Eu sei, seu sei que ultimamente tem apetecido coisas mais quentes, mas na verdade esta salada é tão boa, que até por estes dias sabe bem. Na verdade, é uma salada para todo o ano, desde que se encontrem laranjas sumarentas à venda. Se possível das algarvias, o que nesta época não é difícil de encontrar (pelo menos nas frutarias, nas feiras e nos mercados; nos hipermercados é outra história, infelizmente).
1.11.13
16.10.13
Fall in love.
Uma tarte com sabores mediterrânicos de Outono, feita com carinho a pensar na Ondina e no seu Coentros & Rabanetes.
Se há uns anos me tivessem dito que eu um dia iria conhecer pessoalmente muitos dos autores dos blogs de cozinha que vou acompanhando, teria respondido que isso era altamente improvável: por ser céptica em relação a amizades iniciadas através de um computador, por ser tímida, por ser insegura, por nunca ter imaginado que em showcookings ou workshops o meu papel pudesse ser outro que não o de participante, por não levar o blog demasiado a sério.
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5.9.13
Pérolas vermelhas de Verão. // Summer red pearls.

Adoro tomate-cereja.
E se me vier parar às mãos de forma generosa, directamente de um quintal caseiro, fico ainda mais feliz (quem não fica?)
Um tabuleiro cheio de bolinhas, autênticas pérolas encarnadas que se adaptam a um sem-número de utilizações, chegou até mim no início desta semana. Se comê-las ao natural, acompanhadas de queijo mozzarella fresco e manjericão, por exemplo, já é uma salada que conforta, quando as levamos ao forno, o sabor intensifica-se de forma surpreendente.
Quando asso peixe e tenho tomates-cereja, junto sempre alguns ao assado, mas é sempre um apontamento, nunca tinha assado um tabuleiro só de tomates-cereja. Mas digo-vos, vale bem a pena ligar o forno para, menos de uma hora depois, sentir estes berlindes luzidios mornos explodirem-nos na boca.
O queijo feta, a rúcula e a cebola roxa pareceram-me companheiros verdadeiramente à altura, mas sintam-se livres para testar combinações (estou agora a lembrar-me que uns croutons, por exemplo, teriam ficado aqui muito bem).
Fora o tempo de forno, esta é uma salada que se prepara em três tempos.
Depois de misturar os ingredientes principais, é só temperar com um fio de azeite, raspa de limão, algumas folhas de manjericão... e deixar a magia acontecer.
//
I love cherry tomatoes.
And if they come into my hands generously and directly from a backyard, I'm even happier (who isn't?)
A tray full of these little balls, real red pearls ready to suit a multitude of uses, came to me earlier this week. If eating it raw, with fresh mozzarella and basil, for example, is comforting, when we bake it, its flavor reaches a complete new level.
When I bake fish and have cherry tomatoes in the fridge, I always roast a few, but it's always a detail, I've never baked a tray of cherry tomatoes before. But I tell you, it's well worth turning on the oven in order to, less than an hour later, feel these gleaming marbles blowing in one's mouth.
Feta cheese, arugula and red onion seemed to me to be the perfect friends for these roasted cherry tomatoes, but feel free to test combinations (now I'm thinking that croutons would have been a great choice too).
Without counting the oven time, this is a salad that is prepared in the twinkling of an eye.
After mixing the main ingredients, just season with a little olive oil, lemon zest, some basil leaves ... and let the magic happen.
Salada de tomate-cereja assado, feta, rúcula e cebola roxa
Tomates-cereja (cerca de 10 por pessoa)
Azeite
Mistura de 'Sal com Ervas do Mediterrâneo' da Margão
Orégãos secos
Queijo feta
Rúcula
Cebola roxa
Raspa de limão
Folhinhas de manjericão fresco
Ligar o forno nos 200º.
Lavar, secar e espalhar os tomatinhos num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Regar com um bom fio de azeite e polvilhar generosamente com a mistura "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo", da Margão (adoro esta mistura).
Salpicar com um pouco de orégãos, envolver bem e levar ao forno cerca de 25/30 minutos ou até os tomates terem largado algum sumo e começarem a ficar murchos.
Retirar e esperar que fiquem mornos para montar a salada.
Assim que estiverem mornos, retirá-los para o prato de servir com uma escumadeira.
Juntar a rúcula, a cebola roxa em fatias finas e o queijo feta aos cubinhos.
Regar com mais um fio de azeite e um pouco do molho da assadura (guarde o que sobrar para usar num molho, calda ou num prato de massa) e envolver com cuidado, para que os tomates não percam mais sumo.
Terminar com raspa de limão e folhinhas de manjericão.
Servir de imediato.
Já a focaccia, que fiz pela primeira vez esta semana e onde também usei os tomates-cereja, seguindo uma sugestão deixada na página do LB no facebook, já demora mais tempo! Mas também terá direito a post :)
//
Roasted cherry tomatoes salad, with feta, arugula and red onion
Cherry tomatoes (about 10 per person)
Olive oil
Mixture of 'Sal com Ervas do Mediterrâneo', from Margão
Oregano
Feta cheese
Arugula
Red onion
Lemon zest
Sprigs of fresh basil
Preheat the oven to 200 º.
Wash, dry and spread the cherry tomatoes in a non-stick baking tray or a tray lined with parchment paper.
Drizzle with a good splash of olive oil and sprinkle generously with "Sal c/ Ervas do Mediterrâneo" (a seasoning mixture from Margão, which I love and use a lot)
Sprinkle with dried oregano, coat well and bake about 25/30 minutes or until the tomatoes have dropped some juice and start becoming deflated.
Remove and wait until they are warm to assemble the salad.
Once the tomatoes are warm, remove them to a serving plate with a slotted spoon.
Add the arugula, thinly sliced red onion and diced feta cheese.
Season with a little olive oil and a bit of the remaining baking liquid (save the leftovers to use in a sauce, gravy or a pasta dish), and give the whole lot a gentle toss, so that the tomatoes don't lose any more juice.
Finish with lemon zest and basil leaves.
Serve immediately.
I also used some of the cherry tomatoes in a focaccia, but this is a recipe that takes longer! It will be in the next post :)
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28.6.13
Minitartes de legumes assados e o 1º passatempo do blog.
Excepcionalmente, este post não será traduzido para inglês. // Exceptionally, this post will not be translated into English. Sorry!
Apresento-vos o primeiro passatempo do blog, em parceria com a marca de especiarias e ervas aromáticas Margão: até 18 de Julho, podem habilitar-se a um apetitoso pack de produtos desta marca (1 Moinho Pimenta Aves, 1 Moinho para Grelhados, 1 Moinho para Saladas e Vegetais, 1 Moinho Sal e Ervas do Mediterrâneo, 1 Moinho 5 Bagas e 3 individuais).
Para ganhar, basta que a vossa receita, que deve incluir pelo menos 2 produtos Margão, seja uma das três seleccionadas pela marca e pelo Lume Brando.
Devem ainda ser fãs das páginas no fb do Lume Brando e da Margão e publicar a receita nos murais destas mesmas páginas.
As restantes condições podem ser consultadas aqui.
Para assinalar o início deste desafio, deixo-vos estas minitartes feitas com farinha de espelta e legumes assados, onde usei produtos Margão.
