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Viena e uma receita para o Natal.


 



































































Uma viagem de trabalho do G. a Viena, há umas semanas atrás, transformou-se numas miniférias a dois.
A altura não podia ter sido melhor, com a cidade já envolta numa alegre e colorida atmosfera natalícia.

Deu para perceber que esta é uma época muito importante para os austríacos, na sua maioria católicos. Nas ruas do centro não faltam iluminações, as coroas de advento vendem-se em todo o lado e os mercados de natal surpreendem-nos a cada esquina. Estes são uma espécie de feiras de artesanato, onde se destacam as bancas que vendem bolas e outros enfeites de natal - lindos mas caríssimos - e as bancas que servem os famosos punsch e glühwein, as bebidas quentes que ajudam os grupos de amigos e as famílias que se juntam nas praças ao fim da tarde, a afastar o frio.

Já não nos lembrávamos de andar tanto a pé. A cidade é bem maior do que imaginávamos e, apesar da excelente rede de transportes públicos, caminhar pareceu-nos a melhor maneira de ficar a conhecê-la.
O resultado, para além dos músculos cansados e da alma cheia de mundo, foram centenas de fotografias, que só agora consegui seleccionar.

Algumas ajudam a ilustrar o meu toptwelve desta visita a Viena:

1. Os mercados de natal e o ambiente mágico que neles se vive, com destaque para o da Rathaus;
2. Os cafés e o café (gostei especialmente do Kleines Café, com uma atmosfera muito informal e intimista e onde, só agora descobri, foi filmada uma cena do filme 'Antes do Amanhecer', com o Ethan Hawke e a Julie Delpy);
3. A missa de domingo na Capela Imperial do Palácio Hofburg, com um grupo de canto gregoriano, os Pequenos Cantores de Viena e um organista da Filarmónica de Viena;
4. A divertida visita guiada ao edifício da Ópera (acho que tivemos sorte com o guia);
5. Os mercados, especialmente o Naschmarkt;
6. A subida à cúpula da Karlskirche, onde se podem apreciar os frescos a muito pouca distância e ainda ter uma panorâmica sobre a cidade (ainda que seja aos quadradinhos, devido à rede de segurança);
7. O Museum Quartier, com vários museus, lojas e um ambiente cosmopolita fresco e moderno que contrasta com as clássicas atracções da cidade;
8. Os Palácios Schloss Schönbrunn e Belvedere, sobretudo pela forma como foram implantados, com espaço à volta e vista sobre a cidade (num dos Palácios Belvedere pode ver-se o beijo mais famoso do mundo, de Gustav Klimt e no Schönbrunn há esquilos simpáticos);
9. A simpatia dos austríacos, que fisicamente são mais parecidos connosco do aquilo que eu poderia imaginar;
10. As lojas Blaulicht e Kokon, onde me senti uma criança numa grande loja de brinquedos, com vontade de comprar tudo, mas onde comprei apenas duas singelas colheres de café e uma pequena rena prateada;
11. As castanhas que se vendem na rua, enormes e doces, que não sujam as mãos pois são assadas em fogareiros a gás;
12. O jantar inesperado no Zweitbester, um restaurante industrial chic que encontrámos por acaso e onde comemos muito bem sem pagar muito - o meu risotto de castanha estava delicioso e o peixe, de rio, que o G. escolheu, também.

E agora a receita. Inspirada nesta viagem.
Na segunda visita que fiz ao Naschmarkt, descobri uma banquinha liderada por dois rapazes novos que vendiam doces com aspecto caseiro. Os que mais me chamaram a atenção foram umas rodelas rústicas de chocolate cobertas com amêndoa caramelizada, o tamanho era pouco maior do que uma bolacha maria. Havia em todas as versões: chocolate preto, branco e de leite. Perguntei quanto custavam e disseram-me que era ao peso. Pegaram numa, como exemplo, e colocaram na balança, informando-me de que aquela passava dos 3 Euros. Sorri de olhos arregalados, agradeci, mas não comprei, decidida a tentar fazê-las eu, assim que voltasse.

Aqui estão elas: uma espécie de florentinas simplificadas, quem nem de forno precisam e que podem transformar-se num mimo de natal, com imensas variações.
Desta vez fiz só com chocolate preto e amêndoa, mas já estou a magicar usar pistáchios, sultanas e casca de laranja cristalizada...







'Pseudoflorentinas' de chocolate e amêndoa

Para cerca de 10

200 g de chocolate de culinária
50 g de miolo de amêndoa laminado (ou aos palitos)
1/2 colher de sopa de manteiga ou margarina
1 a 2 colheres de sopa de açúcar amarelo

Numa sertã, colocar o açúcar e a manteiga. Deixar derreter a manteiga, mexer bem e juntar a amêndoa.
Deixar cozinhar em lume médio, até a amêndoa começar a caramelizar e ganhar uma cor bonita, mexendo sempre com cuidado, para não partir as láminas de amêndoa e ficarem douradas por todo.
Retirar do lume e deixar arrefecer sobre uma folha de papel vegetal.
Levar o chocolate a derreter em banho-maria, tendo atenção para que a água do tacho não toque no recipiente do chocolate.
Quando o chocolate estiver bem derretido, verter colheradas sobre papel vegetal (usei uma colher de sopa, para círculos com cerca de  6 cm.
Espalhar por cima a amêndoa já arrefecida.
Se sobrar chocolate, passar uns fios sobre as bolachas para 'prender' melhor a amêndoa.
Deixar secar bem.
Destacar do papel vegetal com cuidado, embrulhar e oferecer!