is a cake that tastes even better one, two or three days after being baked, becoming each day more moist and delicious.
The flavors are an ode to summer and are some of my favorite for this time of the year: berries, lemon, coconut ...

To give it a tropical twist, you can substitute the lemon for lime (the original recipe), and I imagine that it is also good with other juicy fruits.
Just don't forget to bake it, at least, the night before.

And after two weeks of quite nice family holidays, the return to the blog will be slowly and irregular because my little pirates have no school yet...



Quadrados de limão, coco e frutos vermelhos
(adaptado da revista Everyday Food - May 2011)

170 g de manteiga amolecida
1 chávena e 3/4 + 1 colher de sopa de farinha s/ fermento 
2 colheres de chá de fermento
1/2 colher de chá de sal
1 chávena de coco ralado
1 chávena + 2 colheres de sopa de açúcar
3 ovos
3/4 de chávena de leite
Sumo e raspa de 1 limão
3 chávenas de mirtilos e framboesas ou outros frutos vermelhos (cerca de 400 g)
3 colheres de sopa de sumo de laranja
Açúcar em pó para polvilhar

Chávena = 250 ml de capacidade

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Untar muito bem com manteiga e polvilhar com farinha uma forma rectangular (cerca de 32,5 cm x 22,5 cm ).
Numa taça, juntar a farinha, o fermento, o sal e o coco. Noutra taça, e com a batedeira eléctrica, bater a manteiga e uma chávena de açúcar, até ficar cremoso.
Adicionar os ovos, um de cada vez, batendo em velocidade baixa.
Juntar a farinha aos poucos, intercalando com o leite e terminando com farinha.
Juntar a raspa e o sumo de limão.
Verter a massa para a forma, alisando com uma espátula.
Noutra taça, colocar os frutos vermelhos, juntar uma colher de sopa de farinha, duas colheres de sopa de açúcar e o sumo de laranja, mexer suavemente até envolver todos os frutos nesta mistura.
Espalhar os frutos pela massa do bolo e levar a cozer cerca de 35 minutos ou até um palito sair limpo do centro do bolo.
Deixar arrefecer na forma e servir aos quadrados, polvilhando-os com açúcar em pó.

Nota: ao contrário do bolo original, os meus frutos foram todos parar ao fundo, não se dando por eles a não ser quando partimos as fatias. Envolvê-los em farinha pretende evitar que isso aconteça, no entanto, como juntei sumo de laranja - seguindo a receita - acho que o efeito se perdeu. Para a próxima, irei juntar aos frutos apenas a farinha e o açúcar.

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Coconut, berry and lemon squares
(adapted from Everyday Food - May 2011)

170 g butter, softened
1 and 1/3 cups + 1 tbsp plain flour
2 teaspoons baking powder
1/2 teaspoon coarse salt
1 cup shredded coconut
1 cup + 2 tablespoons sugar
3 eggs
3/4 milk
zest and juice of 1 lemon
3 cups mixed berries (I've used blueberries and raspberries)
3 tablespoons orange juice
Icing sugar for dusting

Preheat oven to 350º.
Butter and flour a 9-by-13 inch baking dish.
In a large bowl, whisk together flour (1 and 3/4 cups), baking powder, coconut and salt.
In another bowl, using an electric mixer, beat butter with 1 cup sugar until light and fluffy.
Add eggs, one at a time and beat until combined, with mixer in low.
Add the dry ingredients, alternating with milk, but finishing with flour.
Add the lemon zest and juice.
Pour batter into dish.
In a bowl, tosse together berries, 1 tbsp flour, 2 tbsp sugar and orange juice.
Scatter berry mixture over the batter.
Bake until it's golden at edges and a toothpick inserted in center comes clean, about 35 minutes.
Let cake cool on pan. Dust with icing sugar before serving in squares.

Note: unlike the original cake, after baking, my fruits were at the bottom of the batter. Involve them in flour should prevent this from happening, however, as I added orange juice - following the recipe - I think that desired effect was lost. Next time, I'll add only flour and sugar to the fruit, before scattering it over the batter.





15.7.13

A rainha das tartes // The queen of pies.




Pode ser rústica, imperfeita, irregular.
Mas, para mim, a galette é o tipo de tarte mais bonito que há.
Talvez por isso mesmo: pelo seu ar tosco e romântico, que não esconde o facto de ter sido feita em casa, à mão, com fruta da época.