Fico à espera das vossas sugestões.
Boas receitas e boa sorte!
Minitartes de legumes assados
Para uma tarte grande ou cerca de 10 pequenas
Para a massa
(do livro Popina - iguarias saudáveis)
220 g de farinha de espelta integral
1 colher de chá de fermento de padeiro seco
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
2 colheres de sopa de azeite
60 ml de água quente
Misturar a farinha, o fermento e o sal numa tigela.
Fazer um buraco no meio desta mistura e juntar o azeite, o ovo e a água.
Amassar até obter uma massa relativamente ligada e maleável.
Transferi-la para uma superfície de trabalho enfarinhada e amassar durante alguns minutos.
Deve ficar mole mas não pegajosa. Se estiver a pegar junte mais um pouco de farinha (pode usar a Bimby ou um processador de cozinha para fazer a massa).
Estender e esticar com o rolo da massa e forrar a(s) tarteiras.
Para o recheio:
Cerca de 400 g de legumes assados*
200 ml de natas ou de creme culinário de soja
3 ovos
Queijo parmesão, cheddar, mozzarella ou outro queijo a gosto, ralado
Sal e Pimenta qb (usei os moinhos de sal marinho e de pimenta preta da Margão)
Misturar as natas com os ovos. Juntar os legumes assados partidos em pedaços pequenos e por fim o queijo. Retificar os temperos. Verter para a(s) forma(s) e levar ao forno pré-aquecido nos 180º durante 30-35 minutos.
*Eu usei sobras de legumes assados: abóbora, nabo, cenoura e cebola roxa aos pedaços e alguns dentes de alho esmagados, tudo envolvido em azeite e temperado com sal, pimenta, alecrim e tomilho (da Margão). Levei ao forno pré-aquecido nos 200º até os legumes estarem dourados e macios.
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5.6.13
Todos os dias são dias de sopa.// Every day is soup day.
Atualização: já depois de publicado o post, resolvi confirmar com o Dr. Bruno Maia as dicas para uma boa sopa, uma vez que na altura não apontei e escrevi de cabeça. Já corrigi e completei!
Aqui por casa há sempre (ou quase sempre) sopa, nem que seja no congelador, pronta a usar num dia mais apressado. Mas normalmente ela é feita a pensar nos piratas e, para evitar birras e contratempos ao jantar, confesso que não inovo muito.
No evento "Uma cozinha pela vida", de que vos falei no post anterior, o Dr. Bruno Maia, nutricionista, disse-nos que numa sopa equilibrada deveriam constar porções de cinco subtipos de legumes/alimentos: "folhosos" (couve lombarda, couve-coração, espinafres, agrião...), "verdes" (brócolos, feijão-verde...), "brancos" (cebola, alho-francês, alho...), "com cor" (cenoura, abóbora, beterraba...) e "outros" (batata, ervilhas, favas, feijão, ou seja, leguminosas, cereais ou tubérculos), referindo que estes últimos são especialmente importantes se a refeição for só sopa. Fiquei contente porque a maior parte das minhas sopas seguem esta regra, ainda que às vezes, com a ânsia de as encher de nutrientes, exagere nas misturas, mas segundo o Dr. Bruno Maia, a ideia é colocar um só alimento de cada grupo!
Esta que vos trago hoje é uma sopa diferente. E se todos os dias são dias de sopa, esta sopa não é para todos os dias. É a minha versão da deliciosa sopa de tomate com ovo e enchidos que preparámos e comemos no workshop da Bonsalt. Segui de muito perto a receita, mas simplifiquei em alguns aspectos.
Os miúdos adoraram, disseram que era "pizza de beber"!
Acho que já posso começar a fazer umas sopas diferentes....
Já agora, para verem o vídeo sobre o fantástico fim-de-semana proporcionado pela Bonsalt, é só clicar aqui.
//
Here at home there is always (or almost always) soup, even if it's in the freezer, ready to use in a busy day. Usually I cook soup thinking of my little pirates and to avoid tantrums at dinner, I confess I do not change a lot.
At the event "Uma cozinha pela vida", Dr. Bruno Maia, nutritionist, told us that a balanced soup should contain portions of five types of vegetables/foods: "leafy" (like cabbage ...), "green" (broccoli, watercress ...), "white" (potatoes, onions ...), "other color" (carrots, squash ...) and leguminous (peas, beans ...). I was glad because most of my soups follow this rule, although sometimes, with the urge of loading it with nutrients, I end up exaggerating the mix...
The one I bring you today is a different soup. And if all days are days of soup, this soup is not for every day. It's my version of the delicious tomato soup with egg and chorizo that we prepared and ate at the Bonsalt workshop. I followed the recipe closely, but simplified some steps.
The kids loved it. They said they were drinking "pizza"!
This tell me that I can start testing some different soups ...
To watch the Bonsalt video about the fabulous weekend and workshop, click here.
Sopa de tomate com ovo, chouriço e cubos de pão
Para 4/5 pessoas1 kg de tomate maduro (pesado depois de pelado)
1 cebola grande às rodelas
2 dentes de alho laminados
1 folha de louro
1/2 chouriço de qualidade
2 ovos
2 fatias de pão rústico duro, tipo alentejano, para fazer os croutons
Azeite
Orégãos
Pimenta preta
Sal ou Bonsalt (sal sem sódio, indicado sobretudo para hipertensos)
Numa panela, alourar a cebola e o alho num bom fundo de azeite, juntamente com uma folha de louro e uma rodela generosa de chouriço.
Quando a cebola estiver a ficar translúcida e dourada, junte o tomate sem pele e partido aos pedaços (como usei a Bimby para triturar, deixei ficar as sementes). Deixe cozinhar até o tomate ficar desfeito, cerca de 15 minutos. Retirar o pedaço de chouriço e o louro, temperar com Bonsalt, ou sal, e pimenta preta acabada de moer. Triturar e provar. Rectificar os temperos e se necessário juntar uma pitada de açúcar. Se achar que está demasiado espessa, junte um pouco de água e deixe levantar fervura novamente. Rectifique os temperos se necessário.
Enquanto o tomate cozinha, pode aproveitar para cozer os ovos. Descasque-os, deixe arrefecê-los e pique-os. Pelo meio, retire a pele ao chouriço e parta-o em pedacinhos pequenos, levando-os ao lume numa frigideira anti-aderente até ficarem crocantes, retire-os e reserve-os sobre papel absorvente. Para os croutons, parta o pão aos cubos e leve-os a saltear numa frigideira anti-aderente com um fio de azeite.
Sirva a sopa em taças, salpicada com o ovo cozido picado, os cubos de pão, os pedacinhos de chouriço crocante e os orégãos.
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Tomato soup with egg, chorizo and croutons
For 4/5
1 kg of ripe tomatoes (weight after peeling)
1 large onion peeled and sliced
2 cloves of garlic sliced
1 bay leaf
1/2 chorizo of good quality
2 eggs
2 slices of rustic bread slices, to make the croutons
olive oil
oregano
black pepper
Salt or Bonsalt
In a pan, cook the onion and garlic in olive oil, along with a bay leaf and a generous slice of chorizo.
When the onion is getting clear and golden, add the tomatoes broken into chunks (as I used Thermomix to blend, I let the seeds). Let cook about 15 minutes. Remove the chorizo chunk and the bay leaf, season with Bonsalt, or salt, and freshly ground black pepper. Use a food processor to blend this mixture. Taste and rectify the seasoning. If necessary, add a pinch of sugar. If you think the soup is too thick, add a little water and bring to the boil again. Rectify the seasoning if necessary.
