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Um livro, uma receita #22 (ou uma pausa nos preparativos...)





Enquanto imagino layouts e faço pequenos trabalhos manuais, para que a minha sobrinha I. tenha na sua festa de aniversário uma mesa de sobremesas muito catita, preparo um bolo para gastar as pêras que trouxe do quintal dos meus pais.

Uma receita deste livro maravilhoso, ao qual muitos blogs e revistas já prestaram a mais do que justa homenagem.
Nigel Slater é considerado por muitos o melhor food writer inglês, e basta folhear os seus livros para perceber porquê.

Um bolo com travo a canela e caramelo, com um textura fofa e ao mesmo tempo ligeiramente húmida, muito, muito agradável. E acho que o podemos adaptar a várias frutas (já nesta experiência as pêras não se revelaram suficientes e juntei algumas maçãs).
Ontem servi-o ainda morno com uma bola de gelado de baunilha: um sucesso!



Bolo de pêras e canela
(receita de Nigel Slater, do livro Tender II)

750 g de pêras maduras
Sumo de meio limão
40 g de manteiga
3 colheres de sopa de açúcar mascavado
1/2 colher de chá de canela
+
200 g de manteiga
(usei apenas 170)
200 g de açúcar amarelo
3 ovos L ligeiramente batidos
200 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó


Pré-aquecer o forno nos 160º (eu usei 180º de temperatura).
Untar uma forma de fundo amovível anti-aderente ou forrá-la com papel vegetal e untar este.
Descascar as pêras e cortá-las em pequenos pedaços, colocando-as numa taça com água e sumo de meio limão. Reservar.
Levar ao lume a manteiga e o açúcar mascavado, deixar derreter e juntar a fruta entretanto escorrida.
Deixar cozinhar até caramelizar e os sucos derem origem a um xarope espesso. Pouco antes de terminar, juntar a canela (foi assim que fiz, embora o livro, por gralha, não diga qual o momento da adição da canela).
Preparar a massa do bolo: bater a manteiga com o açúcar até ficar esbranquiçado.
Juntar alternadamente os ovos e a farinha e o fermento.
Juntar a esta massa a fruta caramelizada, envolver e verter para a forma.
Levar ao forno retirar cerca de 45 minutos depois ou quando um palito sair seco do seu interior.

O power dos financeiros.





Os financiers são uns bolinhos típicos franceses, cujo nome proporcionou ao longo do tempo várias explicações.
Há quem defenda que se chamam assim devido aos seus ingredientes algo dispendiosos, pelo menos para a época em que surgiram; outra teoria diz que o nome advém da sua forma original, que faria lembrar barras de ouro, e há ainda quem justifique o termo pelo facto de terem sido criados por uma pastelaria situada no coração financeiro de Paris.

Casquinha crocante por fora; húmidos, doces e com um intenso sabor a manteiga por dentro, resultante da técnica de derreter a manteiga até ela ficar bem dourada (beurre noisette).

Sei que soa bem, mas os meus financeiros revelaram-se demasiado poderosos para mim e, na bolsa da gulodice, acabei por transaccionar em baixa, sem no entanto ter chegado a negociar em terreno negativo: os restantes provadores atribuíram-lhes um elevado rating. Em pouco tempo, dos títulos disponíveis só sobraram migalhas...

A solução está em fazê-los em formato très petit, como os que servem na Boulangerie de Paris, com o café, mas precisava de encontrar as forminhas.
Nesta experiência usei umas formas de metal compradas na Nortel, próprias para Sidónios, julgo eu.

Em todo o caso, não se deixem intimidar com a minha reacção, porque estes bolinhos já conquistaram fãs em todo o mundo.
E se os experimentarem a acompanhar um bom café, prometo que não se vão arrepender!



Financiers
(receita do Martha Stewart's Baking Handbook)

Para cerca de 10

70 g de manteiga sem sal (usei com)
1 chávena* de amêndoa às lascas ou aos palitos
1 chávena* + 2 colheres de sopa de açúcar em pó
1/3 de chávena* de farinha sem fermento
4 claras, de preferência de ovos L
1 colher de café de sal
(não usei)

