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Amarelo limão.


































Mais uma festa de família.
Desta vez, uma celebração dupla: aniversário e profissão de fé da minha sobrinha L.

Ando apaixonada pelo amarelo nos bolos e uma vez que no seu baptizado (custa a acreditar que isso foi já há 13 anos!), o amarelo foi a cor dos convites e do laço da vela, a cor para tornar este dia ainda mais especial foi fácil de escolher.

E quando penso em amarelo, penso em limão.

O bolo maior era por isso de limão: húmido porque regado com xarope de limão e delicioso porque recheado com lemon curd. Para os fãs de limão inveterados, como eu, segue a receita mais abaixo.

Os queques eram os de iogurte de que já falei aqui, mas desta vez acrescentei raspas de limão à massa. Para colar as flores de pasta de açúcar, usei um pouco de chocolate branco derretido.

Quanto à grinalda feita de naperons de papel, é a prova de que em (muito) pouco tempo e com (muito) pouco investimento, se pode fazer uma mesa catita...



Bolo de limão
(Receita original aqui)

250 g de manteiga ou margarina amolecida
250 g de açúcar
250 de farinha com fermento
4 ovos
2 colheres de sopa de leite
Raspa de 2 limões

Para o xarope de limão:
4 colheres de sopa de água
4 colheres de sopa de açúcar
Sumo de 2 limões


Para o lemon curd (a minha receita):
100 ml de limão
3 ovos
150 g de açúcar
1 colher de sopa de raspas de limão
60 g de manteiga à temperatura ambiente

Começar por fazer o lemon curd (com pelo menos 1/2 dia de antecedência)
Levar ao lume os ovos bem misturados com o açúcar e o sumo de limão.
Mexer sempre para não ganhar grumos (para não correr riscos, faça-o em banho-maria), até engrossar.
Deve demorar cerca de 10 minutos. Retirar do lume e incorporar a manteiga em pedaços e a raspa de limão. Mexer até a manteiga estar bem derretida e dissolvida no creme.
Passar para frascos esterilizados, tapar, deixar arrefecer e refrigerar. Dura cerca de 15 dias no frigorífico.


Pré-aquecer o forno nos 180º.
Forrar com papel vegetal e untar 2 formas de 18 ou 20 cm.
Numa taça bater bem a manteiga ou a margarina até ficar cremosa.
Juntar os restantes ingredientes pela ordem indicada e misturar bem com uma colher de pau ou batedor de varas até ficar uma massa ligada.
Distribuir pelas formas e levar ao forno cerca de 30-35 minutos ou até terem crescido e estarem firmes no centro (pode fazer-se o teste do palito: ele sairá sempre húmido de gordura, mas desde que não saia com migalhas de bolo, à partida estará pronto).

Para o xarope, levar ao lume a água com o açúcar, deixar dissolver e ferver durante um minuto. Retirar do lume e juntar o sumo de limão.
Assim que os bolos saírem do forno, regá-los com o xarope, com eles ainda nas formas e deixar arrefecer totalmente sobre uma grade de bolos.
Quando arrefecidos, desenformar um dos bolos no prato de servir, espalhar lemon curd, desenformar e colocar o outro bolo por cima. Usar uma cobertura a gosto ou a sugerida aqui na receita.

Nota: para este bolo, usei uma forma quadrada de 18 e fiz duas doses da receita. Como cobri com pasta de açúcar, deixei arrefecer primeiro os bolos, depois de desenformados, abri cada um deles ao meio e reguei com o xarope morno cada uma das partes já bem frias, pois tive medo que depois fosse difícil trabalhá-lo e passá-lo da base de trabalho para o prato de servir.


A simplicidade em forma de queque.






Tão simples, tão fáceis, tão bons.

A receita é da Leonor de Sousa Bastos, o que significa que antes de colocarmos o avental, já estamos com um sorriso nos lábios e optimistas quanto ao sucesso da empreitada.