While the tomato is cooking, you can boil the eggs and prepare the chorizo and bread toppings. Peel the eggs after boiled, leave them to cool and chop them. Remove the chorizo skin and cut it into small pieces, taking them to a non-stick pan until crispy, remove them and set aside over paper towels.
For the croutons, cut the bread into cubes and take them with a little olive oil to a non-stick pan, until golden and crispy.
Serve the soup in bowls, sprinkled with chopped boiled egg, croutons, the bits of crispy chorizo and oregano.
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15.10.12
Uma salada de Outono.
É verdade que quanto mais avançamos no Outono, menos nos apetece saladas frias.
Mas esta é especial.
No Mercado de Sabores do Continente do passado fim-de-semana, numa das banquinhas de legumes de produtores nacionais, provei sopa de abóbora Hokkaido, um tipo de abóbora que não conhecia.
Apesar de ter achado o sabor um pouco forte, fiquei curiosa quando me disseram que esta era uma abóbora que se podia comer crua. E trouxe dois exemplares para casa.
Experimentada primeiro numa sopa, voltei a achar que se notava demasiado o seu sabor, mesmo quando misturada com vários legumes (estranhamente, os meus rapazes não reclamaram).
Mas crua, numa salada em que se juntou à rúcula, à cebola roxa e ao queijo de cabra, foi uma agradável surpresa.
Em cru, o seu sabor pareceu-me estar entre a abóbora 'porqueira' e a abóbora 'menina', mas mais doce do que estas. Raspada num ralador, como se faz com a cenoura, pode mesmo passar por esta, devido à sua cor (se não soubessem, não diriam que era cenoura?)
A salada serviu para acompanhar um suculento hamburguer de carne alentejana (DOP), também comprado no Mercado de Sabores, e ambos foram temperados com produtos oferecidos pela Casa do Sal da Figueira da Foz: na salada, usei Flor de Sal; no hamburguer, usei o Sal para Saladas, que resulta muito bem em grelhados e assados (inclui orégãos, hortelã mourisca e alho).
Foi feita um dia ao almoço, só para mim, mas gostei tanto, que decidi repeti-la ao jantar. O rapaz grande também gostou muito.
Salada de Outono para dois
(as quantidades são meramente indicativas, adaptem-nas ao vosso gosto)
Rúcula - 1/2 emb.
Abóbora Hokkaido - 1 fatia grossa, descascada e limpa de sementes
Cebola roxa - 1/2
Queijo de cabra - 1/2 queijo Palhais
Nozes - miolo de 4 ou 5
Laranja - sumo de 1/2
Azeite qb
Flor de sal qb
Pimenta preta moída na altura qb
Numa taça, fazer uma cama de rúcula
Ralar a abóbora num ralador (tipo o que podemos usar para a cenoura) e juntar.
Partir a cebola às meias-luas e juntar.
Desfazer o queijo grosseiramente e espalhar por cima.
Temperar com o molho, feito numa taça à parte com o azeite, o sumo de laranja, a flor de sal e a pimenta.
Terminar com as nozes picadas.
Envolver antes de servir.
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27.4.12
Frutos da terra.
A beterraba não é um frequentador habitual desta cozinha, mas depois de ter lido alguns posts inpiradores no Gourmets Amadores, onde este legume é muitas vezes o rei da mesa, fiquei com vontade de voltar a usá-lo, até porque o rapaz grande cá de casa é um grande apreciador.
Noutro dia, em que a minha sogra tinha beterraba cozida para acompanhamento de um assado, o G. até disse: "Quem gosta de ostras, tem de gostar de beterrabas: comer ostras é beber o mar, comer beterraba é comer a terra".
Bem, apesar de ter achado a comparação muito bonita e poética, não sei se concordo a 100% com a teoria: afinal, não gosto de ostras, mas consigo comer beterraba com algum prazer.
Na visita mais recente à frutaria ao pé de casa, encontrei beterrabas (e cenouras ainda com rama) e não resisti a trazer algumas.
Quanto à receita, já estava marcada há muito tempo na Everyday Food de Janeiro/Fevereiro de 2010.
Ontem, foi o dia de lhe dar vida.
Salada de beterraba e cenoura
(Everyday Food - Janeiro/Fevereiro 2010)
Para 4
Cerca de 450 g de beterraba com as folhas*
(3 bolbos médios)
2 cenouras médias
1/4 de chávena de sumo de laranja natural
2 colheres de chá de vinagre de vinho tinto (usei vinagre de sidra)
2 colheres de sopa de azeite
1,5 colheres de chá de mostarda de Dijon (usei mostarda normal)
Sal e pimenta qb
*Como já comprei as beterrabas sem as folhas, substituí estas por um talo de alho francês (parte branca).
Numa taça, fazer a vinagreta: juntar o sumo de laranja, o azeite, o vinagre e a mostarda.
Temperar com sal e pimenta preta acabada de moer e mexer bem com um batedor de varas.
Cortar as folhas das beterrabas e descartar os talos. Lavar, secar e cortar as folhas em tirinhas finas (ou em alternativa cortar o alho-francês em rodelas finas).
Lavar bem as beterrabas, descascar e ralar em juliana para um coador (é melhor usar luvas).
Colocar o coador debaixo de água corrente até a água deixar de sair cor-de-rosa.
Deixar escorrer bem e secar em papel de cozinha (o papel fica manchado na mesma, mas como as tirinhas de beterraba ficam secas, garante-se uma salada mais bonita).
Lavar, descascar e ralar as cenouras.
Juntar os legumes numa taça de servir, adicionar a vinagreta e misturar bem.
Deixar assentar uns 15 minutos antes de servir.
19.1.12
Folhado de espinafre e queijo para dois.
Depois do Natal, já em tempo de aulas, o G. teve uns dias de férias.
Como é raro estarmos de férias sem os miúdos, aproveitámos para fazer uns almoços caseiros especiais. Esta foi uma das entradas improvisadas num desses dias.
A massa filo não é a que eu costumo usar (o Continente deixou de ter a massa filo da marca francesa que eu gosto e agora só muito raramente vou ao El Corte Inglés...), mas mesmo assim estes folhados de espinafre e queijo ficaram aprovados.
Ficámos na dúvida quanto ao acompanhamento: só tomate talvez tivesse resultado melhor, mas eu adoro rúcula e como a textura é bastante diferente da dos espinafres, não achei nenhuma heresia juntá-los. Para a próxima, quero usar mais pinhões (desta vez só tinha meia dúzia deles) e queijo feta em vez de Palhais.
Pastéis de massa filo de espinafres e queijo
(Para 2)
1/2 molho grande de espinafres frescos (ou o equivalente em espinafres em saco ou congelados)
1/2 queijo de cabra curado Palhais (ou o equivalente em queijo feta)
1 folha de massa filo
Pinhões tostados
2 dentes de alho
Azeite
Manteiga
Sal
Pré-aquecer o forno nos 180º.
Levar o azeite ao lume com o alho picado.
Deixar fritar um pouco e juntar os espinafres bem lavados, bem escorridos e cortados grosseiramente.
Temperar de sal e deixar saltear até começarem a ficar murchos.
Deixar arrefecer.
Entretanto pincelar a massa filo com um pouco de manteiga derretida e dobrá-la ao meio.
Cortar em dois rectângulos iguais.
Levar os pinhões ao forno para tostarem. Deixar arrefecer.
Desfazer o queijo em pequenos pedaços e misturar com os espinafres. Juntar os pinhões e dividir este preparado pelos dois rectângulos de massa filo.
Fazer uma pequena dobra para dentro, nos lados mais curtos (como para um crepe chinês, para que o recheio não saia para fora) e enrolar pelos lados mais compridos.
Pincelar com mais um pouco de manteiga e levar ao forno até ficarem dourados, com a massa bem estaladiça.
25.7.11
Eu podia ser vegetariana #1