Num tacho, levar a manteiga ao lume médio, mexendo frequentemente com uma vara de arames, até libertar aroma e adquirir um tom castanho dourado (confesso que não consegui chegar a esta cor, acho que retirei do lume antes do ponto, com medo que começasse a queimar).
Passar a manteiga derretida para uma taça e reservar.
Num processador de cozinha, triturar as amêndoas com 2 colheres de sopa de açúcar em pó, até ficarem em farinha fina.
Noutra taça, juntar a farinha, o sal, se for caso disso, e a mistura de amêndoa e açúcar.
Na taça da batedeira eléctrica, bater as claras e o restante açúcar até ficar uma massa fofa e espumosa.
Reduzir a velocidade e ir adicionando, alternadamente, a mistura de secos e a manteiga, sendo que se deve começar e terminar com os secos.
Cobrir a taça com película aderente e levar ao frigorífico no mínimo 2 horas (aguenta até 4 dias).
Pré-aquecer o forno nos 200º. Untar e polvilhar de farinha as formas.
Dividir a massa pelas formas - encher até cerca de metade - e levá-las a cozer durante cerca de 15 minutos, ou até um palito sair relativamente seco (demorou um pouco mais, no meu caso). Rodar o tabuleiro a meio da cozedura.
Depois de saírem do forno, não demorar muito a retirá-los da forma: eu distraí-me e depois custaram a sair...

*Medida de 240 ml. As quantidades que apresento são uma adaptação para fazer cerca de metade da quantidade original (24).

Eu podia ser vegetariana #1




Ovolactovegetariana, vá, que quem me tira os ovos, o leite e o queijo, tira-me quase tudo.
Gosto mesmo de legumes e tenho a noção, não sei se perfeita, de que poderia passar sem a carne e o peixe.
E o G. até me acompanhava, mas não tenho assim tantos conhecimentos sobre a dieta vegetariana - que é mais do que comer apenas legumes - para poder estendê-la aos miúdos, para além de que sabemos que o peixe, mais do que a carne, tem muitas coisas boas.

E na verdade, um peixe fresquinho grelhado ou assado, uns bons filetes de polvo, o arroz de costelas da minha mãe ou as almôndegas da minha tia N., entre outros favoritos, deixam-me igualmente feliz.

Mas o título do post vem a propósito desta tarte de curgetes, que há muito queria experimentar, e que achei deliciosa.
Ao servir de prato principal de um jantar leve, acompanhada de uma salada de tomate da época, fez-me sentir o conforto que a mim me dá uma boa receita de legumes no forno.

A minha massa folhada era muito fina (um resto daquelas bases rectangulares frescas*), por isso cozeu rapidamente e tive de retirar a tarte do forno antes das curgetes ficarem douradas.
Mesmo assim, gostei bastante do resultado e estou ansiosa por repeti-la e partilhá-la com mais apreciadores de legumes...



Tarte de Curgete e Parmesão
(Revista Olive - Maio 2009)

1 placa rectangular de massa folhada
3 curgetes cortadas às rodelas finas
2 dentes de alho picados
4 colheres de sopa de queijo mascarpone
50 g de queijo parmesão ralado
Azeite qb


Pré-aquecer o forno nos 200º.
Desenrolar a placa de massa folhada fresca ou esticar com o rolo um bloco de massa folhada descongelada e colocá-la num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal (o papel vegetal que vem com a massa folhada fresca, por exemplo).
Com uma faca, marcar uma margem com cerca de 2 cm a toda a volta.
Numa taça, juntar as rodelas de curgete, o alho picado e um fio de azeite. Envolver bem e reservar.
Noutra taça, misturar metade do parmesão com o mascarpone (imagino que este se possa substituir por outro queijo-creme, tipo Philadelphia). Barrar com esta mistura a massa folhada, sem invadir as margens.
Dispor por cima as rodelas de curgete, sobrepondo-as ligeiramente e levar ao forno cerca de 15 minutos.
Passado este tempo, retirar e polvilhar com o restante parmesão.
Levar ao forno por mais 15/20 minutos ou até a massa e as curgetes estarem com uma cor dourada bonita.

*Como foi para aproveitar um resto de massa folhada, fiz cerca de metade desta receita.

Mais um bolo, mais uma novidade.



Este foi o bolo que fiz para cantarmos os parabéns à minha sobrinha I, que ontem completou 17 anos.
Achei que ela ia adorar esta decoração, que vi aqui, e não me enganei!
Por dentro, a receita não era nova: bolo de cenoura e laranja cuja receita podem encontrar neste post. É uma aposta segura.
Para a cobertura, usei cerca de 500 ml de natas batidas em chantilly com açúcar mascavado, aplicado com saco pasteleiro descartável e bico liso largo.
A grande novidade é que o Lume Brando já está no Facebook. Juntem-se!

A linguagem universal dos húngaros.





Desde que me conheço que conheço estas bolachas.
Nas confeitarias aqui do norte, pelo menos, são uma variedade muito comum, fazendo muitas vezes parte da ementa dos lanches e das festas de aniversário dos mais novos.
Os meus piratas, como quase toda a gente, adoram-nas.

