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Páscoa, continuação.




Páscoa não é Páscoa sem doces.
Por isso, ainda que depois a balança apresente a conta, aproveito a desculpa da tradição para mimar os gulosos da família, eu incluída.

Este bolo foi uma das sobremesas que levei para o almoço de domingo em casa dos meus sogros.
Não foi a primeira nem a segunda vez que fiz esta receita, só que até agora não tinha tido tempo de lhe tirar o retrato.
É muito fácil e rápida de fazer e deliciosa.

Quem a descobriu, aqui, foi a irmã da minha amiga F., e ficámos ambas rendidas depois de a experimentarmos a primeira vez.

Bem sei que a castanha não é um sabor típico desta altura do ano, mas uma vez que o creme de castanha pode ser comprado em frasco, a situação fica resolvida. E o bolo é tão bom frio, que sabe bem em qualquer altura.

As amêndoas serviram só para fazer as crianças felizes...



Fondant de castanha e chocolate

Adaptado daqui, a partir dos comentários à receita.

375 g de creme de castanha (usei 1 frasco Bonne Maman)
75 g de chocolate de culinária
2 ovos grandes
75 g de manteiga
1 colher de sopa de farinha


Pré-aquecer o forno nos 180º.
Derreter o chocolate com a manteiga e mexer bem.
Numa taça misturar os ovos com o creme de castanha.
Juntar a esta mistura a mistura de chocolate e manteiga.
Adicionar uma colher de sopa de farinha e verter para uma tarteira de loiça ou para uma forma de fundo amovível untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Levar a cozer cerca de 15/20 minutos (o palito deve sair com algumas migalhas agarradas).
Deixar arrefecer bem antes de servir.
Se sobrar, guardar num tupperware tapado no frigorífico. Aguenta-se muito bem durante alguns dias.

Frustrações e boas surpresas.




Pensar em fazer uma receita, chegar a comprar os ingredientes e a ideia acabar por não sair do livro ou da revista, é algo que me acontece... mais vezes do que gostaria. Sobretudo nas festas de aniversário, em que o meu espírito optimista me leva a acreditar que vou fazer muito mais do que na realidade acabo por conseguir pôr na mesa (mesa essa que, mesmo assim, costuma estar bem recheada, até porque a família costuma ajudar!).

No último aniversário do B., por exemplo, queria ter experimentado uma tarte deste livro fantástico. Como muitos dos meus livros de cozinha, este foi um presente de aniversário, desta vez da minha amiga F. que, mesmo estando longe na altura, me fez chegar esta deliciosa surpresa.

Ainda assim, nos anos do B. consegui fazer a massa de chocolate para a dita tarte.
Mas depois não tive tempo de fazer o recheio e acabei por congelá-la.

Este fim-de-semana prolongado foi a altura ideal para lhe dar uso, não com uma receita do Nick Malgieri, mas sim servindo de base a uma Banoffee Pie.

A primeira vez que fiz Banoffee Pie usei uma base de bolacha maria e manteiga, mas ontem lembrei-me da versão da Leonor de Sousa Bastos, e achei que era uma boa maneira de usar a massa.
Não me enganei: ficou óptima!

A massa não ficou muito doce, o que combinado com o power do leite condensado, resultou muito bem.

Se a Banoffee Pie é já, por natureza, um crowd pleaser, esta versão doble chocolate consegue reunir ainda mais fãs.
Aliás, só não se comeu toda hoje ao almoço - um almoço tradicional de segunda-feira de Páscoa em casa dos meus pais - porque rivalizou com autênticos pesos-pesados da doçaria portuguesa: Pudim Abade de Priscos, Ovos moles de Aveiro e Pão-de-ló, só para citar alguns...