Ovolactovegetariana, vá, que quem me tira os ovos, o leite e o queijo, tira-me quase tudo.
Gosto mesmo de legumes e tenho a noção, não sei se perfeita, de que poderia passar sem a carne e o peixe.
E o G. até me acompanhava, mas não tenho assim tantos conhecimentos sobre a dieta vegetariana - que é mais do que comer apenas legumes - para poder estendê-la aos miúdos, para além de que sabemos que o peixe, mais do que a carne, tem muitas coisas boas.
E na verdade, um peixe fresquinho grelhado ou assado, uns bons filetes de polvo, o arroz de costelas da minha mãe ou as almôndegas da minha tia N., entre outros favoritos, deixam-me igualmente feliz.
Mas o título do post vem a propósito desta tarte de curgetes, que há muito queria experimentar, e que achei deliciosa.
Ao servir de prato principal de um jantar leve, acompanhada de uma salada de tomate da época, fez-me sentir o conforto que a mim me dá uma boa receita de legumes no forno.
A minha massa folhada era muito fina (um resto daquelas bases rectangulares frescas*), por isso cozeu rapidamente e tive de retirar a tarte do forno antes das curgetes ficarem douradas.
Mesmo assim, gostei bastante do resultado e estou ansiosa por repeti-la e partilhá-la com mais apreciadores de legumes...
Tarte de Curgete e Parmesão
(Revista Olive - Maio 2009)
1 placa rectangular de massa folhada
3 curgetes cortadas às rodelas finas
2 dentes de alho picados
4 colheres de sopa de queijo mascarpone
50 g de queijo parmesão ralado
Azeite qb
Pré-aquecer o forno nos 200º.
Desenrolar a placa de massa folhada fresca ou esticar com o rolo um bloco de massa folhada descongelada e colocá-la num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal (o papel vegetal que vem com a massa folhada fresca, por exemplo).
Com uma faca, marcar uma margem com cerca de 2 cm a toda a volta.
Numa taça, juntar as rodelas de curgete, o alho picado e um fio de azeite. Envolver bem e reservar.
Noutra taça, misturar metade do parmesão com o mascarpone (imagino que este se possa substituir por outro queijo-creme, tipo Philadelphia). Barrar com esta mistura a massa folhada, sem invadir as margens.
Dispor por cima as rodelas de curgete, sobrepondo-as ligeiramente e levar ao forno cerca de 15 minutos.
Passado este tempo, retirar e polvilhar com o restante parmesão.
Levar ao forno por mais 15/20 minutos ou até a massa e as curgetes estarem com uma cor dourada bonita.
*Como foi para aproveitar um resto de massa folhada, fiz cerca de metade desta receita.
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10.5.11
Um livro, uma receita #21




