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Fall in love.



























Uma tarte com sabores mediterrânicos de Outono, feita com carinho a pensar na Ondina e no seu Coentros & Rabanetes.

Se há uns anos me tivessem dito que eu um dia iria conhecer pessoalmente muitos dos autores dos blogs de cozinha que vou acompanhando, teria respondido que isso era altamente improvável: por ser céptica em relação a amizades iniciadas através de um computador, por ser tímida, por ser insegura, por nunca ter imaginado que em showcookings ou workshops o meu papel pudesse ser outro que não o de participante, por não levar o blog demasiado a sério.

Pérolas vermelhas de Verão. // Summer red pearls.





























Adoro tomate-cereja.
E se me vier parar às mãos de forma generosa, directamente de um quintal caseiro, fico ainda mais feliz (quem não fica?)

Um tabuleiro cheio de bolinhas, autênticas pérolas encarnadas que se adaptam a um sem-número de utilizações, chegou até mim no início desta semana. Se comê-las ao natural, acompanhadas de queijo mozzarella fresco e manjericão, por exemplo, já é uma salada que conforta, quando as levamos ao forno, o sabor intensifica-se de forma surpreendente.

Quando asso peixe e tenho tomates-cereja, junto sempre alguns ao assado, mas é sempre um apontamento, nunca tinha assado um tabuleiro só de tomates-cereja. Mas digo-vos, vale bem a pena ligar o forno para, menos de uma hora depois, sentir estes berlindes luzidios mornos explodirem-nos na boca.

O queijo feta, a rúcula e a cebola roxa pareceram-me companheiros verdadeiramente à altura, mas sintam-se livres para testar combinações (estou agora a lembrar-me que uns croutons, por exemplo, teriam ficado aqui muito bem).

Fora o tempo de forno, esta é uma salada que se prepara em três tempos.
Depois de misturar os ingredientes principais, é só temperar com um fio de azeite, raspa de limão, algumas folhas de manjericão... e deixar a magia acontecer.

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I love cherry tomatoes.
And if they come into my hands generously and directly from a backyard, I'm even happier (who isn't?)

A tray full of these little balls, real red pearls ready to suit a multitude of uses, came to me earlier this week. If eating it raw, with fresh mozzarella and basil, for example, is comforting, when we bake it, its flavor reaches a complete new level.

When I bake fish and have cherry tomatoes in the fridge, I always roast a few, but it's always a detail, I've never baked a tray of cherry tomatoes before. But I tell you, it's well worth turning on the oven in order to, less than an hour later, feel these gleaming marbles blowing in one's mouth.

Feta cheese, arugula and red onion seemed to me to be the perfect friends for these roasted cherry tomatoes, but feel free to test combinations (now I'm thinking that croutons would have been a great choice too).

Without counting the oven time, this is a salad that is prepared in the twinkling of an eye.
After mixing the main ingredients, just season with a little olive oil, lemon zest, some basil leaves ... and let the magic happen.








































Salada de tomate-cereja assado, feta, rúcula e cebola roxa

Tomates-cereja (cerca de 10 por pessoa)
Azeite
Mistura de 'Sal com Ervas do Mediterrâneo' da Margão
Orégãos secos
Queijo feta
Rúcula
Cebola roxa
Raspa de limão
Folhinhas de manjericão fresco

Ligar o forno nos 200º.
Lavar, secar e espalhar os tomatinhos num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Regar com um bom fio de azeite e polvilhar generosamente com a mistura "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo", da Margão (adoro esta mistura).
Salpicar com um pouco de orégãos, envolver bem e levar ao forno cerca de 25/30 minutos ou até os tomates terem largado algum sumo e começarem a ficar murchos.
Retirar e esperar que fiquem mornos para montar a salada.
Assim que estiverem mornos, retirá-los para o prato de servir com uma escumadeira.
Juntar a rúcula, a cebola roxa em fatias finas e o queijo feta aos cubinhos.
Regar com mais um fio de azeite e um pouco do molho da assadura (guarde o que sobrar para usar num molho, calda ou num prato de massa) e envolver com cuidado, para que os tomates não percam mais sumo.
Terminar com raspa de limão e folhinhas de manjericão.
Servir de imediato.

Já a focaccia, que fiz pela primeira vez esta semana e onde também usei os tomates-cereja, seguindo uma sugestão deixada na página do LB no facebook, já demora mais tempo! Mas também terá direito a post :)

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Roasted cherry tomatoes salad, with feta, arugula and red onion

Cherry tomatoes (about 10 per person)
Olive oil
Mixture of 'Sal com Ervas do Mediterrâneo', from Margão
Oregano
Feta cheese
Arugula
Red onion
Lemon zest
Sprigs of fresh basil

Preheat the oven to 200 º.
Wash, dry and spread the cherry tomatoes in a non-stick baking tray or a tray lined with parchment paper.
Drizzle with a good splash of olive oil and sprinkle generously with "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo" (a seasoning mixture from Margão, which I love and use a lot)
Sprinkle with dried oregano, coat well and bake about 25/30 minutes or until the tomatoes have dropped some juice and start becoming deflated.
Remove and wait until they are warm to assemble the salad.
Once the tomatoes are warm, remove them to a serving plate with a slotted spoon.
Add the arugula, thinly sliced red onion and diced feta cheese.
Season with a little olive oil and a bit of the remaining baking liquid (save the leftovers to use in a sauce, gravy or a pasta dish), and give the whole lot a gentle toss, so that the tomatoes don't lose any more juice.
Finish with lemon zest and basil leaves.
Serve immediately.