Há muito tempo atrás publiquei uma receita muito parecida, que podem ver aqui.
A fruta é a mesma (felizmente, as ameixoeiras dos meus pais continuam a carregar-se de frutos vermelhos luzidios, Verão após Verão), mas a massa desta é diferente.
Arrisquei uma versão mais simples desta e resultou muito bem. Tão bem, que estou ansiosa por usá-la noutras receitas, incluindo salgadas.

A massa da galette do primeiro post é excelente, mas a sua confecção é mais demorada.
Tempos de espera incompatíveis com dois rapazes de férias em casa, cuja vontade de ajudar é inversamente proporcional à sua paciência.

Seja no formato familiar ou em versão mini, as galettes são uma boa forma de usar a fruta que por estes dias amadurece quase sem darmos conta. E agora que o calor decidiu dar algumas tréguas, já se pode ligar o forno outra vez (ainda que por cá, nem o pico do calor me consiga afastar do forno - sou viciada!).

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It can be rough, imperfect, irregular.
But for me, the galette is the most beautiful kind of pie.
Perhaps for that reason: for his rustic and romantic look, which doesn't hide the fact that it was handmade ​​at home, with seasonal fruit.

A long time ago I published a very similar recipe, which you can see here.
The fruit is the same (fortunately, my parents' plum tree continues to load up gleaming red fruit, summer after summer), but this one uses a different dough.
I tried a simpler version of this one and it worked very well. So well, I want to use it soon in other recipes, including savory ones.

The dough in the first post is excellent, but its preparation is more time consuming.
Waiting times that are incompatible with two guys at home on school holidays, whose willingness to help is inversely proportional to their patience.

In a familiar size or in a mini-version, the galettes are a good way to use fruit that ripens fast these days. And now that the heat has decided to give us a break, you can turn on the oven again!








































Petit galettes de framboesa e ameixa
(para 8/10 tartes pequenas)

Massa:
250 g de farinha sem fermento
125 g de manteiga fria
2 ovos (os meus era caseiros e pequenos)


Recheio:
75 g de miolo de de amêndoa 
4 colheres de sopa de açúcar amarelo
75 g de framboesas
20 ameixas aprox.
Sumo de limão qb
Leite qb

Numa taça coloque a farinha, a manteiga fria cortada em cubos e os ovos.
Amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa uniforme e macia. Reserve, embrulhada em película aderente.
Numa frigideira anti-aderente, toste ligeiramente as amêndoas, para libertarem sabor e ficarem mais crocantes. Deixe arrefecer e rale grosseiramente.
Lave e arranje a fruta, cortando as ameixas às fatias ou aos pedaços. Regue com um fio de limão.
Misture a amêndoa com 2 colheres de sopa de açúcar e junte o restante açúcar à fruta.
Ligue o forno nos 200º.
Estique a massa com o rolo - 2 mm de espessura aprox. - e divide-a no número de círculos desejado (pode usar uma faca ou um cortador grande de bolachas). Passe os círculos para um tabuleiro forrado com papel vegetal.
Espalhe na base do círculo um pouco da mistura de amêndoa e açúcar, e a seguir disponha um pouco de fruta, deixando alguma margem livre à volta. Crie os rebordos da tarte, fazendo uma dobra de massa a toda a volta, tapando um pouco da fruta. Pincele a massa com leite e salpique toda a tarte com mais um pouco da mistura de açúcar e amêndoa.
Repita a operação nos outros círculos de massa e leve ao forno cerca de 1h 15 m, ou até estarem bem douradas e a fruta borbulhante. Idealmente, servir morno com um pouco de gelado ou natas batidas.

Nota: a massa não leva açúcar, por isso se não apreciar o contraste da massa sem açúcar com a fruta, pode juntar uma colher de sopa de açúcar à massa, no momento da preparação. O açúcar da fruta deverá ter em conta a acidez da mesma.

