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Tudo no sítio.



Como é que não descobri este sítio antes?! Enquanto fico a procurar explicações decentes para este enigma que não pára de me torturar, surpreendam-se, babem-se e inspirem-se com o fantástico Jamie Oliver. Ah, dizem-me que há um progama dele a passar ao fim-de-semana na 2, mas tenho falhado sempre. Fica a consolação de saber que existem DVDs à venda. Está tudo aqui, no sítio.
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Me gusta, no me gusta...

O Degusto, o restaurante que pertence à loja “Vinho & Coisas” e que fica mesmo ao lado desta, em Matosinhos, foi o cenário do meu primeiro jantar romântico “pós-parto”. Dez meses depois, lá consegui mentalizar-me de que o piolho não ia sentir a nossa falta, entretido com os mimos do verdadeiro batalhão de familiares que, mal feito o pedido, se voluntariou para o baby-sitting (leia-se: dez meses depois, lá consegui mentalizar-me de que não me ia custar assim tanto separar-me do piolho duas ou três horas num sábado à noite). Lá fomos. Quando me perguntam se gostámos, digo que sim mas que ficámos um pouco desiludidos, sobretudo com a comida, até porque íamos com uma grande expectativa. Afinal, um restaurante que ganha um prémio de excelência da revista “Wine Spectator”, ainda que seja respeitante à sua “outstanding” carta de vinhos, não pode ter má cozinha. Mas vamos lá aos mais e aos menos, armada que estou em crítico de restaurantes e gastronomia (haverá profissão melhor?).

Gostei mais: do serviço, sobretudo da simpatia de quem nos atendeu; do vinho a copo; do Muxagat branco de 2003 que acompanhou a entrada; dos copos Schott Zwiesel; da minha entrada apesar de achar que o queijo podia estar ainda mais derretido (queijo scamorza em pão de azeitona com cogumelos e cebola); da sobremesa que a minha companhia escolheu (uma espécie de vulcão de chocolate em plena actividade); das cadeiras confortáveis.

Gostei menos: do ambiente frio da sala (cheguei a desejar o meu casaco que tinha ficado no bengaleiro); da acústica desta (o enorme pé direito do espaço faz com que fique um pouco barulhento); do risotto de pato (um pouco salgado para o meu gosto), da minha sobremesa (um zabaione que sabia demasiado a farinha maizena e cujos frutos silvestres me pareceram dos congelados).

Mas podem ficar a conhecer melhor o Degusto aqui.

Passarinhos precisam-se.





Pois é, vou mudar de casa. Mas ainda não consegui vender o que tem sido o meu ninho nos últimos dois anos e meio. Passarinhos precisam-se. O T2 é muito simpático, quer em área, quer em acabamentos, mas claro que sou suspeita a falar. Tem uma boa suite, aquecimento central, roupeiros em todos os quartos e no hall, uma casa de banho de serviço com duche, cozinha gira equipada e sala de 26 m2 com varanda virada a poente. Sem esquecer a garagem fechada, os arrumos, os elevadores panorâmicos e uma prestação de condomínio em conta. Tudo pela módica quantia de 125 mil euros, estando apenas a três minutos do Metro, bem no centro da Maia (tempo cronometrado a empurrar um carrinho de bebé).

Casa Viva.

Uma confidência que de gastronómica tem apenas o indispensável “qb”: ainda não me mudei para a casa nova (leia-se apartamento) e já penso em alterar tudo. Mas compreende-se: as circunstâncias da compra levaram a que nada do projecto inicial fosse alterado. Ou seja, vamos ter que, pelo menos por uns tempos, levar com aquelas torneiras de design duvidoso, com aqueles resguardos de duche pouco apelativos e com os interruptores que tanta confusão fazem ao meu homem grande. Quanto aos insossos azulejos da cozinha, são mesmo difíceis de engolir, por isso preparamo-nos para adjudicar a grande empreitada que permitirá pintá-los. Os electrodomésticos (nomeadamente o combinado Siemens todo em aço inox de dois metros de altura, lindo de morrer) prometem dar à ‘casa das máquinas’ um ar mais interessante. Mas sabe-me a pouco. O que eu queria mesmo era uma daquelas cozinhas de revista com máquina de café encastrável, gavetas de aquecimento (para manter as chávenas e os pratos quentes e até para levedar massas), um forno extra a vapor e claro, uma ilha com exaustor em campânula e placas dominó, incluindo uma especial para wok. Vou ali jogar no Euromilhões e já venho.

Receita #7



Pato com Ameixas e Mel

Uma receita de um curso de culinária frequentado por uma amiga, que depois decidiu partilhar com os amigos, que depois gostaram, e que depois lhe pediram a receita, e que depois uma amiga que tem este blog resolveu partilhar com os seus resistentes frequentadores. Obrigada S.


Antes de mais: esta receita é muito fácil de elaborar e faz uma "vistaça". Com a vantagem de lhe podermos chamar "Magret de pato com ameixas e mel", o que soa sempre muito bem ;)

Ingredientes

• Peito de pato (em francês, "magret")
À partida, 1 peito dá para 2 pessoas, mas o melhor é olhar para ele(s) e calcular mentalmente. Nem sempre é fácil encontrar peitos de pato fresco, mas já encontrei no Continente e no Jumbo, por exemplo. Se não encontrar fresco procure congelado.
• Ameixas pretas secas (cerca de seis para cada peito)
• Sal e pimenta
• Azeite
• Vinagre Balsâmico
• Mel
• Fio de cozinha

Preparação

Retirar as gorduras em excesso (e o que restar das penas!) dos peitos de pato, conservando-lhes a pele. Fazer um rasgo, ao comprimento, na carne do peito e rechear com algumas ameixas sem caroço. Fechar o peito com fio do norte ou de cozinha (ou então com palitos). Colocar num recipiente que possa ir ao forno, temperar com bastante sal e pimenta acabada de moer e um fio de azeite. Pulverizar com vinagre balsâmico e por fim barrar com mel os peitos de pato, que devem ficar a marinar uma a duas horas neste líquido. Virar de vez em quando os peitos de pato para que o tempero fique homogéneo. Aquecer o forno na temperatura máxima. Levar o pato ao forno com a pele virada para cima. A receita original diz que durante a cozedura - de apenas 7 minutos! - o forno deve ficar só com a posição grill ligada (eu normalmente faço batota e deixo ficar mais tempo no forno e nem sempre coloco na posição grill...).
Servir partido em fatias finas, acompanhado de arroz branco (o da foto fiz com pinhões e passas) e salada de alface, rúcula e tomates-cereja.

Dois mil e seis.

Que número grande e gordo. Nem acredito que já estamos aqui.
Depois de um dois mil e cinco um pouco afastado dos tachos e das boas mesas alheias, aqui ficam duas resoluções de ano novo: cozinhar mais e melhor e retomar as jornadas gastronómicas, agora a três. E acho que vamos começar por uma visita ao “O Abocanhado”, em Brufe, nas Terras do Bouro (Gerês). Depois de ter lido uma notícia no jornal sobre o prémio de arquitectura que o edifício deste restaurante ganhou em Miami, hoje pela manhã a TSF dedicou-lhe largos minutos de antena. E apesar de apenas ter sido referido o lado arquitectónico da coisa - pela sua integração exemplar na paisagem em sucalcos junto ao rio Homem e perto da barragem de Vilarinho das Furnas, que lhe valeu o tal prémio e referências em várias publicações internacionais - fiquei logo com água na boca.