I also used some of the cherry tomatoes in a focaccia, but this is a recipe that takes longer! It will be in the next post :)


Minitartes de legumes assados e o 1º passatempo do blog.








Excepcionalmente, este post não será traduzido para inglês. // Exceptionally, this post will not be translated into English. Sorry!

Apresento-vos o primeiro passatempo do blog, em parceria com a marca de especiarias e ervas aromáticas Margão: até 18 de Julho, podem habilitar-se a um apetitoso pack de produtos desta marca (1 Moinho Pimenta Aves, 1 Moinho para Grelhados, 1 Moinho para Saladas e Vegetais, 1 Moinho Sal e Ervas do Mediterrâneo, 1 Moinho 5 Bagas e  3 individuais).

Para ganhar, basta que a vossa receita, que deve incluir pelo menos 2 produtos Margão, seja uma das três seleccionadas pela marca e pelo Lume Brando.
Devem ainda ser fãs das páginas no fb do Lume Brando e da Margão e publicar a receita nos murais destas mesmas páginas.
As restantes condições podem ser consultadas aqui.

Para assinalar o início deste desafio, deixo-vos estas minitartes feitas com farinha de espelta e legumes assados, onde usei produtos Margão.

Fico à espera das vossas sugestões.
Boas receitas e boa sorte!



























Minitartes de legumes assados

Para uma tarte grande ou cerca de 10 pequenas

Para a massa
(do livro Popina - iguarias saudáveis)

220 g de farinha de espelta integral
1 colher de chá de fermento de padeiro seco
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
2 colheres de sopa de azeite
60 ml de água quente

Misturar a farinha, o fermento e o sal numa tigela.
Fazer um buraco no meio desta mistura e juntar o azeite, o ovo e a água.
Amassar até obter uma massa relativamente ligada e maleável.
Transferi-la para uma superfície de trabalho enfarinhada e amassar durante alguns minutos.
Deve ficar mole mas não pegajosa. Se estiver a pegar junte mais um pouco de farinha (pode usar a Bimby ou um processador de cozinha para fazer a massa).
Estender e esticar com o rolo da massa e forrar a(s) tarteiras.

Para o recheio:

Cerca de 400 g de legumes assados*
200 ml de natas ou de creme culinário de soja
3 ovos
Queijo parmesão, cheddar, mozzarella ou outro queijo a gosto, ralado
Sal e Pimenta qb (usei os moinhos de sal marinho e de pimenta preta da Margão)

Misturar as natas com os ovos. Juntar os legumes assados partidos em pedaços pequenos e por fim o queijo. Retificar os temperos. Verter para a(s) forma(s) e levar ao forno pré-aquecido nos 180º durante 30-35 minutos.

*Eu usei sobras de legumes assados: abóbora, nabo, cenoura e cebola roxa aos pedaços e alguns dentes de alho esmagados, tudo envolvido em azeite e temperado com sal, pimenta, alecrim e tomilho (da Margão). Levei ao forno pré-aquecido nos 200º até os legumes estarem dourados e macios.


Eu podia ser vegetariana #1




Ovolactovegetariana, vá, que quem me tira os ovos, o leite e o queijo, tira-me quase tudo.
Gosto mesmo de legumes e tenho a noção, não sei se perfeita, de que poderia passar sem a carne e o peixe.
E o G. até me acompanhava, mas não tenho assim tantos conhecimentos sobre a dieta vegetariana - que é mais do que comer apenas legumes - para poder estendê-la aos miúdos, para além de que sabemos que o peixe, mais do que a carne, tem muitas coisas boas.

E na verdade, um peixe fresquinho grelhado ou assado, uns bons filetes de polvo, o arroz de costelas da minha mãe ou as almôndegas da minha tia N., entre outros favoritos, deixam-me igualmente feliz.

Mas o título do post vem a propósito desta tarte de curgetes, que há muito queria experimentar, e que achei deliciosa.
Ao servir de prato principal de um jantar leve, acompanhada de uma salada de tomate da época, fez-me sentir o conforto que a mim me dá uma boa receita de legumes no forno.

A minha massa folhada era muito fina (um resto daquelas bases rectangulares frescas*), por isso cozeu rapidamente e tive de retirar a tarte do forno antes das curgetes ficarem douradas.
Mesmo assim, gostei bastante do resultado e estou ansiosa por repeti-la e partilhá-la com mais apreciadores de legumes...



Tarte de Curgete e Parmesão
(Revista Olive - Maio 2009)

1 placa rectangular de massa folhada
3 curgetes cortadas às rodelas finas
2 dentes de alho picados
4 colheres de sopa de queijo mascarpone
50 g de queijo parmesão ralado
Azeite qb


Pré-aquecer o forno nos 200º.
Desenrolar a placa de massa folhada fresca ou esticar com o rolo um bloco de massa folhada descongelada e colocá-la num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal (o papel vegetal que vem com a massa folhada fresca, por exemplo).
Com uma faca, marcar uma margem com cerca de 2 cm a toda a volta.
Numa taça, juntar as rodelas de curgete, o alho picado e um fio de azeite. Envolver bem e reservar.
Noutra taça, misturar metade do parmesão com o mascarpone (imagino que este se possa substituir por outro queijo-creme, tipo Philadelphia). Barrar com esta mistura a massa folhada, sem invadir as margens.
Dispor por cima as rodelas de curgete, sobrepondo-as ligeiramente e levar ao forno cerca de 15 minutos.
Passado este tempo, retirar e polvilhar com o restante parmesão.
Levar ao forno por mais 15/20 minutos ou até a massa e as curgetes estarem com uma cor dourada bonita.