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Little raspberry and plum galettes
(for 8/10 small pies)

Dough:
250 plain flour
125 g cold butter
2 eggs (mine was small from 'home' chickens)

Filling:
75 g almond 
4 tablespoons brown sugar
75 g raspberries
20 plums approx.
Lemon juice drops
Milk qb

In a bowl, place the flour, cold butter cut into cubes and eggs.
Knead with your fingertips until the dough is uniform and smooth. Wrap in cling film and reserve.
In a non-stick pan, lightly toast the almonds, to release their flavor and make them crunchy. Let cool and coarsely grate.
Wash and arrange the fruit, cutting the plums to slices or pieces. Drizzle with some drops of lemon.
Mix the almonds with 2 tablespoons sugar and add the remaining sugar to the fruit.
Preheat the oven to 200 º.
Stretch the dough with the rolling pin - 2 or 3 mm thick - and divide it into the desired number of circles (can use a knife or large round cookie cutter). Transfer the circles to a tray lined with greaseproof paper.
In the base of the circle spread a bit of almond and sugar mixture, then put some fruit, leaving a free border around. Create the edges of the pie, making a fold around the circle, covering some of the fruit. Brush dough with milk and sprinkle with the mixture of sugar and almond all over the pie.
Repeat in the other circles of dough and bake about 1 hour and 15 m, or until they are golden brown and the fruit is bubbling. Ideally, serve warm with some ice cream or whipped cream.

Note: the dough does not take sugar, so if you do not appreciate the contrast of the dough without sugar with the fruit, you can add a tablespoon of sugar to the dough at the time of preparation. The sugar we add to the fruit should take into account its acidity.



8.7.13

Bater o calor. // Beat the heat.








































Este post vai ter pouca linhas, porque este calor bloqueia não só quem escreve, mas também quem lê.
Serve só para sugerir um batido que pode funcionar como uma brisa refrescante nestes dias de canícula.

A anona não é um fruto muito comum nas nossas cozinhas, até porque tem de ser importado*, mas está referenciado como um dos melhores aliados na alimentação preventiva da doença cancerígena e durante o seu tratamento.

Criei este batido quando andava a pesquisar e a testar receitas para este workshop, e foi uma agradável e fresca surpresa!

*Fãs atentas do LB no facebook comentaram que há anonas nos Açores e na Madeira! As que eu tenho comprado são importadas, pelo menos foi o que me disseram na frutaria. Nem sempre há e são caras. É uma pena que a 'nossa' anona não esteja mais divulgada. Se fizermos uma pesquisa rápida na net, as primeiras referências vão para as anonas do Brasil e de outras zonas de climas tropicais.

//


This post will have just a few lines, because the high temperatures block not only the writer, but also those who read. Serves only to suggest a smoothie that can function as a refreshing breeze in these heat wave days.

The soursop is a rare fruit in our portuguese kitchens, it has to be imported*, but is listed as one of the best allies in a cancer preventive diet and during its treatment.

I created this milkshake when I was researching and testing the recipes for this workshop, and it was a pleasant and fresh surprise!

* Fans of  LB on facebook commented that there are soursops in Azores and Madeira! The ones I've bought were imported, at least that's what they said to me in the shop. They aren't easy to find and a bit expensive. It's a pitty that 'our' soursop isn't well-known. If we do a quick search on the net, the first references go for soursops from Brazil and other tropical areas.








































Batido fresco de anona
Para 2 copos médios

150 g de anona descascada e limpa de pevides
150 ml de bebida de soja
Fio de limão para a anona não oxidar
Açúcar amarelo a gosto
Canela em pó qb
Cubos de gelo - cerca de 12

Juntar todos os ingredientes, incluindo o gelo, num processador de alimentos e triturar até ficar um líquido espesso, uniforme e macio.
Servir de imediato com uma palhinha.

//

Soursop smoothie
About 2 medium glasses

150g peeled and seeded soursop
150 ml soymilk
A few lemon juice drops
Brown sugar to taste
Cinnamon to taste
Ice cubes - about 12

Add all ingredients, including ice, in a food processor and blend until you get a uniform and soft mixture. Serve immediately with a straw.





13.6.13

Crepes da época. // Crepes of the season.









































Uma boa receita de crepes, fiável e versátil, é aquele básico que deve constar em qualquer caderno de receitas.
Se ainda não têm a vossa, esta é uma aposta segura.
Não sei onde fui buscá-la, talvez a uma edição antiga da Teleculinária.
Falo da massa dos crepes, porque os recheios, esses, são o que a vontade ditar ou o que houver no frigorífico e/ou congelador. Imaginem estes crepes com gelado, por exemplo, e um topping de chocolate por cima!

Há anos que sigo esta receita e como não leva açúcar, tanto uso para crepes doces como salgados.
No evento "Uma Cozinha pela Vida", a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, de que falei aqui, esta foi uma das sugestões que apresentei, com algumas alterações à fórmula original: azeite em vez de manteiga e leite de soja em vez de leite de vaca.