Banoffee Pie

Para a massa de chocolate
(receita de Nick Malgieri do livro "Chocolate")

1 chávena (de 250 ml) de farinha sem fermento
3 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de cacau em pó peneirado
1/4 colher de chá de fermento
5 colheres de sopa de manteiga sem sal fria, partida em pequenos pedaços
1 ovo grande
1 pitada de sal


Para o recheio
1 lata de leite condensado cozido
2 bananas grandes
200 ml de natas para bater
(1 embalagem)
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
50 g de chocolate de culinária ralado


Fazer a massa:

Num robot de cozinha, colocar a farinha, o sal, o açúcar e o cacau.
Pulsar até estarem bem misturados.
Juntar a manteiga fria aos pedaços e pulsar até já não se conseguir distinguir a manteiga, mas com a mistura ainda seca, tipo pó.
Bater ligeiramente o ovo com um garfo, numa taça, e incorporar na mistura anterior. Pulsar alguns segundos até a massa ter assumido a forma de bola. Se isto não acontecer, juntar um pouco de água (1/2 colher de chá) e voltar a pulsar.
Retirar a massa do robot, envolvê-la em película aderente e levar ao frigorífico até ficar firme.
Ou então congelá-la até ao momento de utilizar. Quando for para utilizar, descongelar no frigorífico com antecedência - durante a noite, por exemplo).
Pré-aquecer o forno nos 200º.
Forrar uma tarteira com a massa. Esta mostrou-se mais 'mole' do que a massa quebrada normal, por isso não cheguei a esticá-la com o rolo mas sim com as mãos, directamente na tarteira.
Colocar papel vegetal por cima da massa, encher com pesos ou feijões e levar a cozer cerca de 15 minutos.
Retirar e deixar arrefecer bem.

Montar a tarte:

Espalhar bem o leite condensado cozido por cima da massa de chocolate.
Cortar as bananas à rodelas e espalhá-las por cima do leite condensado.
Bater as natas com o açúcar amarelo em chantilly, com a ajuda da batedeira eléctrica, e cobrir a tarte.
Terminar com o chocolate ralado (no meu caso, ralei-o na hora e directamente para a tarte com um ralador Lurch*: fácil e rápido!)
Levar ao frigorífico antes de servir.

*Não é um Microplane, mas é igualmente fantástico e muito mais barato. Comprei o meu na Segredos&Cozinha, mas também se vende na César Castro. Eficaz tanto a ralar casca de citrinos como noz moscada, gengibre, chocolate...

Cheira a Páscoa.






Flores açucaradas para madrinhas especiais.
Com os desejos de Páscoa Feliz. Para todos.

Os cupcakes da M.







Mais um fim-de-semana, mais uma festa e um bolo decorado.
Desta vez, para celebrar o 3º aniversário da minha sobrinha mais nova.
As receitas já são conhecidas.
O bolo está aqui e ficou novamente muito bom. Os queques são também um remake, cuja estreia está aqui.
Uns foram decorados com cobertura de chocolate preto, outros com chocolate branco a que juntei umas gotinhas de corante cor-de-rosa.
Pink rules!

Tarte de sobras. Para quando não há sobra de tempo.




Esta experiência já se deu há algum tempo.
Ultimamente não tenho conseguido pegar em receitas novas, mas não queria deixar apagar o Lume.
Remexi mais uma vez nas minhas desorganizadas pastas de fotos e saiu de lá esta tarte de cogumelos e bróculos, que na altura nos soube muito bem.

Não é bem uma receita, é mais uma sugestão de combinação de ingredientes, que no meu caso andavam esquecidos no frigorífico: Massa folhada, Cogumelos salteados em alho e azeite e Bróculos cozidos, aos quais juntei Molho béchamel e 3 ou 4 Ovos.

Forrei a tarteira com a massa, piquei-a e levei ao forno pré-aquecido nos 180º uns 10 minutos. Depois, espalhei no fundo os cogumelos e por cima os bróculos. Temperei o béchamel com um pouco de pimenta preta e noz-moscada, juntei-lhe os ovos, bati bem e verti por cima dos outros ingredientes. Levei ao forno cerca de 35 minutos.
Serviu de prato principal ao jantar, acompanhado de uma salada de alface, couve-roxa e pimento.

Eye Candy.



Estes pratos são absolutamente deliciosos.
Só é pena o preço ser difícil de digerir.
Estas e outras coisas lindas de morrer, aqui.
Obrigada, I., pela partilha.