*Como foi para aproveitar um resto de massa folhada, fiz cerca de metade desta receita.

Pizza ou empada?




Eu voto na Empada, apesar da receita que lhe deu origem se chamar "Pizza Bolonhesa fechada".
Vem na edição nº3 da revista Bimby e é uma boa maneira de aproveitar sobras de carne à bolonhesa.

Fez bastante sucesso cá em casa, com os piratas a fazerem desaparecer várias fatias. Tantas, que estava a ver que não sobrava nenhuma para o pai, que chegou mais tarde.

A massa pareceu-me mais suave do que a massa de pizza, por isso e pela forma final, acho que está mais próximo de uma empada (ou das empanadas de que os nuestros hermanos tanto gostam).

Para acompanhar, fiz uma salada de alface, rúcula e tomate-cereja.



Empada de carne à bolonhesa ou Pizza bolonhesa fechada
(Receita da revista Bimby de Fev. 2011 com ligeiras alterações)

Para o recheio
350 g aprox. de carne à bolonhesa
4 fatias de queijo flamengo


Para a massa
80 g de água
30 g de azeite
1 colher de chá de açúcar
(usei um pouco menos)
10 g fermento padeiro fresco (usei 1/2 pacote de Fermipan)
1/2 colher de chá de sal
200 g de farinha tipo 65


Para finalizar
1 gema de ovo
Sementes de linhaça


Fazer a massa na Bimby:
Colocar no copo a água, o azeite, o açúcar, o fermento e o sal e programar 1 min/37º/Vel1.
Juntar a farinha e programar 2 min/Vel. espiga.
Retirar, amassar ligeiramente a massa de forma a torná-la homogénea e colocar num recipiente polvilhado com farinha.
Tapar com um pano e deixar levedar até dobrar de volume, cerca de 30 minutos.

Se não tivesse Bimby, teria feito assim:
Dissolvia o sal, o açúcar e o fermento em 80 ml de água tépida. Juntava o azeite.
Colocava a farinha em monte, fazia um buraco no centro e vertia para aí, lentamente, a mistura anterior.
Ia misturando a farinha, de fora para dentro, aos líquidos, até formar uma massa relativamente homogénea.
Amassava-a até ficar lisa e elástica.
Formava uma bola e colocava-a a levedar da forma descrita em cima.

Montar a empada
Enquanto a massa leveda, pré-aquecer o forno nos 180º.
Dividir a massa em dois pedaços iguais e esticar cada um com o rolo da massa até obter-se um círculo fino (eu só péssima nisto, mesmo as pizzas saem-me todas tortas).
Forrar com uma das partes um prato de pizza ou colocar num tabuleiro anti-aderente. Espalhar a carme picada e por cima espalhar o queijo ralado ou partido em pequenos pedaços.
Tapar com a outra metade da massa, unindo as beiras de ambas e virando-as para fora.
Pincelar com a gema de ovo e salpicar com sementes de linhaça.
Levar ao forno cerca de 20 minutos.

O blogger deve estar com algum bug momentâneo (espero) e o resultado é uma formatação do texto diferente da que eu costumo usar, com o texto inicial a negrito....

Tarte de sobras. Para quando não há sobra de tempo.




Esta experiência já se deu há algum tempo.
Ultimamente não tenho conseguido pegar em receitas novas, mas não queria deixar apagar o Lume.
Remexi mais uma vez nas minhas desorganizadas pastas de fotos e saiu de lá esta tarte de cogumelos e bróculos, que na altura nos soube muito bem.

Não é bem uma receita, é mais uma sugestão de combinação de ingredientes, que no meu caso andavam esquecidos no frigorífico: Massa folhada, Cogumelos salteados em alho e azeite e Bróculos cozidos, aos quais juntei Molho béchamel e 3 ou 4 Ovos.

Forrei a tarteira com a massa, piquei-a e levei ao forno pré-aquecido nos 180º uns 10 minutos. Depois, espalhei no fundo os cogumelos e por cima os bróculos. Temperei o béchamel com um pouco de pimenta preta e noz-moscada, juntei-lhe os ovos, bati bem e verti por cima dos outros ingredientes. Levei ao forno cerca de 35 minutos.
Serviu de prato principal ao jantar, acompanhado de uma salada de alface, couve-roxa e pimento.

Abóbora menina numa senhora tarte.




Há uns tempos, experimentei um salteado de cebola roxa e abóbora numa pizza, que levou ainda queijo de cabra, inspirada nesta aqui.
Depois, quando vi estas tarteletes apetitosas no Tertúlia de Sabores, fiquei com vontade de experimentar a abóbora em tarte.
Resolvi adaptar a fórmula que tinha usado na pizza e juntar-lhe a receita de massa quebrada do livro "Cozinha rápida para saborear devagar", da Donna Hay.