Ambas as versões fazem crepes muito saborosos. E acompanhados de uma compota rápida de frutos vermelhos, agora que estamos no tempo deles... yummy!

//


A good recipe for crepes, reliable and versatile, is one of the basics that any notebook of recipes should keep. If you still do not have yours, this is a safe bet.
I don't know where I found it, maybe in an old edition of Teleculinária magazine.
I'm talking about the batter of the crepes, because the filling will be choosen by your desire or by what is in the fridge or freezer (imagine these crepes with ice cream, for example, and a drizzle of chocolate topping!)

I'm following this recipe for years and as it does not take sugar I use it both for sweet and savory crepes.
At the solidarity event "Uma cozinha pela vida", in favor of the Portuguese League Against Cancer, that I've mentioned here, this was one of the suggestions I presented, with some changes to the original formula: olive oil instead of butter and soy milk instead of cow milk.

Both versions make very tasty crepes. Together with a quick compote of red fruit, now that we are in its season ... yummy!



As fotos deste mix foram tiradas no evento "Uma Cozinha pela vida", pela Marta e pelo Marlon Ayres.


Crepes com frutos vermelhos
+- 12 crepes

340 ml de bebida de soja (ou leite de vaca)
2 ovos L
50 g de azeite (ou manteiga derretida)
100 g farinha sem fermento
Sal ou Bonsalt qb
500 g frutos vermelhos (morangos, framboesas e mirtilos, por exemplo)
1 limão
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
Água qb
Azeite ou manteiga para untar a frigideira

Numa frigideira, colocar o açúcar e a água, deixar dissolver o açúcar e juntar os frutos vermelhos regados com um fio de limão. Quando começarem a caramelizar e a ficarem desfeitos, já com algum molho, retirar e reservar (demora apenas dois ou três minutos).
Colocar a farinha numa tigela, juntar os ovos e mexer bem com uma vara de arames. Juntar o leite ou a bebida de soja, mexendo sempre. Juntar o azeite e temperar de sal ou Bonsalt, mexendo bem.
Untar uma frigideira anti-aderente com azeite, deixar aquecer bem e com uma concha pequena colocar uma porção de massa de cada vez na frigideira. Espalhar a massa por toda a superfície e deixar cozinhar dos dois lados até ficar bem sequinha e dourada. Passar para um prato, colocar um pouco da mistura dos frutos vermelhos no centro, dobrar 2x e colocar mais um pouco de frutos por cima. Terminar com raspa de limão (opcional) e servir de imediato.

Nota: se o primeiro crepe se desfizer, não desanime, normalmente acontece-me isso e os seguintes saem perfeitos!

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Crepes with red fruit
+ -  12 crepes

340 ml of soy milk (or cow milk)
2 eggs L
50 g olive oil (or melted butter)
100 g plain flour
Salt or Bonsalt to taste
500 g red fruit (strawberries, raspberries, blueberries ...)
1 lemon
2 tablespoon brown sugar
Water qb
Olive oil or butter to grease the pan

In a pan, put the sugar and water, let dissolve the sugar and add the red fruit drizzled with lemon juice. When they begin to caramelize and become soft, already with some sauce, remove and reserve (it only takes two or three minutes).
Place the flour in a bowl, add the eggs and whisk well. Add milk or soy milk, stirring constantly. Add olive oil and season with salt (or Bonsalt), stirring well.
Grease a non-stick frying pan with olive oil, let it heat well and with a small ladle put a portion of batter at a time into the pan. Spread the batter all over the pan's surface and cook on both sides until dry and gold. Move to a plate, put a little of the red fruit mix in the center, fold 2x and put a little more fruit on top. Finish with lemon zest (optional) and serve immediately.

Note: if the first crepe is 'ruined' do not be discouraged, this usually happens to me and the following ones come out perfect!



29.5.13

Um crumble diferente para um evento especial.








































Os últimos dias (e a bem dizer as últimas semanas) têm sido bastante intensos por aqui.
Preparar workshops, dar workshops (e dar entrevistas...), desafios inesperados e algumas encomendas pelo meio.
O blog tem andado por isso parado, mas hoje tinha mesmo de vos trazer um post em modo de reportagem e uma receita especial.