À partida têm todos os ingredientes necessários em casa, mas se não for o caso, corram a comprá-los e façam-nos assim que puderem. Não se irão arrepender. Sobretudo se tiverem crianças por perto...








































Queques rápidos de iogurte
(Receita original aqui)

Para 12, em formas de papel médias, das que cabem nas cavidades dos tabuleiros de queques

200 g de farinha T55

7 g de fermento tipo Royal

180 g de açúcar

125 g de iogurte natural sem açúcar*
(1 iogurte tamanho normal)

100 g de manteiga derretida
1 ovo
1 gema
1 colher de chá de essência de baunilha (usei extracto)


Pré-aquecer o forno a 180º.

Distribuir as forminhas de papel pelo tabuleiro de queques.

Peneirar a farinha com o fermento e juntar-lhes o açúcar, misturando bem.
Noutra taça, bater o ovo, a gema, a manteiga, o iogurte e a baunilha só até se ter obtido uma mistura homogénea.
Juntar os ingredientes secos aos húmidos rapidamente, sem bater demasiado.

Distribuir a massa pelas forminhas (usei uma colher de gelados)
.
Cozer durante cerca de 20 minutos ou até que um palito inserido no centro do queque saia seco.

Deixar arrefecer um pouco, retirar as forminhas do tabuleiro e deixar arrefecer completamente sobre uma grade de bolos.


*Nos comentários ao post da Leonor, encontram vários testemunhos sobre variações no sabor do iogurte. Para a próxima, seja com iogurte natural ou de aroma, vou juntar pepitas de chocolate :)

"Choc, choc, chocolate"













































Não sou de grande apetite
Mas tenho fomes assim
Entre o lanche e o jantar
Entre a cama e a despensa

Porque a voz do chocolate
Está sempre a chamar por mim

Sou xexé por chocolates
Oh lá lá, melhor que chicha
Ovinhos, línguas de gato
Barras de 20 quilates

Viro logo cachalote
Nunca chega uma tablete
Para laricas de choc

Não sou de grandes petiscos
Como e não choro por mais
Debico como os pardais
Mas não resisto ao apelo
Do cheirinho a chocolate
Nas minhas fossas nasais
(...)

Chocolantando, me encharco
E de cacau não me farto...

Sou xexé por chocolates
Oh lá lá, melhor que chicha
Ovinhos, línguas de gato
Barras de 20 quilates

Viro logo cachalote
Nunca chega uma tablete
Para laricas de chocolate
Choc, choc, chocolate...

(...)


"Chocolatando" - Clã (Disco Voador)
Letra de Regina Guimarães




Devil's Food Cake com cobertura gulosa de chocolate
(bolo - receita de David Lebovitz; cobertura - receita do livro Chocolate)

Para o bolo:
70 g de cacau em pó
200 g de farinha sem fermento
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 de colher de chá de fermento em pó
125 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
250 g de açúcar (usei amarelo)
2 ovos L (usei 3 ovos M)
1/2 chávena de café forte ou água
1/2 chávena de leite

Para a cobertura:
175 g de chocolate negro ou de culinária
75 g de chocolate de leite
3 colheres de sopa de açúcar amarelo
300 ml de natas (tinha-me esquecido de referir que usei só 200 ml - 1 pacote - e não me arrependi!)

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Untar e polvilhar com farinha duas formas de 20 ou 22 cm e forrar-lhes o fundo com papel vegetal que se unta e polvilha também.
Peneirar para uma taça o cacau, a farinha, o sal, o bicarbonato de sódio e o fermento.
Na taça da batedeira eléctrica, bater a manteiga e o açúcar até estar cremoso e fofo.
Adicionar os ovos, um a um.
Juntar metade dos ingredientes secos à mistura de manteiga e açúcar. Adicionar o café e o leite, misturados antes à parte. Adicionar por fim os restantes secos.
Dividir a mistura pelas duas formas e levar ao forno cerca de 25 minutos ou até um palito sair seco quando espetado na parte central dos bolos.

Enquanto o bolo arrefece, prepare o recheio e a cobertura:
Derreter os chocolates partidos em pedaços em banho-maria.
Retirar do calor e juntar o açúcar e as natas, mexendo bem.
Deixar arrefecer e usar para rechear e cobrir o bolo.