Um gratinado que há muito queria experimentar e me encheu as medidas.
Aromático, cheio de sabor, delicioso.
Mas se eu sou suspeita a falar, a prova de que vale mesmo a pena fazê-lo está na reacção "Mmmm... muito bom!" das minhas colegas de trabalho, ontem, quando lhes dei a provar as sobras, que foram o meu almoço.
Estou ansiosa por repeti-lo num dia especial, e assim mimar ainda mais gente com esta coisa boa.
E mortinha que chegue a Feira do Livro do Porto: uma boa ocasião para completar esta colecção de livros e trazer mais alguns que tenho andado a namorar.

Gratinado de Legumes com crosta de Ervas
(adaptado do livro "Cozinha Saudável")
3 batatas doces médias
3 cenouras médias
(a receita original inclui ainda batata normal)
150 ml de natas
150 ml de caldo de legumes
2 dentes de alho picados
1 chávena almoçadeira de pão ralado (de preferência pão fresco ou do dia anterior ralado em casa)
1 colher de sopa de queijo parmesão
1 raminho pequeno de salsa
Tomilho seco qb
(na receita original, as ervas são Salva e Alecrim)
Manteiga para untar
Sal, se necessário
Pré-aquecer o forno nos 200º.
Untar um pirex quadrado com manteiga.
Descascar as cenouras e as batatas doces e cortá-las às rodelas.
Fazer uma camada de legumes, intercalando a batata com a cenoura e sobrepondo ligeiramente as rodelas.
Espalhar uma parte do alho picado e sal, se achar que o sal do caldo de legumes não é suficiente.
Fazer mais camadas como a descrita até acabarem os legumes.
Misturar o caldo com as natas e levar a aquecer.
Verter por cima dos legumes, certificando-se de que o líquido passa por todos.
Misturar o pão ralado com o parmesão, a salsa e o tomilho.
Espalhar o pão ralado pelos legumes.
Levar ao forno durante 1 hora ou até os legumes se mostrarem bem macios quando inserir uma faca.
Quando o pão ralado começar a ficar dourado, cobrir com papel de alumínio e retirá-lo um pouco antes do final para acabar de dourar e parte do líquido se evaporar.
Servir como acompanhamento de carne assada ou grelhada, ou então, acompanhar com uma salada de alface para uma refeição mais leve, como foi o caso.
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7.4.11
Tarte de sobras. Para quando não há sobra de tempo.


Esta experiência já se deu há algum tempo.
Ultimamente não tenho conseguido pegar em receitas novas, mas não queria deixar apagar o Lume.
Remexi mais uma vez nas minhas desorganizadas pastas de fotos e saiu de lá esta tarte de cogumelos e bróculos, que na altura nos soube muito bem.
Não é bem uma receita, é mais uma sugestão de combinação de ingredientes, que no meu caso andavam esquecidos no frigorífico: Massa folhada, Cogumelos salteados em alho e azeite e Bróculos cozidos, aos quais juntei Molho béchamel e 3 ou 4 Ovos.
Forrei a tarteira com a massa, piquei-a e levei ao forno pré-aquecido nos 180º uns 10 minutos. Depois, espalhei no fundo os cogumelos e por cima os bróculos. Temperei o béchamel com um pouco de pimenta preta e noz-moscada, juntei-lhe os ovos, bati bem e verti por cima dos outros ingredientes. Levei ao forno cerca de 35 minutos.
Serviu de prato principal ao jantar, acompanhado de uma salada de alface, couve-roxa e pimento.
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21.3.11
Palmier remix.
Há uns tempos experimentei estes palmiers.
Para além de serem muito fáceis de fazer, são uma entrada que agrada também aos olhos.
Este fim-de-semana decidi variar nos ingredientes e levei esta versão para um almoço em casa dos meus pais.
Fizeram sucesso e são uma ideia muito prática para dias de festa, podendo ser servidos com diferentes recheios.
Wow factor garantido...