Há já algum tempo deparei-me com esta receita no perfil do facebook da Bimby. Resolvi apontá-la e noutro dia consegui pôr as mãos na massa.
Apesar do sabor e da textura serem diferentes dos húngaros "de compra", o aspecto ficou bastante idêntico.
Quem provou disse que até gostava mais destas, por serem mais estaladiças.

O truque para parecerem húngaros (julgo que a receita original leva gemas de ovos cozidas) é a farinha custarda ou custard powder - amido de milho com corante amarelo e aroma de baunilha, muito usado pelos ingleses para fazer uma espécie de leite creme instantâneo - disponível em quase todos os supermercados.

Para que a receita pudesse ser replicada mesmo por quem não tem Bimby, fi-los sem recurso à máquina e correu muito bem.



Húngaros caseiros rápidos
(receita de Cláudia Queiroz Samico via Facebook Bimby)

300 g de farinha
50 g de custard powder
(usei da marca Ramazzotti)
150 g manteiga
100 g de açúcar em pó
2 gemas de ovo
20 g/ml de leite
1 gema para pincelar
Cerca de 150 g de chocolate de culinária para cobrir
(usei de culinária)

À mão
Pré-aquecer o forno nos 180º. Numa taça grande juntar todos os ingredientes pela ordem da receita.
Misturar muito bem com as mãos e formar uma bola de massa uniforme.
Estender com o rolo até a massa ficar com cerca de 3/4 mm de espessura.
Recortar as bolachinhas com as formas desejadas, usando cortantes variados, e colocá-las num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Com um garfo, fazer umas riscas leves na superfície das bolachas e pincelar com gema batida.
Levar ao forno até estarem bem douradas, cerca de 15 minutos (o tempo vai depender do forno).

Depois de bem arrefecidas, levar o chocolate a derreter em banho-maria. Mergulhar metade de cada bolacha no chocolate e deixar secar sobre papel vegetal.


Na Bimby:
Colocar os ingredientes por ordem no copo - 30 seg. Vel.5.
Retirar a massa do copo e estendê-la com o rolo até a massa ficar com cerca de 3/4 mm de espessura.
Recortar as bolachinhas com as formas desejadas, usando cortantes variados, e colocá-las num tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal.
Com um garfo, fazer umas riscas leves na superfície das bolachas e pincelar com gema batida.
Levar ao forno até estarem bem douradas, cerca de 15 minutos (o tempo vai depende do forno).

Depois de bem arrefecidas, levar o chocolate a derreter em banho-maria. Mergulhar metade de cada bolacha no chocolate e deixar secar sobre papel vegetal.

A mudança e um bolo rápido de chocolate.





Depois de duas semanas tudo menos brandas, eis finalmente um post.
Um post com sabor especial: é o primeiro depois de ter decidido fazer uma pausa na publicidade e ficar mais disponível para os meus rapazes e para projectos que me realizem verdadeiramente.

Foram dias loucos (as circunstâncias obrigaram-me a ter de tomar esta e outras decisões em tempo record), mas agora que ficou tudo mais calmo, partilho convosco este bolo de chocolate.

Um bolo que se faz igualmente a correr, com a ajuda do preparado para Bolo de Chocolate da Branca de Neve.

Confesso que usar esta base de bolo em pó, que me foi enviada pela Lusitana no âmbito da acção "Os Melhores Blogues Portugueses de Culinária", não era uma prioridade. Mas este sábado à tarde, depois de já estarmos a preparar uns pães de leite, o L. pediu-me para fazer um bolo de chocolate. Lembrei-me então de experimentar o preparado, seguindo a receita da embalagem.

Estava convencida de que ia gostar menos.
O sabor é óptimo e também gostei da textura.
É um bolo de chocolate mais indicado para lanche do que para sobremesa, e pareceu-me uma boa receita para bolos que se queiram decorar.



Bolo de chocolate fácil e rápido

1 saqueta de preparado para bolo de chocolate Branca de Neve
4 ovos
125 g de manteiga
6 colheres de sopa de leite

Pré-aquecer o forno nos 180º.
Untar a forma com manteiga e polvilhá-la de farinha.
Numa taça grande, juntar o preparado, os ovos, a manteiga e o leite.
Bater com a batedeira eléctrica durante cerca de 3 minutos.
Verter para a forma e levar ao forno cerca de 50 minutos ou até o palito sair seco do seu interior (a receita diz para cozer cerca de 35 minutos, mas no meu forno precisou de bastante mais tempo).
Deixar arrefecer alguns minutos antes de desenformar.

Para a cobertura: derreter cerca de 70 g de chocolate de culinária com um pouco de leite e de manteiga no microondas, mexer bem e aplicar.