Nota: desta experiência, que serviu para cantarmos os parabéns ao pai do G., gostei mais do creme da cobertura e do recheio do que do bolo, apesar do seu sabor intenso e da sua textura perfeita, com migalhas grandes húmidas (à falta de melhor descrição). Há quem diga que esta receita norte-americana foi assim baptizada por oposição ao 'Angel Food Cake' - um bolo branco, muito leve e fofo.

Party time.





Enquanto não consigo preparar um post com receita, aqui ficam algumas das coisas que têm saído da cozinha do LB.

O bolo do Panda e o bolo de baptizado já foram feitos há algum tempo e publicados no facebook, mas ainda não tinham tido o seu espaço aqui no blog.

O da primeira foto foi feito hoje, para uma afilhada, e devo dizer que estou a adorar a cor amarela nos bolos.
Talvez porque combine com a Primavera e me faça lembrar o sol que teimava em não aparecer nas últimas semanas...

Em nome da Mãe.




























































Flores para as mães.
Para a minha e para a do G.
E que sortudos somos em tê-las.
Flores doces, como se querem os nossos laços e os nossos dias.

Fiz o bolo numa forma quadrada e cortei os bolos com um cortador redondo de bolachas, dois círculos para cada um, com recheio a uni-los.
Noz e doce de ovos, porque são sabores apreciados por ambas.
Depois de barrados com ganache de chocolate, para ficarem com um acabamento mais perfeito, cobri-os com a pasta de açúcar e decorei com as flores, também em pasta de açúcar.
As sobras de massa foram congeladas e um dia destes pode ser que se transformem em cake pops.

Os pratos de pé das fotos foram improvisados: o pé é um castiçal.
Desta vez foram usados apenas para a fotografia, mas se os quisesse colocar na mesa, teria colado o prato ao castiçal com fita cola dupla, daquela almofadada.

Uma semana tranquila e doce para todos.


Almendrados de noz?



Andei às voltas com o nome a dar a estas bolachas ou bolinhos.
Almendrado vem de amêndoa e numa primeira impressão 'almendrados de noz' pode parecer estranho.
Mas olho para estes doces e julgo que almendrados é a palavra que melhor os descreve, quer pelo aspecto quer pela textura.

Na Páscoa, fi-los com amêndoa - podem vê-los aqui - mas há uns dias resolvi repetir e fazer também uma dose com nozes.
Ficaram mais húmidos por dentro, com um sabor mais intenso e houve grandes apreciadores de amêndoa cujo coração balançou...



"Almendrados" de noz e chocolate
(a receita original está neste livro)

Para cerca de 24

2 claras
100 g de açúcar fino
125 g de miolo de noz moído
50 g de chocolate negro ralado (usei de culinária)
Pedaços de noz para decorar
Folha de obreia (opcional, se é do norte pode comprá-la aqui ou aqui)

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Forrar um ou dois tabuleiros (consoante o tamanho) com papel vegetal ou papel de obreia (hóstia).
Bater as claras em castelo. Quando já estiverem bem fofas e brancas, juntar aos poucos o açúcar.
Continuar a bater até ficar espesso e brilhante.
Envolver suavemente o chocolate ralado e a noz em pó.
Colocar este preparado num saco pasteleiro com um bico largo liso (ou usar um saco de congelação e cortar-lhe uma das pontas) e fazer círculos de massa sobre o papel vegetal ou folha de obreia, com cerca de 4 cm de diâmetro e bem separados uns dos outros, pois vão crescer bastante no forno.
Colocar um pedaço de miolo de noz no centro de cada bolinho.
Levar ao forno cerca de 15 minutos ou até estarem firmes ao toque.


Se usar a folha de obreia, é fácil destacar os almendrados, depois de arrefecidos: basta fazer alguma pressão na bolacha, de baixo para cima, e a hóstia acabará por ceder à sua volta. Se preferir pode usar uma tesoura.