Massa e recheio: aprovadíssimos!



Tarte de abóbora, cebola roxa e queijo

Para a massa quebrada
2 chávenas (de 250 ml) de farinha sem fermento
125 g de manteiga fria cortada em pedaços
Cerca de 50 ml de água gelada


Para o recheio
5 colheres de sopa de molho de tomate*
Azeite
1 cebola roxa partida em 1/2 luas
300 g de abóbora menina partida aos cubinhos
50 g de queijo chèvre ou feta
100 g de queijo mozzarella ralado
Sal, pimenta e cominhos qb
Nozes


Começar pela massa: colocar num robot de cozinha a farinha e a manteiga e pulsar (ou na Bimby usar a velocidade 6 alguns segundos) até se formarem "grumos grosseiros".
Acrescentar em fio, pelo bucal, a água gelada, com o robot a funcionar, até obter uma massa homogénea e suave (pode não ser preciso a água toda).
Retirar, formar uma bola achatada, embrulhar em película aderente e levar ao frigorífico durante 30 minutos.
Entretanto pré-aquecer o forno nos 190º.


Preparar o recheio: num fundo de azeite, cozinhar a cebola roxa até ficar mole e translúcida. Juntar os cubos de abóbora e deixar que comecem amolecer também, o que deve demorar cerca de 15 minutos. Temperar com um pouco de sal (sem esquecer que há queijos muito salgados), pimenta e uma pitada de cominhos. Reservar.

Estender a massa numa superfície enfarinhada, forrar a tarteira e levar ao frigorífico por mais 5 minutos.
Picar o fundo da massa com um garfo e levar ao forno (com feijões ou pesos) cerca de 10 minutos.
Retirar e espalhar primeiro uma camada de molho de tomate, por cima deste colocar a mistura de abóbora e cebola e espalhar algumas nozes partidas grosseiramente. Por fim, terminar com o queijo chèvre esfarelado e o mozzarella ralado
(quando fiz esta tarte já não tinha chèvre suficiente e tive de juntar mozzarella...).
Baixar o forno para os 180º e levar a tarte a cozer durante cerca de 30 minutos.

*Usei caseiro, feito rapidamente na Bimby, mas pode ser feito de forma tradicional: alourar em azeite 1 cebola pequena picada e 2 dentes de alho picados, com uma folha de louro. Juntar uma lata de tomate pelado, 1/4 de pimento e umas folhinhas de manjericão (se tiver), temperar de sal e pimenta e deixar cozinhar uns 10 minutos. Triturar com a varinha mágica, tendo o cuidado de retirar a folha de louro antes, provar para ver se precisa de mais condimentos ou até de uma pitada de açúcar para cortar a acidez do tomate (normalmente acho que não é preciso), e está pronto a usar.

Simples, mas com segredo.




Aos poucos, o lado positivo da rotina começa a sobrepor-se ao típico trauma pós-férias.
Coisas boas como esta salada também ajudam.
Acho que podia comê-la todos os dias.
À partida não parece ter segredos, uma salada de alface básica, com uns apontamentos de queijo e nozes, mas... há algo no tempero que para mim faz toda a diferença: vinagre de mel e alecrim. O meu é da Apiagro e foi-me oferecido pela minha querida colega P.
Já tinha ouvido falar em vinagre de mel, mas nunca tinha experimentado.
Agora estou completamente rendida, sobretudo quando se junta ao queijo de cabra e às nozes. Delicioso.

Salada de verdes com queijo de cabra, nozes e vinagre de mel

Alface
Rúcula
(costumo usar, mas desta vez não tinha)
Queijo fresco de cabra
Nozes
Azeite
Vinagre de mel
Flor de sal


Quanto às quantidades, bem, já sabem que faço (quase) tudo a olho...

Lavar a alface e a rúcula (esta normalmente compra-se em pacotes já pré-lavada, mas como não gosto do cheiro da rúcula ensacada costumo passá-la por água e assim também elimino os químicos, ou pelo menos parte deles, usados na desinfecção industrial).
Partir a alface aos pedaços e colocar numa taça. Juntar a rúcula, o queijo partido em pedacinhos e as nozes partidas grosseiramente (reservando algumas para polvilhar por cima antes de servir).
Temperar com azeite, vinagre de mel e flor de sal. Envolver bem e servir com as nozes reservadas por cima.

Regresso às fatias.




As férias já são apenas uma memória diluída.
Desta vez o regresso foi ainda mais voraz.
O tempo (e a vontade) para o blog teimam em não aparecer.
Encaro este post como uma terapia.
A ver se o lume, ainda que brando, torna os meus dias mais apetitosos.

Bolo salgado de queijo e ervas
(Blue Cooking nº40 Julho 2009)

180 g de farinha com fermento

80 g de queijo Emental ralado (usei 100 g de flamengo)
200 g de queijo feta aos cubinhos (usei 125 g Palhais original)
3 ovos
100 ml de leite
100 ml de azeite
1 chávena de ervas picadas (usei um pouco menos de manjericão e salsa)
Sal e pimenta qb (não usei pimenta e adicionei muito pouco sal, pois o queijo, nomeadamente o de cabra, já é bastante salgado)

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Untar uma forma de bolo inglês e polvilhá-la com farinha.
Bater os ovos com o azeite e o leite.
Temperar com sal e pimenta a gosto e juntar a farinha aos poucos, envolvendo sem bater.
Adicionar os queijos e as ervas picadas.
Envolver bem e verter a mistura na forma.
Levar ao forno cerca de 40 minutos.
Espete um palito no centro para confirmar a cozedura: quando sair seco, está pronto.