Realizou-se no sábado passado o evento de que vos falei a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. "Uma cozinha pela vida" inseriu-se na iniciativa da Liga "Um dia pela Vida" e foi magistralmente delineado pela Mª João do Clavel's Cook, que convidou o Lume Brando para parceiro desta aventura.
Foi uma honra para mim participar e foi muito reconfortante chegar ao fim cansada, mas sentir toda a plateia entusiasmada e satisfeita.

A palestra do Dr. Bruno Maia, nutricionista e médico (que gentilmente se juntou a esta causa e que no dia aceitou de forma divertida ser nosso ajudante de cozinha) foi muito, muito interessante e reteve a atenção dos participantes, que puderam fazer perguntas e esclarecer diversas dúvidas.

A cooking lesson da Mª João foi deliciosa e pro como ela é, encantou todos os presentes: dos cogumelos à limonada de bagas goji, passando pelos brócolos salteados com amendoins, só se ouvia "Mmmmm.... que bom"!

Depois dos salgados, chegou a hora dos doces com pouco açúcar: crepes que levam azeite com frutos vermelhos, crumble natura e batido de anona (este último não pôde ser provado em todo o seu esplendor, pois as únicas anonas que consegui encontrar já se encontravam num estado algo duvidoso, o que foi uma pena, porque o batido com anona fresca e madura fica mesmo agradável e saboroso).
O crumble natura, adaptado de uma receita que vi no fantástico In the mood for food, fez imenso sucesso e é por isso a primeira receita de sábado a ter lugar aqui no blog.

Quero agradecer uma vez mais à Mª João por esta oportunidade, que para além de me ter permitido apoiar uma causa tão importante, obrigou-me a pesquisar e a aprender mais sobre hábitos alimentares saudáveis. Obrigada também a todos os que se quiseram juntar e contribuíram para o sucesso do evento: aos queridos participantes, à galeria 604 R/C, que cedeu o seu fantástico espaço, à Bonsalt, que forneceu o sal sem sódio especialmente indicado para hipertensos e ofereceu embalagens aos participantes, à Floresta Viva, que contribuiu com deliciosos cogumelos biológicos shitake, à Sabor da Fruta, que forneceu quase todos os legumes e frutas e, finalmente, à DeBorla, que ofereceu à Liga todos os utensílios de cozinha que utilizámos. Um agradecimento especial à Marta e ao Marlon Ayres pela cobertura fotográfica e audiovisual, que irá ajudar a perpetuar na nossa memória este evento tão especial, para não falar que sem as suas imagens este post não seria a mesma coisa.

Para ler o relato da Mª João Clavel sobre o evento é aqui.

E agora, toca a preparar os workshops para o Cozinha de Blogs!

PS: excepcionalmente, este post não foi traduzido para inglês.




























Crumble Natura
(adaptado daqui)

Para cerca de 6 taças pequenas

10 peças de fruta não muito grandes (ex.: pêssegos e bananas)
75 g de nozes
75 g de amêndoas com pele
Cerca de 15 tâmaras secas s/ caroço
Canela em pó qb
2 colheres de sopa de mel ou a gosto
Sumo de 1 laranja pequena
2 iogurtes tipo grego naturais sem açúcar
Chocolate preto para decorar

Levar a tostar as amêndoas numa frigideira anti-aderente.
Num processador de cozinha, colocar as amêndoas tostadas e arrefecidas, as nozes e as tâmaras descaroçadas e triturar em pedaços grossos (não triturar demasiado), até ficar com o aspecto de um crumble.
Passar para uma taça, juntar a canela e o mel.
Lavar, descascar e cortar a fruta em pequenos pedaços.
Regar com o sumo de laranja.
Triturar metade da fruta até ficar em puré e dividir pelas taças.
Colocar por cima fruta em pedaços e cobrir com o crumble. Servir com uma colherada de iogurte e raspas de chocolate preto.


15.5.13

Cupcakes de Lilliput // Cupcakes from Lilliput.


Gosto muito da combinação laranja & chocolate.
Gosto muito de lemon curd.
Não gosto nada de orange curd...

Mas gostava de gostar, porque estes cupcakes lilliputianos ficaram lindos e foram aprovados com distinção pelo provador-mor cá de casa.

A ideia de fazê-los surgiu no dia em que conheci a querida Mª João Clavel, do Clavel's Cook.
Já nos falávamos via facebook há algum tempo, descobrimos que morávamos perto e conhecíamos pessoas em comum, e um dia decidimos ir tomar um café. O encontro foi aqui, um espaço giro e com atendimento simpático e muitas coisas boas nas vitrines, incluindo uns docinhos parecidos com estes, engenhosamente feitos a partir de uma caixinha de chocolate frisado e vários recheios.