Palmiers de azeitona e pimento vermelho
1 placa de massa folhada rectangular
6 colheres de sopa de azeitonas pretas sem caroço picadas (usei do Continente, descaroçadas e às rodelas)
2 pimentos vermelhos grandes assados de conserva (usei do Lidl, em frasco)
Azeite aromatizado com orégãos qb (ou azeite e orégãos qb)
Sementes de sésamo para polvilhar
Partir o pimento em pedacinhos para uma taça.
Juntar as azeitonas picadas. Regar com um pouco de azeite de óregãos e envolver bem.
Desenrolar a massa folhada. Espalhar o recheio pela massa.
Fechar a massa, enrolando ambas as abas mais compridas da massa sob si mesmas, para dentro, até se encontrarem ao centro.
Apertar bem e envolver em película aderente ou no papel vegetal que vem com a massa.
Levar ao frigorífico cerca de 20 minutos para ficar mais firme.
Cortar às fatias e colocá-las, na horizontal, num tabuleiro anti-aderente. Polvilhar com as sementes de sésamo.
Levar ao forno pré-aquecido nos 200º cerca de 20 minutos ou até ficarem bem folhados e dourados.
Escrevo este post com um grande sorriso: primeiro porque estas fotos ficaram bonitas, comprovando que a máquina chegou como nova, depois do meu pirata mais novo a ter mandado para a assistência técnica (abençoado seguro feito quando a comprámos!). Segundo, porque foi feito no meu fantástico, adorável, lindo de morrer e há muito desejado MacBook Pro ;-)
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9.3.11
Receita fish.

Este blog tem andado demasiado calórico.
Esta receita de peixe muito simples, inspirada nos assados "in a bag" do Jamie Oliver pretende repor o equilíbrio por estas bandas, antes que outras sugestões doces façam o seu caminho.
En papillote é como os franceses designam esta forma de cozinhar os alimentos. Prática, rápida e saudável.
O peixe (também se pode usar frango ou peru, em bifes finos), acaba por cozinhar nos próprios líquidos e com a ajuda do vapor que se cria na "bolsa", feita em papel vegetal ou de alumínio.
Quando me falta o tempo, quero cozinhar peixe e não tenho nenhuma receita planeada, esta é uma das soluções a que costumo recorrer.
E se nunca sai igual - ou porque muda o peixe ou porque mudam os legumes, conforme o que há no frigorífico e no congelador - fica sempre saboroso.
Esta foi uma das últimas variações e resultou especialmente bem.

Peixe assado "em bolsa"
Para 2
4 filetes de peixe congelados (eu usei Panga* mas pode usar-se outro peixe branco)
1 cenoura
1/2 alho-francês
1/2 pimento vermelho
Sumo de 1/2 limão
Um bom fio de azeite
Sal e pimenta preta moída na altura
Salsa qb
Folha de alumínio
Descongelar ligeiramente os filetes (não precisam de estar completamente descongelados).
Pré-aquecer o forno nos 200º, com o tabuleiro de alumínio do forno lá dentro (ou outro tabuleiro colocado sobre a grade a aquecer).
Num prato fundo, juntar aos filetes a cenoura e o pimento partidos em juliana, o alho-francês partido em rodelas finas, a salsa, o sumo de limão, um bom fio de azeite, o sal e a pimenta. Envolver tudo muito bem.
Fazer uma bolsa em papel de alumínio com tamanho suficiente para acolher todos os ingredientes, fechando bem todos os lados (dobrando e enrolando as pontas do papel), à excepção de um.
Introduzir o peixe e a respectiva marinada na bolsa, fechar bem esse último lado, e colocá-la sobre o tabuleiro previamente aquecido.
Levar a assar durante cerca de 20 minutos.
Servir com arroz branco, por exemplo.
*O peixe panga, também conhecido por peixe-gato, tem visto a sua popularidade crescer por cá, sobretudo devido ao seu preço atractivo. A sua qualidade tem sido muito discutida, no entanto, um estudo da Deco-Proteste veio tranquilizar os consumidores.
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20.11.10
Hoje a Moira vem jantar...


... e eu fiquei encarregue dos acompanhamentos.
Esta é a primeira vez que participo num desafio lançado na blogosfera culinária. Gosto muito do Tertúlia de Sabores e uma vez que o tema do desafio lançado no âmbito do 3º aniversário do blog era livre, achei que podia ajudar a tornar este "jantar" ainda mais recheado, variado e colorido.
Estou certa de que as contribuições serão imensas (e muito superiores em qualidade e criatividade a estas minhas modestas sugestões), mas suspeito que haja mais entradas, pratos principais e sobremesas.
Por isso, depois de muitas indecisões e várias hipóteses postas de lado, decidi dedicar ao Tertúlia estas batatas no forno e esta couve roxa salteada: dois acompanhamentos simples mas saborosos, feitos recentemente a pensar num blog que é uma óptima companhia.
Bom apetite, Moira!
Couve roxa salteada com milho

Uso com muita frequência estes dois ingredientes em saladas frias. Mas agora estas já não apetecem tanto e decidi juntá-los numa versão mais própria para esta estação.
Gostei bastante do resultado, espero que a Moira também aprecie!
Para 2
1/4 de uma couve roxa grande ou 1/2 couve roxa pequena
1 lata pequena de milho (Bonduelle, de preferência)
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre de sidra
Sal
Numa sertã anti-aderente levar o azeite a aquecer em lume médio. Juntar a couve roxa partida em juliana e deixar amolecer, o que deve demorar cerca de 20 minutos.
Juntar o vinagre e deixar evaporar, mexendo sempre. Juntar o milho escorrido, temperar com sal, envolver bem o milho na couve e deixar que o milho aqueça por todo.
Está pronto a acompanhar vários pratos principais, desde uns simples bifinhos de frango até um peixe assado no forno.
Gomos de batata no forno