Saboroso e muito prático para piqueniques e refeições de Verão. Permite várias combinações a partir dos ingredientes base: leite, azeite, ovos, queijo ralado e farinha. A Blue Cooking sugere ainda manjericão e tomate seco; salmão e aneto; azeitonas e bacon, mas a imaginação é o limite. O amarelo da massa deve-se aos ovos caseiros, que melhoram qualquer receita...

Uma tarte da época.




O aspecto desta tarte, com autênticas teias formadas pelo queijo derretido, é um bocadinho creepy, mas posso assegurar que é muito boa e suculenta.

Inspirei-me numa que fiz há uns tempos, retirada do Martha Stewart's Baking Handbook, mas que não cheguei a publicar.

A diferença é que esta, em vez de ser barrada com pasta de alho assado, levou uma camada de cebola refogada em azeite.
Uma tarte ideal para esta época, em que as cebolas e os tomates estão no seu auge, nos mercados e nos quintais.

Tarte de cebola, tomate e queijo

1 base de massa folhada
1 cebola grande
1 dente de alho
3 tomates médios maduros
(usei coração de boi)
100 g de queijo ralado (usei mozzarella e emmental)
Azeite qb
Folhinhas de manjericão para decorar e aromatizar


Desenrolar a massa folhada, forrar com ela uma tarteira e levar ao forno pré-aquecido nos 180º durante uns 10 minutos.
Entretanto, partir a cebola em rodelas finas, picar o alho e levá-los a refogar num fundo de azeite, até a cebola ficar mole e transparente.
Retirar a tarteira do forno e dispor a camada de cebola, seguida das rodelas de tomate.
Espalhar o queijo por cima e levar ao forno durante 35/40 minutos ou até a massa estar dourada e o queijo bem derretido.

Massa folhada, continuação.




Folhado de legumes, cogumelos e bacon

Com o que sobrou da massa do post anterior fiz este folhado, que serviu de jantar para mim e para o G., acompanhado de uma salada de alface, rúcula, couve-roxa, milho e rodelinhas finas de alho francês. Foi quase um jantar vegetariano, não fossem os cubinhos de bacon do recheio, que era essencialmente de legumes: cenoura, alho francês e cogumelos castanhos salteados em azeite e alho e o já referido bacon. Recheada a massa, pincelei-a com gema de ovo e salpiquei com sementes de sésamo. Foi ao forno pré-aquecido nos 180º cerca de 30 minutos.

Ficou uma delícia. Aqui notou-se claramente a diferença de sabor entre a massa folhada de compra e a caseira. E como a massa tinha repousado no frigorífico durante três dias, folhou mais do que nas tarteletes de queijo de cabra. A repetir!

Boa como o milho.



A polenta, que em Portugal será o equivalente às 'papas de milho' ou ao 'milho frito', consoante o tipo de confecção, típicos da cozinha madeirense, era algo que queria experimentar há já algum tempo.

O mais correcto seria dizer 'voltar a experimentar', porque já tinha tentado uma vez, com a genuína polenta bergamasca (ao que consta este prato nasceu no norte de Itália, na zona de Bérgamo). Mas o pacote de sêmola de milho* que me foi oferecido por um italiano vero, era para confeccionar polenta de forma tradicional: muito demoradamente... Para ajudar ao desastre, eu estava muito verde em questões de culinária. Escusado será dizer que o resultado foi praticamente intragável.

Entretanto, comecei a ver nas revistas e nos livros que vou coleccionando várias receitas feitas com polenta instantânea. Comprado um pacote da marca Tipiak há uns tempos, surgiu este fim-de-semana a oportunidade que esperava para testá-lo. Fi-lo com a ajuda da edição nº 6 da Blue Cooking (Setembro de 2006), que inclui imensas receitas com polenta, desde as polentas cremosas - o aspecto é tipo puré de batata - à polenta grelhada ou frita.

Polenta com cogumelos balsâmicos

Para 8, à vontade...

Para a polenta:
3 chávenas de água
1 chávena de polenta
(usei polenta instantânea da Tipiak)
1 colher de sopa de manteiga
1/2 chávena de queijo parmesão ralado
Sal


Seguir as instruções da embalagem
ou levar ao lume uma panela com a água e um pouco de sal*. Quando levantar fervura, reduzir o lume e juntar lentamente a polenta mexendo sempre.
Deixar cozer aí uns 5 minutos ou até a polenta começar a descolar das bordas. Retirar do lume e juntar a manteiga e o queijo envolvendo bem.
Verter a polenta para um tabuleiro ou assadeira, alisando e uniformizando a altura com uma espátula ou as costas de uma colher. Deixar arrefecer e solidificar pelo menos 40 minutos
(pode fazer-se de véspera e guardar no frigorífico).

Depois de arrefecida e solidificada, cortar em quadrados (com 7 ou 8 cm de lado), pincelá-los com azeite e levar a grelhar numa frigideira anti-aderente.