Nunca mais me saíram da cabeça. E como adoro chocolate e laranja, resolvi dar uma segunda hipótese ao orange curd. Mas, decididamente, há ali qualquer coisa incompatível com as minhas papilas gustativas.

Quem não apreciar, como eu, coalhada de laranja (julgo ser este o nome português para este creme), não desanime: já estou a imaginar estas caixinhas de chocolate recheadas com mousse, ganache, polpa fresca de fruta, creme pasteleiro aromatizado, e até minibolas de gelado... encarem este post apenas como uma sugestão!

E por falar em sugestão, no final do post deixo-vos mais uma: um evento de cozinha saudável, com palestra e cooking lesson, a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro. Será no Porto, no dia 25 de Maio. Informações e inscrições aqui!

//


I love the combination of chocolate & orange.
I really like lemon curd.
I do not like orange curd ...

I'd love to love it, because these Lilliputians cupcakes were beautiful and passed with distinction by my husband's demanding taste.

I came up with the idea of making them on the day I met dear Maria João Clavel, from Clavel's Cook. We were talking via facebook for some time, we discovered that we lived nearby and knew people in common, and one day we decided to go for a coffee in here - a very nice space with courteous service and many good things in the windows, including some sweets like these, ingeniously made ​​from little chocolate cases and various fillings.

Since them, they never left my head. And once I love chocolate and orange, I decided to give a second chance to orange curd. But, definitely, is there anything incompatible with my taste buds.

Who don't enjoy, like me, 'coalhada de laranja' (I believe this is the Portuguese name for this kind of custard), do not be discouraged: I'm already imagining these boxes stuffed with chocolate mousse, ganache, fresh pulp of fruit, flavored custards, and even ice cream ... Look upon this post just as a suggestion!

And speaking of suggestions, at the end of the post I make one more: an event on healthy cooking, with a lecture and a cooking lesson, in favor of the 'Portuguese League Against Cancer'. It will take place in Porto, on May 25th. Informations here!

Microcupcakes de chocolate e laranja

Para cerca de 16

16 caixinhas de chocolate frisado*
1 dose de orange curd ou outro recheio a gosto
Saco e bico pasteleiro em forma de estrela

Orange curd:
Raspa de 1 laranja
150 ml de sumo de laranja
1/2 chávena de açúcar
2 ovos
1 colher de chá de amido de milho (Maizena)
45 g de manteiga ou margarina

Leve ao lume num tacho todos os ingredientes bem misturados, excepto a Maizena e a manteiga.
Mexa sempre até começar a ficar mais espesso (cerca de 10/15 minutos). Retire uma colher de sopa do creme do tacho para uma tacinha e junte-lhe a colher de chá de Maizena. Desfaça bem a farinha no creme e verta de novo para a panela. Continue a mexer até engrossar (uns cinco minutos). Retire do lume e junte a manteiga partida em pedaços. Mexa até a manteiga estar bem derretida e dissolvida. Verta para um frasco, deixe arrefecer, e guarde no frigorífico pelo menos 12 horas antes de usar.

Disponha as caixinhas de chocolate num prato, encha o saco pasteleiro com o creme e recheie. Guarde-as no frigorífico se não forem para servir de imediato.

*Tomei o atalho e comprei-as aqui. Mas também pode fazê-las em casa: derreta chocolate, encha com este forminhas frisadas de silicone e retire de imediato o excesso, ficando apenas o fundo e as laterais das forminhas revestidos a chocolate. Leve a secar ao frigorífico e repita a operação para tornar as caixinhas de chocolate mais resistentes. Deixe secar novamente e descole as forminhas de silicone com cuidado.

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Chocolate and orange microcupcakes

For about 16

16 little chocolate cases *
1 batch of orange curd or other filling
Pastry bag and star-shaped tip 

Orange curd:
Zest of 1 orange
150 ml of orange juice
1/2 cup of sugar
2 eggs
1 teaspoon cornstarch
45 g of butter or margarine

In a saucepan, mix well all the ingredients, except cornstarch and butter, and cook them over medium heat, stirring constantly until it starts to get thick (about 10/15 minutes). Take a tablespoon of the curd into a little bowl and add the teaspoon of cornstarch, giving it a good stir. Pour this mixture into the pan again and keep stirring until thickened (about five minutes). Remove from the heat and add the butter in small pieces. Stir until the butter is well melted and dissolved. Pour into a jar, let cool and store in the fridge at least 12 hours before use.