Há muito que queria experimentar este tipo de batatas no forno, com casca e muito bem temperadas. O meu ponto de partida foi este, mas lembro-me de já ter visto receitas parecidas em que as batatas levam ainda mais condimentos, nomeadamente colorau ou pimentão doce, que também usei.
Ficaram muito boas e são especialmente indicadas para acompanhar carne, ou então para servirem de snack, a companhar uma cerveja geladinha.
Para 2
2 batatas brancas de pele fina grandes ou 3 médias
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de óleo vegetal
1 fio de vinagre a gosto (eu usei de sidra)
Pimentão doce ou paprika em pó qb
Pimenta preta acabada de moer qb
Alho em pó qb
Sal qb
Flor de sal para polvilhar antes de servir
Pré-aquecer o forno nos 220º. Forrar um tabuleiro com papel vegetal.
Lavar muito bem as batatas, secá-las e parti-las aos gomos.
Juntar todos os ingredientes numa taça, menos a flor de sal.
Mexer com as mãos, envolvendo bem as batatas nos temperos.
Espalhar os gomos de batatas no tabuleiro e levar ao forno cerca de 45 minutos ou até estarem bem douradinhas e enrugadas qb.
Antes de servir, polvilhar com flor de sal.
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18.11.10
Abóbora menina numa senhora tarte.


Há uns tempos, experimentei um salteado de cebola roxa e abóbora numa pizza, que levou ainda queijo de cabra, inspirada nesta aqui.
Depois, quando vi estas tarteletes apetitosas no Tertúlia de Sabores, fiquei com vontade de experimentar a abóbora em tarte.
Resolvi adaptar a fórmula que tinha usado na pizza e juntar-lhe a receita de massa quebrada do livro "Cozinha rápida para saborear devagar", da Donna Hay.
Massa e recheio: aprovadíssimos!

Tarte de abóbora, cebola roxa e queijo
Para a massa quebrada
2 chávenas (de 250 ml) de farinha sem fermento
125 g de manteiga fria cortada em pedaços
Cerca de 50 ml de água gelada
Para o recheio
5 colheres de sopa de molho de tomate*
Azeite
1 cebola roxa partida em 1/2 luas
300 g de abóbora menina partida aos cubinhos
50 g de queijo chèvre ou feta
100 g de queijo mozzarella ralado
Sal, pimenta e cominhos qb
Nozes
Começar pela massa: colocar num robot de cozinha a farinha e a manteiga e pulsar (ou na Bimby usar a velocidade 6 alguns segundos) até se formarem "grumos grosseiros".
Acrescentar em fio, pelo bucal, a água gelada, com o robot a funcionar, até obter uma massa homogénea e suave (pode não ser preciso a água toda).
Retirar, formar uma bola achatada, embrulhar em película aderente e levar ao frigorífico durante 30 minutos.
Entretanto pré-aquecer o forno nos 190º.
Preparar o recheio: num fundo de azeite, cozinhar a cebola roxa até ficar mole e translúcida. Juntar os cubos de abóbora e deixar que comecem amolecer também, o que deve demorar cerca de 15 minutos. Temperar com um pouco de sal (sem esquecer que há queijos muito salgados), pimenta e uma pitada de cominhos. Reservar.
Estender a massa numa superfície enfarinhada, forrar a tarteira e levar ao frigorífico por mais 5 minutos.
Picar o fundo da massa com um garfo e levar ao forno (com feijões ou pesos) cerca de 10 minutos.
Retirar e espalhar primeiro uma camada de molho de tomate, por cima deste colocar a mistura de abóbora e cebola e espalhar algumas nozes partidas grosseiramente. Por fim, terminar com o queijo chèvre esfarelado e o mozzarella ralado (quando fiz esta tarte já não tinha chèvre suficiente e tive de juntar mozzarella...).
Baixar o forno para os 180º e levar a tarte a cozer durante cerca de 30 minutos.
*Usei caseiro, feito rapidamente na Bimby, mas pode ser feito de forma tradicional: alourar em azeite 1 cebola pequena picada e 2 dentes de alho picados, com uma folha de louro. Juntar uma lata de tomate pelado, 1/4 de pimento e umas folhinhas de manjericão (se tiver), temperar de sal e pimenta e deixar cozinhar uns 10 minutos. Triturar com a varinha mágica, tendo o cuidado de retirar a folha de louro antes, provar para ver se precisa de mais condimentos ou até de uma pitada de açúcar para cortar a acidez do tomate (normalmente acho que não é preciso), e está pronto a usar.
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12.9.10
A minha cozinha e o queijo de cabra...

... são cada vez mais inseparáveis. Seja fresco ou curado, chèvre ou atabafado, há sempre queijo de cabra no meu frigorífico.
Gosto do seu sabor relativamente forte, que tão bem combina com vinagres adocicados, como o de framboesa ou de mel.
Bastam algumas ervas aromáticas e um pouco de queijo de cabra para fazer um folhado delicioso, para não falar das entradas que o casam com compota de frutos vermelhos, por exemplo.
Isto tudo para dizer que quando vi esta sugestão na revista Good Food de Setembro, concluí de imediato que não podia demorar a fazê-la. Assim, quando esta semana me ofereceram beringelas, foi fácil decidir a primeira coisa a fazer com elas: esta ratatouille no forno, que ficou muito boa, e que levou muito poucos ajustes em relação à receita original.
Nós comêmo-la como prato principal de uma refeição leve, acompanhada apenas de pão, mas poderia ter-lhe juntado esparguete ou outra pasta, para um prato mais substancial.