*Não esquecer que o queijo e a manteiga já são salgados...

Para os cogumelos:
1 emb. de cogumelos frescos (Paris, Portobello, Shitake...)
50 g de bacon
2 a 3 dentes de alho
1 colher de chá de mel
1 colher de chá de vinho do Porto
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Sal
Azeite
Salsa


Limpar os cogumelos (costumo usar uma folha de papel de cozinha)
e fatiá-los.
Levar ao lume uma frigideira com um fundo de azeite e o alho picado. Deixar cozinhar um minuto, juntar o bacon e depois os cogumelos. Passados alguns minutos juntar o mel, o vinagre e o vinho do Porto, temperar de sal e deixar apurar e reduzir os líquidos.
Dividir os cogumelos pelos quadrados de polenta grelhados e polvilhar com salsa picada
.

Esta polenta foi feita para entrada, mas pode servir de acompanhamento de variadíssimos pratos principais. Da próxima vez, talvez use caldo (de aves ou de legumes) em vez da água, para que fique ainda mais saborosa.

*Daquilo que consegui apurar, a polenta faz-se sempre com sêmola de milho, isto é, uma farinha de milho moída de forma incompleta e por isso mais grossa. A instantânea faz-se com sêmola de milho pré-cozido.

It's picnic time #2



Esta foi uma das primeiras receitas Bimby que experimentei.
Já há muito que queria preparar uns wraps e depois de ter visto esta sugestão na revista oferecida com a máquina (Momentos de Partilha - Maio 2009), achei que era uma 'multa' interessante para levar para um piquenique.
Quem não tem Bimby, não se preocupe! Pode comprar wraps já prontos, até porque ainda dá trabalho estender a massa e passar os wraps pela frigideira.*
Quanto ao recheio, é muito fácil de fazer.

Wraps de Atum

Sem Bimby:

16 wraps (ou tortilhas) de compra


+

1 cebola média
1 dente de alho
1 cenoura média
1 rodela de pimento verde
(c/ cerca 1 cm largura)
1 rodela de pimento vermelho (c/ cerca de 1 cm de largura)
3 pés de salsa
30 g azeite
(cerca de 2 colheres de sopa)
1/2 colher de chá de sal
4 latas de atum
1 lata pequena de milho


Picar a cebola, o alho, os pimentos e a salsa, e ralar a cenoura. Levar um tacho ao lume com o azeite e começar por refogar a cebola, o alho, a cenoura, os pimentos e o sal. Juntar depois o atum e a salsa, deixando cozinhar mais alguns minutos, mexendo e envolvendo tudo. Retirar do lume e deixar arrefecer. Depois de frio, envolver o milho. Seguir as instruções dos wraps para aquecê-los e amolecê-los ligeiramente e recheá-los com o preparado de atum. Corte-os ao meio, se preferir.
Estão prontos a servir ou a embalar para levar para o piquenique!


Com Bimby:

Para a massa dos wraps:
500 g de farinha tipo 65
100 g de banha
2 c. chá de sal
250 g de água


Coloque no copo a farinha, a banha, o sal e misture 10 seg/vel 7.
Adicione a água e programe 10 seg/Vel 7. De seguida programe 1 min/vel Espiga.
Retire, cubra com película aderente e deixe descansar 30 minutos.


Após este tempo e depois de ter preparado o recheio, divida a massa em 16 bolas com cerca de 50 g cada. Numa superfície enfarinhada e com a ajuda de um rolo, estenda cada bola num círculo. Coloque um wrap de cada vez numa frigideira anti-aderente aquecida até dourar dos dois lados. Espalme as bolhas de ar com uma escumadeira e vá empilhando os wraps, mantendo-os quentes. Quando estiverem todos prontos, recheie-os com o preparado de atum descrito a seguir. Corte-os ao meio, se preferir. Estão prontos a servir ou a embalar para levar para o piquenique!


Para o recheio: os mesmos ingredientes enumerados na versão 'sem Bimby'

Coloque no copo a cebola, o alho, a cenoura, os pimentos, a salsa, o azeite e pique 8 seg/vel 4.
Com a espátula baixe o que ficou na parede do copo. Refogue 5 min/varoma/vel 1.
Adicione o sal, o atum bem escorrido e programe 3 min./100º/vel inversa/vel colher. Retire para uma taça e deixe arrefecer. Depois de frio envolva o milho.


*Quem não tem Bimby, pode sempre tentar fazer a massa com a ajuda de um robot de cozinha convencional ou mesmo à mão. Eu é que não arrisco dizer passos nem procedimentos, pois a minha experiência ainda não dá para tal...

(Obrigada I. pela foto!)

It's picnic time #1




Para os meus lados, e desde que há miúdos pequenos, os piqueniques voltaram a estar na moda. Se o tempo deixar e o local for bem escolhido, é uma óptima maneira de entreter as pestinhas e de juntar a família ou os amigos, sem aquele medo preguiçoso de que vamos ficar com a casa em pantanas.
Chega-se ao final cansado (sobretudo quando se passa o dia ou as horas que o antecedem a preparar petiscos), mas com a sensação de que valeu a pena!

