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26.8.16

O bom sabor das férias.





























De  volta à rotina, depois de uns deliciosos dias de férias em família, trago-vos receitas da época, perfeitas para encerrarmos agosto em grande.

Todos os nossos verões têm ficado marcados por uma ou duas receitas, que as férias ajudam a colocar na categoria dos hits desse ano. Foi o caso desta já antiguinha salada de figos, presunto e queijo de cabra, dos granizados de espumante no ano que em que comprei a Bimby, ou dos tomates-cereja assados, que ainda hoje são das minhas iguarias favoritas.

2016, por sua vez, vai ficar associado a estes camarões crocantes [com maionese de coentros] e a esta limonada de pepino, tantas foram as vezes que os fiz. Uma dessas ocasiões foi no Fresquinho, um evento gastronómico integrado no Festival oito24, em Espinho, no qual tive o prazer de participar com um showcooking, no início de agosto.

Sei que sou suspeita, por gostar tanto de cozinhar (e de comer!), mas acredito que as memórias ligadas aos sabores e aos aromas da comida são aquelas que nos proporcionam as recordações mais reconfortantes. Por exemplo, há um cheiro característico de café, que só raramente vem até mim, e que me faz recuar aos dias em que eu, pequenita, brincava em casa de uns tios queridos. É uma sensação tão boa. Um pouco nostálgica, é certo, mas capaz de me transportar a momentos muito felizes.

Com as receitas das férias é um pouco a mesma coisa e não há fotografia que chegue ao poder interior de uma memória cheia de sabor, sobretudo se tiver sido construída num momento de partilha e 'pura vida', para usar a expressão da Costa Rica, um país que quero muito visitar.

Mas claro, as imagens ajudam a manter as lembranças vivas, e cá estão elas: as fotos e as receitas dos pedidos que mais vezes chegaram à cozinha do Lume Brando por estes dias.

Espero que gostem e, já agora, me contem quais as vossas receitas favoritas deste verão. E fica a promessa: em breve partilho as outras duas receitas que levei ao showcooking de Espinho: guacamole com pão de milho torrado. Yummy!




CAMARÕES CROCANTES NO FORNO COM MAIONESE DE COENTROS
P/ cerca de 4 pessoas como entrada/aperitivo

500 g de camarão 60/80, idealmente com casca
1 chávena almoçadeira de pão rústico ralado em casa (aromatizado com alho e salsa, por ex.)
1 fio de azeite
Sal qb
Pimenta preta acabada de moer qb
Raspas de limão qb

Para a maionese:
1 ovo à temperatura ambiente
200 ml de óleo de girassol
40 ml de azeite extra virgem
1 colher de sobremesa generosa de mostarda de Dijon
2 colheres de sopa de coentros picados
1 colher de chá de ketchup (opcional, mas recomendável)
Raspa de limão qb
Sal qb
Pimenta preta acabada de moer qb

Pré-aqueça o forno nos 200º.
Descasque os camarões. Seque-os bem em papel de cozinha, coloque-os numa taça e envolva-os num fio de azeite. Tempere-os com um pouco de sal e pimenta preta, junte um pouco de raspa de limão e envolva-os por fim no pão ralado.
Coloque-os num tabuleiro grande, sem ficarem sobrepostos, e leve-os ao forno durante cerca de 8 minutos. A meio da cozedura, vire os camarões para que fiquem crocantes por todo (os camarões devem ficar com uma textura al dente e o pão ralado deve ficar seco e dourado). No último minuto, passe a assadeira para um nível superior e ligue a função grill com ventoinha, para acelerar e garantir que o pão ralado fica o mais crocante possível.

Entretanto, prepare a maionese.
Comece por picar os coentros e reserve.
Coloque o ovo no copo da varinha mágica. Junte a mostarda, um pouco de sal e pimenta preta, o óleo e o azeite. Mergulhe a varinha mágica no copo, ligue-a e, lentamente, vá emulsionando a mistura, num movimento de baixo para cima. Quando estiver bem ligada, passe para uma taça e junte o ketchup, os coentros picados e as raspas de limão. Prove e retifique os temperos, se for caso disso. Sirva com os camarões acabados de sair do forno.