Arrange the little chocolate cases on a serving plate, fill the pastry bag with the orange curd and fill the chocolate cases with it. Keep them in the fridge if not serving immediately.

* I took a shortcut and bought them here. But they can also be made at home: melt dark chocolate, fill little silicone cases with the melted chocolate and immediately remove the excess, leaving only the bottom and the sides of the cases coated. Let dry in the fridge and repeat with more melted chocolate to thicken the chocolate case. When dried, remove the silicon case carefully.





22.3.13

Spring calling!




















Este Inverno tem sido duro de roer.
Sou uma friorenta de primeira e naqueles anos em que a Primavera custa a chegar, passado algum tempo começo mesmo a ficar rabujenta, farta do peso dos casacos, das botas e dos cachecóis.

Os dias luminosos desta semana trouxeram-me alguma esperança, ainda que, pelo menos por aqui, o vento tenha impedido aquela sensação boa de aconchego ao sol.
Mas foi o suficiente para ficar com desejos de sobremesas mais leves e frescas.
Como esta mousse de morango, feita com a ajuda dos meus dois piratas, que estas férias da Páscoa pediram para ter "aulas de culinária".
A receita encontrei-a numas fotocópias muito antigas que uma vez me ofereceram, só com receitas de mousse, mas sem referência a fonte ou autor.

A textura da mousse não é perfeita (estou tentada a usar gelatina da próxima vez), mas o sabor faz disso um pequenino detalhe.
Comi-a em duas versões: quando começa a derreter, mas ainda tem partes geladas (deixei-a mais horas no congelador do que diz a receita), e depois de passar do congelador para o frigorífico, quando após umas boas horas o sumo dos morangos foi parar ao fundo da taça, ficando uma nuvem fofa por cima.
Das duas vezes, achei-a deliciosa. E os piratas também.

Oh não... parece-me ouvir chuva lá fora...

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This winter has been hard to crack.
Cold weather and I do not get along very well and in those years when spring seems to be late, I become really grumpy, tired of the weight of coats, boots and scarves.

This shining week cheered me a little, even though, at least around here, the wind didn't let us feel that cosy warmth in the sun.
But it was enough to awaken my cravings for lighter and fresh desserts.
As this strawberry mousse, made ​​with the help of my two pirates, whom these Easter holidays have asked for "cooking classes".

I found the recipe in old photocopies that once someone offered me, but without reference to a source or an author.
The texture of the mousse is not perfect (I'm tempted to use gelly next time), but its great flavor makes this a small detail.
I ate it in two versions: when it starts to melt, but still has ice cold parts, and after going from the freezer to the fridge, when after a few good hours the strawberries juice went to the bottom of the cup, leaving a fluffy cloud in the top.
Both times it was delicious. And the pirates agreed.

Oh no...  it's raining again...








































Mousse de morango
(para cerca de 8 taças pequenas)

125 g de açúcar
1 clara de ovo L
2 iogurtes naturais
375 g de morangos (já limpos e sem pé)
Alguns morangos para decorar
Sumo de limão qb
Sal qb

Num robot de cozinha ou com a varinha mágica, reduza os morangos a puré juntamente com 100 g de açúcar e um fio de sumo de limão.
Junte os iogurtes batidos previamente.
Bata a clara em castelo, a meio do processo junte-lhe o restante açúcar (25 g) e umas pedrinhas de sal. Envolva com cuidado a clara na mistura dos morangos.
Verta para uma taça grande ou tacinhas individuais e leve ao congelador cerca de duas horas, passando-as depois para o frigorífico mais algumas horas (se aguentar não comer logo!)

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Strawberry mousse
(about 8 small cups)

125 g sugar
1 egg white (L)
2 natural yogurts
375 g ripe strawberries (clean and no stalks )
Some strawberries to decorate
Lemon juice
Little pinch of salt

In a food processor or with a hand blender, puree the strawberries along with 100 g of sugar and a drizzle of lemon juice.
Beat the yogurts and add them to the strawberry mash.
Beat egg white until firm and fluffy, adding the remaining sugar (25 g) and a little pinch of salt halfway through beating. Fold in carefully into the mixture of strawberries.
Pour into a large bowl or individual little cups and take them to the freezer about two hours, then transfer to the fridge a few hours more (if you can resist!)