Salada fria de cuscuz

(para 10/12 pessoas)

400 g cuscuz pré-cozido
(preferencialmente Tipiak)
400 ml de água a ferver temperada com azeite e sal
4 dentes de alho picados
150 g de bacon
1,5 fatias grossas de fiambre (cerca de 1 cm de altura, partidas aos cubinhos)
3 latas pequenas de milho (preferencialmente Bonduelle)
2 latas pequenas de ervilhas (preferencialmente Bonduelle)
1 pimento vermelho
Azeite
Vinagre de sidra
Sal


Preparar o cuscuz conforme as instruções da embalagem (ferver água temperada com sal e azeite - 1 colher de café de azeite por pessoa; retirar do lume, verter sobre o cuscuz e deixar repousar uns 10 minutos; depois deste ter absorvido a água, separar os grãos com um garfo e reservar).
Entretanto, levar ao lume um tacho grande ou um wok e num fundo de azeite saltear o alho picado e o bacon aos cubinhos.
De seguida, juntar o pimento vermelho aos cubinhos até amaciar um pouco.
Juntar o cuscuz e envolver bem, rectificando o sal, se for caso disso. Deixar que o cuscuz salteie por um minuto ou dois, retirar do lume e deixar arrefecer.
Antes de servir
(ou antes de guardar no recipiente onde vai ser transportado, caso seja para um piquenique), juntar o fiambre partido aos cubos e por fim o milho e as ervilhas devidamente escorridos. Temperar com um fio de vinagre, envolver tudo... e já está!

Perfect Summer.





Para um momento ser perfeito, a comida, no caso dela fazer parte desse instante, tem de ser memorável. Pelo menos para mim. Daí ter gostado tanto dos dias de férias passados aqui.

Este é mais um prato inspirado no que aí saboreei, adaptado aos ingredientes que tinha no frigorífico e ao meu estilo, pois não faço ideia de como o prato original - "Arroz selvagem com vegetais" - que não levava cogumelos nem bacon, por exemplo, foi confeccionado.

Como se tratou de aproveitar o que já tinha em casa, não vou colocar quantidades na receita, deixo isso ao critério do cozinheiro, que saberá dosear os ingredientes ao seu gosto ou ao que tiver disponível.

Um prato perfeito para almoços de Verão!

Arroz selvagem com cogumelos e legumes


Arroz selvagem (usei da marca Caçarola)
Cebola
Alho
Bacon
Cogumelos frescos
(usei dos brancos mas podem usar-se outras variedades)
Legumes variados (eu usei feijão verde, pimento verde e vermelho e curgete)
Vinagre balsâmico
Azeite
Sal


No caso de se usar feijão verde, cozê-lo em água e sal até ficar al dente e reservar. Cozer o arroz (eu cozi-o na água de cozer o feijão verde). Enquanto o arroz coze, preparar o salteado de legumes: numa frigideira grande ou no wok, por exemplo, colocar um bom fundo de azeite, cebola e alho picados e deixar cozinhar até a cebola começar a ficar translúcida. Juntar o bacon aos cubinhos, saltear mais um pouco e juntar os cogumelos laminados. Temperar de sal. Cozinhar durante alguns minutos. Se os cogumelos entretanto tiverem largado muita água, escorrer grande parte deste líquido e depois juntar umas pinguinhas de vinagre balsâmico. Juntar a curgete e os pimentos e deixar cozinhar até estes amolecerem um pouco. Rectificar o sal, se for caso disso, e juntar o feijão verde cozido e o arroz, envolvendo tudo e aquecendo todos os ingredientes por igual. Está pronto a servir.

Versão revista e melhorada.


Há uns tempos fiz uns ovos no forno de que falei aqui. Ficaram bons, mas desta vez decidi juntar à receita original mais ingredientes, já que tinha umas sobras de queijo e fiambre no frigorífico que convinha gastar. Ficou tão bom, que se tivesse um restaurante, punha este prato na ementa!

Ovos no forno com espinafres, queijo e fiambre

Para 2 taças

300 g de espinafres
2 ovos
2 fatias de fiambre
4 colheres de sopa de queijo ralado para gratinar
Sal e pimenta qb

Cozinhar os espinafres (desta vez não os salteei: cozi-os em água a ferver temperada com sal, um dente de alho e um fio de azeite durante cerca de 4 minutos ou menos, não cronometrei bem; os espinafres cozem muito depressa e convém que fiquem al dente). Escorrê-los bem e forrar o fundo das taças com eles. Espalhar por cima a fatia de fiambre partida em pedaços e depois o queijo ralado. No topo, colocar o ovo e por fim temperar com um pouco de sal e pimenta moída na altura. Levar ao forno pré-aquecido nos 200º durante cerca de 15 minutos ou até a clara coagular. O ideal é que os ovos não cozam demasiado para podermos molhar tostas ou pão torrado na gema.

Tão simples como delicioso!

Fartos das quiches do costume?