Notas:
- Como repeti várias vezes a receita já depois de a ter testado e levado ao Fresquinho, fui fazendo ajustes e talvez não esteja totalmente igual à que foi facultada aos espetadores do festival;
- O passo de secar bem os camarões é fundamental para que fiquem crocantes;
- Se usarem camarão com casca, aproveitem as cabeças e as cascas para fazer um fumet simples e depois utilizem-no numa sopa de peixe ou marisco.





LIMONADA DE PEPINO
Para uma dose generosa, a servir num dispensador de bebidas

Cerca de 3 litros de água (de preferência fresca)
Sumo de 2 ou 3 limões, consoante o seu seu teor de sumo
1 pepino
Açúcar amarelo a gosto
2 paus de canela (opcional)
Gelo

Descasque o pepino como se fosse para salada, deixando algumas linhas de casca, e corte-o às rodelas finas. Coloque-as num jarro grande ou dispensador de bebidas.
Junte o açúcar, os paus de canela partidos ao meio, o sumo de limão e a água fresca.
Mexa bem e prove para ver se necessita de mais açúcar, mais água ou mais sumo de limão.
Deixe repousar uns 30 minutos, para que o sabor do pepino e da canela se difundam.
Junte bastante gelo, mexa bem e sirva.

Notas:
- Como repeti várias vezes a receita já depois de a ter testado e levado ao Fresquinho, fui fazendo ajustes e talvez não esteja totalmente igual à que foi facultada aos espetadores do festival;
-  A adição do pepino transforma completamente a limonada, dando-lhe uma frescura extra surpreendente;
- A canela não é absolutamente essencial mas confere à limonada um toque exótico bastante interessante, sobretudo para quem gosta desta especiaria.







8.7.13

Bater o calor. // Beat the heat.








































Este post vai ter pouca linhas, porque este calor bloqueia não só quem escreve, mas também quem lê.
Serve só para sugerir um batido que pode funcionar como uma brisa refrescante nestes dias de canícula.

A anona não é um fruto muito comum nas nossas cozinhas, até porque tem de ser importado*, mas está referenciado como um dos melhores aliados na alimentação preventiva da doença cancerígena e durante o seu tratamento.

Criei este batido quando andava a pesquisar e a testar receitas para este workshop, e foi uma agradável e fresca surpresa!

*Fãs atentas do LB no facebook comentaram que há anonas nos Açores e na Madeira! As que eu tenho comprado são importadas, pelo menos foi o que me disseram na frutaria. Nem sempre há e são caras. É uma pena que a 'nossa' anona não esteja mais divulgada. Se fizermos uma pesquisa rápida na net, as primeiras referências vão para as anonas do Brasil e de outras zonas de climas tropicais.

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This post will have just a few lines, because the high temperatures block not only the writer, but also those who read. Serves only to suggest a smoothie that can function as a refreshing breeze in these heat wave days.

The soursop is a rare fruit in our portuguese kitchens, it has to be imported*, but is listed as one of the best allies in a cancer preventive diet and during its treatment.

I created this milkshake when I was researching and testing the recipes for this workshop, and it was a pleasant and fresh surprise!

* Fans of  LB on facebook commented that there are soursops in Azores and Madeira! The ones I've bought were imported, at least that's what they said to me in the shop. They aren't easy to find and a bit expensive. It's a pitty that 'our' soursop isn't well-known. If we do a quick search on the net, the first references go for soursops from Brazil and other tropical areas.








































Batido fresco de anona
Para 2 copos médios

150 g de anona descascada e limpa de pevides
150 ml de bebida de soja
Fio de limão para a anona não oxidar
Açúcar amarelo a gosto
Canela em pó qb
Cubos de gelo - cerca de 12

Juntar todos os ingredientes, incluindo o gelo, num processador de alimentos e triturar até ficar um líquido espesso, uniforme e macio.
Servir de imediato com uma palhinha.

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Soursop smoothie
About 2 medium glasses

150g peeled and seeded soursop
150 ml soymilk
A few lemon juice drops
Brown sugar to taste
Cinnamon to taste
Ice cubes - about 12

Add all ingredients, including ice, in a food processor and blend until you get a uniform and soft mixture. Serve immediately with a straw.





21.7.06

Cheira a café.

Pensavam que a Beira Douro era uma marca de café foleirita e provinciana, disponível apenas em cafés de aldeia?
Eu também pensava. Até que provei o melhor capuccino da minha vida e descobri que a Beira Douro é uma torrefacção portuguesa de café com muito know-how. E com muita paixão por aquilo que faz, como acontece na maioria das empresas familiares de sucesso.