Ratatouille no forno com queijo de cabra
Para 2 como prato principal
1 beringela*
1 curgete
1/2 pimento vermelho
1 cebola roxa
1 colher de sopa de azeite
100 de queijo de cabra (um que se funda relativamente bem é o ideal)
Sal e pimenta preta acabada de moer qb
6 colheres de sopa de tomate pelado em lata, aos pedaços
6 folhinhas de manjericão
Pré-aquecer o forno nos 200º.
Descascar a cebola, lavar e secar os legumes, e de seguida parti-los em pequenos pedaços idênticos para que assem por igual.
Espalhá-los numa assadeira, juntar o azeite, o sal e a pimenta, envolver bem e levar ao forno cerca de 20 ou 25 minutos.
Ao fim deste tempo, retirar do forno e juntar o tomate pelado, envolvendo-o bem nos restante legumes e espalhar as folhinhas de manjericão cortadas grosseiramente.
Levar ao forno mais 10 ou 15 minutos.
*A receita não falava em colocar a beringela, depois de arranjada e polvilhada com sal, a escorrer numa rede para retirar o seu travo amargo, como se vê referido em muitos casos; eu também não o fiz e achei que ficou óptimo. Só tive pena que o queijo não derretesse mais, como eu queria e a receita pedia: usei um queijo curado atabafado, que se manteve bastante firme durante toda a cozedura...
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26.7.10
Uma tarte da época.


O aspecto desta tarte, com autênticas teias formadas pelo queijo derretido, é um bocadinho creepy, mas posso assegurar que é muito boa e suculenta.
Inspirei-me numa que fiz há uns tempos, retirada do Martha Stewart's Baking Handbook, mas que não cheguei a publicar.
A diferença é que esta, em vez de ser barrada com pasta de alho assado, levou uma camada de cebola refogada em azeite.
Uma tarte ideal para esta época, em que as cebolas e os tomates estão no seu auge, nos mercados e nos quintais.
Tarte de cebola, tomate e queijo
1 base de massa folhada
1 cebola grande
1 dente de alho
3 tomates médios maduros (usei coração de boi)
100 g de queijo ralado (usei mozzarella e emmental)
Azeite qb
Folhinhas de manjericão para decorar e aromatizar
Desenrolar a massa folhada, forrar com ela uma tarteira e levar ao forno pré-aquecido nos 180º durante uns 10 minutos.
Entretanto, partir a cebola em rodelas finas, picar o alho e levá-los a refogar num fundo de azeite, até a cebola ficar mole e transparente.
Retirar a tarteira do forno e dispor a camada de cebola, seguida das rodelas de tomate.
Espalhar o queijo por cima e levar ao forno durante 35/40 minutos ou até a massa estar dourada e o queijo bem derretido.
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6.7.10
Um livro, uma receita #16




Este é o mais recente do Jamie e foi uma surpresa do G., que o encomendou sem eu saber. Como sempre, é um livro com fotos inspiradoras, receitas apetecíveis e comentários do autor genuínos e ternurentos.
Desta vez, Jamie aborda no mesmo volume gastronomias de seis países diferentes - Espanha, Marrocos, Suécia, França, Grécia e Itália - resultado de viagens curtas e recentes a estes destinos, realizadas propositadamente para o livro.
França é a inspiração desta primeira receita que experimentei.
Ora aqui está algo que nunca tinha feito: uma espécie de risotto no forno, que tanto serve de acompanhamento como de prato principal vegetariano.
Ficou delicioso. Mesmo. Mas atenção: leva natas, queijo, caldo... digamos que não é uma receita para fraquinhos, nem para todos os dias. Perfeita para surpreender convidados num dia especial.
Gratinado de curgete e arroz
(para 6-8 pessoas como acompanhamento)
2 colheres de sopa de banha de pato (?) ou azeite (usei azeite)
3 cebolas às rodelas finas (usei 1 grande)
180 g de arroz basmati
7 curgetes medias partidas às rodelas finas (usei 2 curgetes amarelas grandes e achei suficiente)
500 ml de caldo de galinha ou de legumes (usei de galinha)
4 colheres de sopa de crème fraîche (usei natas)
150 g de queijo Emmental ou Cheddar ralados (usei Emmental)
Sal marinho e pimenta preta acabada de moer
Azeite para untar a assadeira
Pré-aquecer o forno nos 190º.
Colocar um tacho grande em lume brando, juntar o azeite e borrifar com água.
Quando estiver quente, adicionar as cebolas e deixar cozinhar até elas ficarem bem macias, aí uns 15/20 minutos.
Passar o arroz por água (algo que fiz pela primeira vez: nunca lavo o arroz, seja lá de que tipo for) até a água sair limpa.
Quando a cebola estiver bem cozinhada e amarelada, juntar as curgetes e o arroz ao tacho, envolver e juntar o caldo bem quente.
Aumentar o lume e cozinhar por 5 minutos, mexendo de vez em quando.
A mistura deve estar relativamente solta no líquido, se necessário juntar um pouco mais de caldo.
Retirar do lume e juntar suavemente as natas e 100 g do queijo ralado.
Temperar de sal e pimenta preta. Provar e ajustar os temperos se for necessário.
Untar com azeite uma assadeira com cerca de 25 x 32 cm e verter nela o preparado, assegurando que o arroz se espalha por todo. Tentar que a maior parte das curgetes fiquem no topo, para ficar bonito e para manter o preparado com líquido até ao fim da cozedura.
Aqui fiz batota: cortei mais curgete e coloquei as rodelinhas no topo do preparado.
Polvilhar com o restante queijo e levar ao forno cerca de 40 minutos.
Servir idealmente com carne ou peixe grelhados e uma salada.
Apesar do aspecto entre as minhas fotos e a do livro diferirem bastante - o gratinado do livro está mais sequinho e por isso com melhor aspecto - em termos de sabor acredito que tenha ficado próximo do original. Estava muito bom e fez sucesso.
Ah! Esta receita também vem na revista Good Food de Junho.
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