Gosto de quiches. Ou de tartes salgadas, acho mais bonito chamar-lhes assim.
Foi muitas vezes o nosso jantar, acompanhadas de uma boa salada, sobretudo quando ainda não havia miúdos. Só que já há muito tempo que não fazia nenhuma.
Primeiro porque são muito recorrentes nas festas de aniversário lá de casa (e no início do ano tive várias) e segundo porque, no momento da verdade, acabava por me render sempre aos ingredientes e às combinações mais usuais: "bacon e alho francês", "bacalhau", "atum", "espinafres e queijo".
Noutro dia, a mãe do G. fez uma diferente, uma receita apontada enquanto cozinhava e na televisão que servia de som de fundo, um chefe apresentava a sua rubrica de culinária. Era um programa da manhã mas o resto a sua memória não fixou, por isso não posso dizer quem é o autor. Mas posso dizer que é muito boa e fácil de fazer, pois experimentei-a a semana passada. E é uma forma prática e original de comer salmão. Aqui está ela:

Tarte de salmão e alho francês

1 base de massa (quebrada, folhada ou areada, usei quebrada, de compra)
4 talos de alho francês
Salmão fresco aos cubos (usei duas postas)
4 ovos
Molho Béchamel (usei 1 pacote pequeno da Parmalat, temperado com um pouco de sal e noz moscada, mas da próxima vez talvez use um pouco mais, para que a tarte fique ainda mais cremosa)
Manteiga (usei Azeite)
Sal
Pimenta preta (opcional)

Ligar o forno nos 200º. Refogar o alho francês partido às rodelas em azeite até ficar bem macio. Forrar uma tarteira com a massa e picá-la com um garfo para que não empole, coza melhor e deixe cozer os ingredientes (eu gosto de a levar ao forno sem recheio durante uns 10 minutos para ficar mais cozida e estaladiça). Partir o salmão aos cubos e espalhá-los sobre a massa. Espalhar por cima o alho francês. Bater os ovos, juntá-los ao molho béchamel, temperar de sal, pimenta e noz moscada, mexer bem e verter sobre os restantes ingredientes. Levar ao forno durante cerca de 30/35 minutos ou até ficar bem douradinha.

Um livro, uma receita #1





Este livro vale por dois. Recebi-o duas vezes no mesmo aniversário. Como tinha de trocar um deles, teve de ser o que não recebeu as dedicatórias carinhosas da minha sobrinhada (sorry S., mas não te preocupes que eu troquei por outro livro de cozinha :-). Tem fotografias lindas de morrer, autêntico banco de imagens, e as receitas, pela descrição, são mesmo simples e fáceis de fazer, aparecendo divididas pelo tempo que demoram a confeccionar (10, 20 e 30 minutos). O livro apresenta ainda uma secção de 'pratos rápidos + acompanhamentos', uma de básicos (molho de tomate, massas de pão, de tarte, polmes, caldos, etc.) e um glossário. O único senão são alguns ingredientes menos comuns. Faz-me lembrar o livro da Mafalda Pinto Leite, ou melhor, o livro da Mafalda faz-me lembrar este uma vez que o dela é mais recente. Julgo, no entanto, que este "Cozinha rápida para saborear devagar" acaba por resultar melhor do que o "Cozinha para quem não tem tempo", que é algo massudo e não apresenta fotos para todas as receitas. Mas vamos à receita seleccionada, testada no último domingo à noite. Em minha casa ao domingo não se janta. Mas come-se. Algo simples mas reconfortante que nos ajude a esquecer por breves momentos o regresso à rotina no dia seguinte. No domingo de manhã, ao passar os olhos pelo livro, tinha dado com uma receita em que nunca tinha reparado antes: Ovos no forno. Pareceu-me perfeita para terminar o fim-de-semana. E assim foi. Para a próxima só tenho de deixar os ovos menos tempo no forno, para que a gema assuma toda a sua volúpia e se funda ainda mais com os espinafres, depois de furada com uma torrada estaladiça barrada com manteiga...


Ovos no forno

Espinafres
Ovos
Sal, pimenta preta, azeite e alho qb
Torradas com manteiga para acompanhar

Cozer os espinafres (eu salteei-os em azeite e alho e temperei-os com um pouco de sal. Como ganharam líquido, escorri-os e voltei a levá-los ao lume para apurarem). Forrar as taças com os espinafres, fazendo uma 'cama' no centro (para duas taças gastei uma embalagem inteira de espinafres já lavados). Temperar com sal e pimenta esmagada (não usei) e partir os ovos para dentro das taças. Levar ao forno pré-aquecido nos 180º, durante 12 a 16 minutos (aconselho a retirá-los mal a clara tenha coagulado). Servir com tostas quentes barradas com manteiga. Pode adicionar-se cogumelos salteados ou fatias de queijo Cheddar.

Receita #6



Um post-receita dedicado à Sofia ;)

Tarte rápida de Atum

1 Base redonda de massa quebrada
2 Latas de atum
2 Queijos frescos
1 Embalagem de “natas de soja” ALPRO (nos hipers está ao pé das natas/leite; tem menos gordura e é 0% colesterol e 0% lactose)
3 Ovos
Milho cozido
Queijo ralado
Azeitonas e orégãos: opcional

Colocar a massa na forma de fundo amovível de acordo com as instruções. Juntar e envolver bem todos os ingredientes, à excepção do queijo ralado. Verter na forma e espalhar por cima o queijo ralado. Opcionalmente, podem-se espalhar por cima algumas azeitonas e polvilhar com orégãos. Levar ao forno pré-aquecido (+-200º) durante cerca de 40 minutos. Se a tarte começar a ficar bastante dourada logo de início, cobrir com papel de alumínio até ao fim da cozedura, para não tostar.
Servida com uma boa salada de alface, por exemplo, serve de refeição para 2/3 pessoas.